3ª Feira

O Meu Quintal

Contagem decrescente para a histeria colectiva, alimentada já há algum tempo pelo poder político que considera que a dramatização em torno da greve dos motoristas lhe irá bem junto do eleitorado que percebe que o rio nem chega a gelatina política. Mais do que dos efeitos da greve no abastecimento de combustíveis, receio o chamado “estouro da boiada”, alimentado a necessidade de ter mais alguma coisa do que futebol no prime-time noticioso. Não é raro não se morrer da coisa em si, mas da multiplicação dos efeitos psicológicos que levam a fugir e espezinhar, em vez de esperar para ver a melhor opção. Em todos este espectáculo, não confio em nenhum dos actores, porque nenhum mostra publicamente os documentos de que fala para fundamentar as suas posições. Parecem ter todos razão, sabendo que todos mentem um pouco ou mais do que isso. E, apesar de sabermos isso, deixamos que nos…

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Eu não sou um dos portugueses contra a greve dos camionistas

Vivo num país que permitiu de um dia para o outro, a injustiça de diferenciar numa dezena e meia de anos a idade de aposentação de professores monodocentes, sem grande reação dos sindicatos. Admiro aqueles que se libertaram dos representantes tradicionais para mostrar os dentes ao poder em defesa dos seus direitos.

Um país que não cuida da educação tem o futuro comprometido.

sobre o tema Raquel Ferreira escreve:

“Segundo percebi a greve dos camionistas por salários de 850 euros é uma ameaça à democracia. Mas ameaçar com o exército para furar a greve e manter os lucros da Galp e da Repsol é uma defesa da democracia. Deixem dar-vos uma pequena lição de história – os vossos direitos elementares democráticos foram todos conquistados por operários brutos. Todos. Até o direito a votar ou a dizer barbaridades.”