“Respostas “à la carte” para que a escola cumpra a sua missão de elevador social” João Costa no I

Uma bonita intenção que não encontra evidências na realidade atual. As escolas privadas não aderentes à (velha) nova pedagogia são os elevadores de serviço das elites portuguesas. Estar numa escola TEIP com alunos indisciplinados não ajuda muito ao verdadeiro sucesso, de quem na verdade quer estudar. Teorias e hipocrisias do poder!

JC o homem da flexibilização e coisas mais… como transformar os Conselhos Turma em atos administrativos
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A institucionalização da mentira

Mais um pertinente texto do colega Carlos Rodrigues.

«Publicação das pautas.
Há os alunos que Passaram, os que Não Passaram e os que Foram Passados!
É sobre estes últimos que eu gostava de questionar, conhecer e compreender para ter uma ideia melhor formulada a respeito daquilo que, me parecem, à partida, serem BOAS e MÁS PRÁTICAS na transição dos alunos nos níveis intermédios de ciclo. Não está em causa o passar de ano, por ser o mais adequado aquele aluno em específico e por estar determinado que a retenção dá-se num nível excecional.
O que está em causa são os processos, os propósitos e as diferentes imagens de escola, através das opções entre uns e os outros. Muito sinceramente, pois é algo absolutamente recorrente de norte a sul do país, fazer de uma e de outra maneira.
Os colegas são de acordo que os alunos transitem com uma alínea, sendo que as notas na pauta explanam os Critérios de Avaliação do Agrupamento/ Escola, de acordo com o rigor da realidade de todo o processo anual, ou, tem alguma vantagem, no vosso entender, retirar os Níveis DOIS, transformando-os em Níveis TRÊS para o aluno passar a se encontrar, dentro da lei, em situação de transição?
O meu pensamento de partida diz-me que ambas as situações causam alguma fricção na comunidade educativa, pois, um determinado aluno vê-se retido com 5 negativas enquanto o seu colega de turma transitou com as mesmas 5 negativas. Mas, neste caso, existe a justificação da lei. No outro caso, um determinado aluno vê-se retido com 5 níveis negativos, enquanto o seu colega de turma transitou com 3 níveis negativos, sendo que, a testemunha de toda a turma e do próprio, de acordo com os Critérios de Avaliação do Agrupamento/ Escola, espantosamente, dois desses níveis passaram a 3!

Isto não aconteceu na “minha” escola, tenho de o dizer assim, isto acontece nas escolas de Portugal e é esta dúvida que quero tirar, principalmente obter depoimentos que defendam a transformação dos níveis 2 para níveis 3 a alunos que se apresentam com 5, 6, ou 7 níveis negativos aquando o CT de Avaliação. Dessa forma ajudam-me a compreender e de preferência a reformular aquilo que eu chamo, mas não queria, de institucionalização da mentira, ou, como o sociólogo Licínio Lima, de “infidelidade normativa” aquando da atribuição de nível 3 a um aluno que, de acordo com os Critérios de Avaliação alcançou a média de 37% ou menos!
É de coração aberto que pergunto, o meu interesse é compreender para poder melhorar.
Muito Obrigado.
(acrescento que esta publicação não pretende ser de caráter científico nem exaustiva, tão somente um aflorar do tema, nesta praça pública da rede social, onde a liberdade de questionar e desejar saber mais, não nos deve conduzir a um sentir-se enredado.)»