A proposito das provas de 2° ano António Carvalho responde a Alexandre Andrade

Caro José Alexandre Andrade, mesmo que se acredite que estas provas foram criadas com a melhor das intenções, já se verificou que não servem para aferir nada, não só, e principalmente, com vários itens completamente desadequados ao nível etário a que se destinam que sucessivamente aparecem ao longo dos anos. No caso da presente prova, é provável que alguém conclua que os alunos têm muitas dificuldades em “Sequências e regularidades” pelo facto de, certamente, apenas uma reduzida percentagem ter respondido corretamente à questão 5, onde era pedido o n.º de elementos da 20.ª figura; ou que os alunos não têm a noção de área (ou de perímetro), já que, muito provavelmente, a questão 8 registará igualmente uma percentagem muito baixa de respostas corretas. Para além disto, poder-se-á também questionar até que ponto algumas respostas incorretas revelam dificuldades reais nos conteúdos de matemática, já que muitas vezes a dificuldade, nesta fase de aprendizagem, está na leitura e interpretação dos enunciados e não nas noções que se pretendem avaliar. E, ainda, qual a vantagem e utilidade de se querer aferir duas áreas em simultâneo? É com uma ou duas questões que se consegue esse objetivo? É esta a aferição que se pretende?

Será que todos os professores abrangidos pelo 79 precisam de um requerimento anual?

Entregarei hoje o terceiro requerimento para redução do tempo letivo. Ouvi alguns colegas queixarem-se que mesmo com 20 horas letivas lhe querem dar titularidade de turma. Espero que não, embora saiba que em escolas pequenas vai ser cada vez mais uma realidade. Os diretores dizem que é a tutela que recomenda. E a autonomia é a fingir?