Avaliação da semana | Avaliação burocrática e (não) recuperação do tempo de serviço — ComRegras

A avaliação burocrática As avaliações do final de período deixaram nos professores, além do natural cansaço, a convicção de que existe um excesso notório de burocracia avaliativa. Nem é preciso ter uma turma muito complicada a seu cargo para que um director de turma se veja obrigado a gastar 20, 30 ou até mais horas…

Avaliação da semana | Avaliação burocrática e (não) recuperação do tempo de serviço — ComRegras

Afinal houve dois professores do ano

Um turbilhão de emoções e €uros para dois professores do ano.

Há outro de nome Rui e seguindo o blog de Paulo Guinote são 4 profs do ano….

Cada fundação o seu professor. A ideia da Lurdinhas pegou de estaca. A meritocracia sai reforçada e o professor comum diminuido.

Uma menção especial a Maria Inês Loureiro Rodrigues, professora do Agrupamento de Escolas N.º1 de Gondomar, que tem desenvolvido uma metodologia de ensino baseada em problemas reais (problem-based learning), que leva para as salas de aulas há cinco anos.

Carlos Santos em tempo de natal

Na Checklist de Natal de qualquer professor, consta:

-Veres contabilizado o tempo de serviço que trabalhaste, garantirem-te uma aposentação enquanto ainda não estás totalmente senil e, finalmente, veres devidamente reconhecida a importância da profissão que desempenhas;

-Poderes deixar a pasta da escola no carro ou arrumada num armário fechado a cadeado e teres o sentimento sublime de deitares a chave fora (embora tenhas a noção de que daqui a pouco tempo tenhas de arrombar o cadeado, pois lembraste-te que há coisas a preparar antes de recomeçarem as aulas, o prazer de fazeres a chave voar para nenhures já ninguém te tira!);

-Num ritual de purificação, livrares-te de todos os Post-it e anotações e limpares a agenda;

  • Levando em consideração que ingerir alimentos enquanto trabalhavas, abordavas e tratavas de assuntos da escola e de alunos não é considerado repasto, comeres pelo menos uma refeição por dia descansado, irá ser um feito;

-Ficares acordado até depois da meia-noite… sem ser a trabalhar;

-Sentires o apogeu da felicidade humana por teres a possibilidade de ires à casa de banho sempre que te apetecer;

-Acordares de forma natural depois do sol se levantar, pois desligaste o despertador;

-Não reconhecendo em ti mesmo nenhum indício de senilidade, sentires uma inefávelfelicidade por estares desorientado e não saberes em que dia da semana estás;

-Não receberes mais emails da escola durante estes dias;

-Longe de ser impossível, verás que vestires o teu pijama pelo menos três dias seguidos será digno de registo;

-Veres as séries da Netflix sem adormeceres nem teres de andar sempre a repetir o mesmo episódio;

-Voltares a poder ter as tuas prioridades por ordem, como um ser humano normal: dormir, escutar o silêncio, respirar, comer (por esta ordem) e voltares a dormir e sonhares com o maravilhoso momento em que deitaste fora a tal chave e ignoraste o despertador;

Depois de teres saboreado uns fragmentos de liberdade, é possível que neste momento já tenhas a sensação de que voltaste a viver novamente.

-Mas é lá possível esquecer o maior de todos os desejos?

No teu lar, depois de verificarem que cumpriste a maior parte desta lista, irão poder comemorar o facto de finalmente teres sido devolvido à tua família.

Feliz Natal

Algarve (manifesto) de Jacinto Palma Dias por Joaquim Morgado

Assisti com ternura e entusiasmo à apresentação pública do ALGARVE (MANIFESTO) de Jacinto Palma Dias. Uma incomparável manifestação que teve lugar no elegantíssimo Café Calcinha na cidade de Loulé. Dificilmente poderia tal evento ter ocorrido em local mais apropriado, pelo seu carácter clássico e intemporal tanto quanto pela plena congruência simbólica entre o imaginário que se configura na sua história e nos seus frequentadores (expressão de um Algarve outrora primário e directo porque criador e próspero) e o próprio conteúdo da obra ali apresentada. Ainda mesmo porque é um lugar onde se sente subliminarmente a presença de António Aleixo (até porque lá lhe puseram uma estátua, sentado a uma mesa à qual, em vida, certamente ele nunca se sentou), e que, por sinal, não vem mencionado no ALGARVE (MANIFESTO), talvez porque a sua manifestação seja tão completamente esmagadora, que não gera nem consente, em si, qualquer controvérsia. Ouvi então o Jacinto Palma Dias explanar o assunto da obra e vi explicada com discernimento, a importância da sua publicação.
Enternecido porque conheço o Jacinto há muito tempo e tive, ao longo desse tempo, o privilégio de ser seu amigo. Desde cedo percebi na sua produção e pontos de vista uma afinidade profunda com ideias que eu próprio alimentava e em torno das quais o espaço ideológico da minha geração procurava estruturar-se. Foi logo numa das primeiras concomitâncias em que os nossos respectivos percursos se encontraram, que tive a feliz oportunidade de conhecer o texto chamado «O Império do Sal», o qual, acompanhado de alguma literatura que o próprio Jacinto me aconselhou que lesse, me descortinou todo um novo horizonte de compreensão e avaliação da história e da essencial importância da forma de ela ser contada – com especial interesse para quem como eu por essa época procurava a nitidez dos contornos de uma identidade a que pudesse chamar de efectivamente minha.
Entusiasta porque o lançamento do ALGARVE (MANIFESTO) vem pôr fim a uma situação caricata em que a afirmação das verdades essenciais da cultura algarvia se resumia a uma circunstancial mobilização de episódios exóticos cuja colação não se furtava muitas vezes à humilhante condição de se afirmar o relevo da sua identidade mediante a respectiva representação perante um sistema de valores pertencente a outra. Pelo contrário, Jacinto Palma Dias estabelece e elenca um conjunto de factos cujo relato se constitui pela primeira vez num quadro de referência para todos os que argumentam em prol do espírito algarvio e num formidável suporte para os que procurarem produzir um pensamento algarvio dotado da capacidade de influenciar.
Desde a época em que, como referi, tomei contacto com «O Império do Sal» ficou clara para mim a existência de um eixo segundo o qual os eventos, sejam políticos, económicos, culturais, militares, antropológicos, etc., cujo relato se constitui no que chamamos história, é susceptível de ser contado de acordo com o ponto de vista de quem está produzindo esse relato – no sentido Norte-Sul (como é o caso da história oficial) como no inverso. Isso é da maior importância para a interpretação dos mesmos eventos e consequentemente na forma como isso se constitui num discurso que passa a codificar os instrumentos de auto-reconhecimento de uma comunidade ou de um povo. Jacinto Palma Dias chama a atenção precisamente para as consequências de se desapossar um povo da sua própria história, dotando-o de uma «ladainha» em que ele aparece sempre como desgraçado e vencido, com temor da estigmatização e do ridículo, que vai adquirindo a auto-condescedência de se conjugar a si mesmo na terceira pessoa. Isto é verdadeiro para o eixo Norte-Sul como o será certamente também para o eixo Este-Oeste. Seja como fôr, ficou desde aí claro para mim que se carecia de uma história que fosse contada de Sul para Norte.
ALGARVE (MANIFESTO) relata a história de um roubo, descreve e analisa um roubo prolongado. Analisa acontecimentos e factos políticos de uma forma independente daquela em que eles aparecem implantados na história que nos é contada pelo olhar setentrional, que tudo vê em função dos interesses e conflitos sediados a Norte, onde se gera e se processa o saque a que, ao longo dos séculos, foram sujeitos os povos meridionais e a partir do qual (do saque e da sua confitura intelectual) foi construída a pastilha pseudo-identitária com que foram premiados alentejanos e algarvios. Há uma afinidade natural entre alentejanos e algarvios que por vezes se traduz numa dialética opositiva, mas que não esconde nunca a determinação trágica de um calvário comum. Os alentejanos que supostamente são preguiçosos, os algarvios que são malandros e vigaristas, ainda que uns possam ser bons cantores e outros alegres dançarinos. Faz-se como nas Américas aos africanos escravizados – reconhecem-se-lhes as qualidades no que é aparentemente supérfluo para legitimar a sua destituição de tudo o que é essencial. É o se poderia caracterizar como o artifício do «Pai Tomás» tão frequentemente identificado no contexto dos conflitos raciais norte-americanos. É um processo de julgamento a priori que configura o lento assassinato de carácter desses povos e mina irreversivelmente o amor próprio com relação às suas características mais distintivas e o orgulho da sua existência colectiva e da sua história. Em qualquer momento em que, a partir de agora, estas verdades sejam produzidas, é forçoso remeter a consulta para o livro de Jacinto Palma Dias porque aí estão em detalhe e evidência as bases de como este roubo se produziu. E como o próprio manifesto começa por mostrar, não existe maior roubo do que o que consiste em espoliar um povo da sua própria história.
Vivemos agora um tempo em que num mesmo momento ou episódio, parecem confundir-se vários tempos. Passados e futuros de narrativas diversas confundem-se numa vertigem que parece escorar-se em nada mais do que uma insustentável preplexidade. É por isso tão importante conhecer o que nos trouxe até aqui, porque aí estão indeléveis as linhas por onde o sortilégio dos destinos que confluem no espírito algarvio nos irá levar. Existe, independente dos processos como cada grupo humano administra e resolve os problemas básicos da sua sobrevivência, uma unidade transcendental que confere a cada um deles um ritmo e uma clave exclusivas que lhe determinam a natureza do espírito.
A configuração actual em que se movimentam o mundo e as sociedades humanas, mostra a coexistência de dois planos de decisão – o que determina os fluxos globais e apenas permite efectividade às decisões que se possam tornar válidas em espaços, no mínimo, continentais por um lado e, por outro, o que permite realizar e desenvolver os dinamismos locais onde se podem gerir à dimensão humana os equilíbrios necessários à optimização das condições da vida concreta das pessoas. Estes têm incidência particular nos aspectos culturais e nas escolhas económicas, políticas e sociais que garantem a saúde material e psíquica das comunidades e dos seus indivíduos. É um contexto em que os estados nacionais, formados ao longo de séculos pelo prevalecimento e domínio dos piores instintos da natureza humana, deixaram não só de ter utilidade, como se tornaram fonte de atavismos e vícios que não prenunciam nada de particularmente edificante para o devir da humanidade. Pelo menos enquanto a sua lei continuar a interferir numa lógica estratégica em que eles já não cabem.
É por isso o tempo actual prenhe das mais criativas e inesperadas possibilidades e o livro de Jacinto Palma Dias tem uma importância decisiva e se constitui num sinal definidor. Constitui-se o ALGARVE (MANIFESTO) em uma esquina, uma pedra, um marco na terra do tempo, um ápice do tempo que a terra respira. Traz a base para uma nova consistência e unidade capaz de criar um pensamento que alimente o corpo da pátria imaterial, que se expressa ao nível da ideia, mas que mergulha as suas raízes na terra como uma árvore rara.
Sempre intui no Jacinto essa visão de um Algarve sentido como uma terra que, mesmo nas vicissitudes hiperbólicas dos seus périplos, ele acariciou intensamente ao longo da vida. Um Algarve enorme na sua melodia maternal, na delicadeza profunda das suas consonâncias geográficas, mas sobretudo o Algarve como uma ideia, imaterial e ágil, como uma fecundação eterna – um Algarve imortal e transcendente.

Audição Do Ministro Da Educação No Parlamento — ComRegras

Qual ministro da Educação? Existe mesmo ou é uma lenda de natal?

Audição Do Ministro Da Educação No Parlamento — ComRegras

Afinal sempre existe para alguns….A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo tomou conta da Educação na região, na sequência da maré rosa nos municípios da zona em 2017, e há 900.000 euros para gastar! Paulo Guinote

Em 2020 A Minha Dedicação Vai Ser De 0,3 Por Cento — ComRegras

Existe uma diferença entre a obrigação e a dedicação. A obrigação baseia-se no cumprimento das funções destinadas em troca de um vencimento. A dedicação é aquela zona cor-de-rosa, onde o amor à camisola surge, fruto do brio, consciência cívica e responsabilidade para com os outros. Este Governo, tal como o anterior, pregou a bom pregar…

Em 2020 A Minha Dedicação Vai Ser De 0,3 Por Cento — ComRegras

Está Em Decurso A (Segunda) Maior Operação Financeira Das Últimas Décadas…

O Meu Quintal

… de deslocação de verbas da Educação Pública para grupos privados, logo depois da “festa” da Parque Escolar (que a “reitora” não viu e que – aposto – em tribunal acabará nos arquivos da má memória). Um conjunto muito substancial de verbas, que nem sempre é fácil controlar por estarem espalhadas por diversas autarquias e comunidades intermunicipais, está a ser usado, com o pretexto do combate ao abandono e insucesso escolar (apesar destes indicadores terem uma evolução muito favorável ao longo das últimas décadas sem qualquer necessidade disto), para estender rendes clientelares locais em vez de servirem para dotar as escolas e agrupamentos de pessoal humano permanente e meios técnicos adequados para cumprirem a sua função. Se tudo o que está a ser feito está mal? De modo algum, há projectos interessantes e boas intenções que até correspondem a boas acções. Mas há mais do que isso, muito mais. A…

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Caravela portuguesa – Texto XV de Jacinto Palma Dias

Face ao tratamento negligente de que foi alvo ao longo dos tempos recentes e menos recentes, a caravela aparece-nos como um out-sider, senão mesmo um bastardo da nossa História. Uma coisa alheia por parecer que ninguém reivindicou a sua propriedade, talvez mesmo por se suspeitar ter uma origem exterior aos centros de poder vigentes da actualidade. Houve uma tentativa para fazer da caravela uma “filha legitima” associando-a ao Infante. Mas isso falhou quando se soube que Henrique quando a encontrou já ela há muito estava em andamento e, como tal, não a podia perfilhar como sua.
Esta estranha situação de a caravela nos aparecer como a mal-amada da História de Portugal, apesar dos elogios de Cadamosto (marinheiro italiano) e de outros mais, terá ela a ver com uma real ilegitimidade paternal ? Repare-se que Garcia de Resende ao escrever a crónica de D.João II, reportando-se ao ultimo quartel do sec XV, disse haver nessa época caravelas em Lisboa e no Algarve. Mas os companheiros de Zarco na descoberta da Madeira, 60 anos antes (1419), fazem-nas residir apenas no Algarve, segundo os testemunhos citados por Vitorino Nemésio ( Texto XI ). Repare-se que, nessa época, o protocolo das chancelarias reais indicam-nos Portugal e o Algarve como reinos distintos. Ora o que aconteceu foi que, após a morte do Infante em 1460, ele que estava inteiramente ligado aos negócios ultramarinos a partir de Lagos, a burguesia de Lisboa sentiu-se mais à vontade para capturar em seu proveito esses tráficos. Foi assim que a companhia Lagos-Arguim foi deslocalizada para Lisboa após carta régia de Afonso V datada de 1463, e só depois desta real usurpação ao reino do Algarve, é que as caravelas aparecem em Lisboa como aí residentes e não apenas no Algarve . Está esclarecido, assim, o estatuto de bastardia que sempre as rodeou.

Jacinto Palma Dias. Selecção e arranjo da imagem da caravela de António Tengarrinha Pires (almirante). Fotografia de Zélia Paixão

https://duilios.wordpress.com/2019/11/30/a-caravela-portuguesa-texto-xiv-de-jacinto-palma-dias/

https://duilios.wordpress.com/2019/11/26/texto-xiii-de-jacinto-palma-dias/

AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS PARA CONCEÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO, MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DE UM PROJETO DE INOVAÇÃO PEDAGÓGICA PARA EB1 DO PADRÃO, DE COMBATE AO INSUCESSO ESCOLAR

Muito dinheiro para combater o insucesso e abandono escolar…

Sem os especialistas os professores não valem nada!
https://guinote.wordpress.com/2019/12/15/por-matosinhos-e-mais-alem/