O DIA SEGUINTE – Carmo Machado

Não ficaria surpreendida se me dissessem que muitos professores tinham votado PS ou se nem se tivessem dignado ir votar. Há muito que me habituei a uma atitude desistente por parte de muitos professores que, como qualquer funcionário administrativo, se limitam a cumprir horário e a função quase burocrática atribuída, sem criticar, sem ripostar, sem refletir, passando intocáveis pelas gotas de uma chuva que já não os molha. Mas aqueles que, como eu, ainda se molham, o que nos move?

De que se queixam os professores, afinal, perguntam muitos? Pressinto que o futuro será pouco feliz para quem ensina por vocação e faz desta profissão a sua vida. Uma coisa parece certa: não interessa às políticas educativas uma classe docente forte, unida e pensante. Pelo contrário, os políticos que nos governam congratulam-se com aquilo que somos: a classe profissional mais apatetada que este país deve possuir, criticando pelas costas e sorrindo pela frente, sem pingo de solidariedade pelo outro e, sobretudo, incapaz de se impor numa sociedade aniquilada pelo vazio cultural crescente.

Referindo em seguida apenas alguns tópicos de uma infindável lista, esquecidos que parecem já estar para muitos os congelamentos das carreiras, a sobrecarga do trabalho burocrático, a redução das horas letivas após determinado número de anos de serviço (de que muitos já não usufruíram), o aumento das áreas de zona pedagógica, a anormalidade dos mega-agrupamentos, a aumento da idade de reforma, a municipalização do ensino gerido por gente que nem falar sabe, quanto mais escrever, o que nos resta?

Plano do dia – 4ºD

Português – Correção da ficha de trabalho do texto “Impertinências” e Revisões Gramaticais pág 18

Matemática – Divisão por 10, 100 e por 1000. pág 30

Apoio ao Estudo – Trabalho autónomo

Oferta Complementar PCP – O código Binário