Está Em Decurso A (Segunda) Maior Operação Financeira Das Últimas Décadas…

O Meu Quintal

… de deslocação de verbas da Educação Pública para grupos privados, logo depois da “festa” da Parque Escolar (que a “reitora” não viu e que – aposto – em tribunal acabará nos arquivos da má memória). Um conjunto muito substancial de verbas, que nem sempre é fácil controlar por estarem espalhadas por diversas autarquias e comunidades intermunicipais, está a ser usado, com o pretexto do combate ao abandono e insucesso escolar (apesar destes indicadores terem uma evolução muito favorável ao longo das últimas décadas sem qualquer necessidade disto), para estender rendes clientelares locais em vez de servirem para dotar as escolas e agrupamentos de pessoal humano permanente e meios técnicos adequados para cumprirem a sua função. Se tudo o que está a ser feito está mal? De modo algum, há projectos interessantes e boas intenções que até correspondem a boas acções. Mas há mais do que isso, muito mais. A…

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Caravela portuguesa – Texto XV de Jacinto Palma Dias

Face ao tratamento negligente de que foi alvo ao longo dos tempos recentes e menos recentes, a caravela aparece-nos como um out-sider, senão mesmo um bastardo da nossa História. Uma coisa alheia por parecer que ninguém reivindicou a sua propriedade, talvez mesmo por se suspeitar ter uma origem exterior aos centros de poder vigentes da actualidade… . (com o aparecimento do “tilhado” coberta à época. a caravela é simultâneamente o melhor barco de pesca e transporte e também o melhor barco de corso praticado na costa de África )

Houve uma tentativa para fazer da caravela uma “filha legitima” associando-a ao Infante. Mas isso falhou quando se soube que Henrique quando a encontrou já ela há muito estava em andamento e, como tal, não a podia perfilhar como sua.
Esta estranha situação de a caravela nos aparecer como a mal-amada da História de Portugal, apesar dos elogios de Cadamosto (marinheiro italiano) e de outros mais, terá ela a ver com uma real ilegitimidade paternal ? Repare-se que Garcia de Resende ao escrever a crónica de D.João II, reportando-se ao ultimo quartel do sec XV, disse haver nessa época caravelas em Lisboa e no Algarve. Mas os companheiros de Zarco na descoberta da Madeira, 60 anos antes (1419), fazem-nas residir apenas no Algarve, segundo os testemunhos citados por Vitorino Nemésio ( Texto XI ). Repare-se que, nessa época, o protocolo das chancelarias reais indicam-nos Portugal e o Algarve como reinos distintos. Ora o que aconteceu foi que, após a morte do Infante em 1460, ele que estava inteiramente ligado aos negócios ultramarinos a partir de Lagos (+ de 50 caravelas), a burguesia de Lisboa sentiu-se mais à vontade para capturar em seu proveito esses tráficos. Foi assim que a companhia Lagos-Arguim foi deslocalizada para Lisboa após carta régia de Afonso V datada de 1463, e só depois desta real usurpação ao reino do Algarve, é que as caravelas aparecem em Lisboa como aí residentes e não apenas no Algarve . Está esclarecido, assim, o estatuto de bastardia que sempre as rodeou. (existe em Lagos a Gil Eanes replica de uma caravela) Jacinto Palma Dias. Selecção e arranjo da imagem da caravela de António Tengarrinha Pires (almirante). Fotografia de Zélia Paixão

https://duilios.wordpress.com/2019/11/30/a-caravela-portuguesa-texto-xiv-de-jacinto-palma-dias/

https://duilios.wordpress.com/2019/11/26/texto-xiii-de-jacinto-palma-dias/