Estratégias para ajudar alunos com dificuldades

Estratégias não faltam. Truques para ensinar também não. Os professores tentam de tudo para ajudar as crianças na sala de aula. E bem! Afinal, não há um só caminho para aprender! Mas, será que todos resultam, especialmente se estivermos perante um quadro de dificuldades de aprendizagem e de atenção?

Não basta técnica, também é preciso empatia!

A resposta parece óbvia. Não! Há que os conhecer para os saber trilhar convenientemente. Como em tudo na vida, há métodos de ensino mais eficazes do que outros. Saber identificar os mais adequados para cada caso concreto é fundamental. Conheça as 6 estratégias de ensino mais comuns para crianças com dificuldades de aprendizagem e de atenção:

1. Tempo de espera

Também conhecido por “tempo de reflexão”. É uma pausa de 3 a 7 segundos que se estabelece depois do professor dizer alguma coisa…

Provedora De Justiça Pronuncia-se Sobre As Ultrapassagens Dos Professores — ComRegras

E como é que se pronuncia? Não se pronunciando… (…) Contudo, em virtude das especificidades que as diferentes situações concretamente trazidas ao Provedor Justiça — em função da diversidade de regimes de transição aplicados ao longo do tempo e na impossibilidade de ser esgotado, neste contexto e para os fins solicitados, o conhecimento das vicissitudes…

Provedora De Justiça Pronuncia-se Sobre As Ultrapassagens Dos Professores — ComRegras

Mércia Fonseca no facebook

Estou a pensar se haverá alguma relação entre estas duas notícias: “Professores com mais de 60 anos poderão deixar e dar aulas e realizar outras atividades da escola” e “Alunos do 5.º e 6.º ano preencherão o horário até às 17 h com atividades de enriquecimento curricular”.

Eu tenho um clube de xadrez das 16h às 17 duas vezes por semana!

Conversa

Se se metem com o futebol, levam! — A Estátua de Sal

Pacheco Pereira

Se eu olhar para a televisão sem som, o maior criminoso português e europeu é um homem com ar de adolescente tardio, com cabelo espetado para cima, completamente nerd. Vejo esse homem-rapaz algemado, transportado por polícias de várias nacionalidades, com aspecto de ser um enorme risco de segurança, a julgar pelo aparato à sua volta, de um lado para o outro. O ar dele é de desafio e nunca faz aquela cena de esconder a cara. Pelo contrário, parece arrogante ou pelo menos indiferente ao que o rodeia, pelo que ainda mais criminoso me parece. Não me lembro de ver pedófilos, assaltantes, homicidas a serem expostos e “passeados” assim pelas polícias.

Se eu ligar o som, a televisão diz-me que esse homem se chama Rui Pinto e, segundo a última contabilidade (os números são um pouco confusos e estão a mudar todos os dias), cometeu seis crimes de acesso ilegítimo, um de sabotagem informática, 17 de violação de correspondência, 68 de acesso indevido e um de extorsão. É obra, é um hacker de sucesso, tem a carreira no ramo garantida quando sair da prisão, e usa os seus dotes para o crime, mas, que eu saiba, não feriu nem matou ninguém.

Se se metem com o futebol, levam! — A Estátua de Sal

“Está A Rebaldaria Instalada” — ComRegras

Está a rebaldaria instalada. Vale tudo…. Até arrancar olhos. Porque o problema é de falta de visão. Quando faltam médicos não se passam a admitir cirurgias coronárias feitas por curandeiros. Até se paga mais aos médicos para fazerem horas extraordinárias. Aqui vai haver aulas de informática por quem não sabe tal coisa. Era altura do…

“Está A Rebaldaria Instalada” — ComRegras

Subir de escalão para ganhar menos, não obrigado

https://www.publico.pt/2020/01/17/sociedade/noticia/6000-professores-chegaram-topo-carreira-ultimo-ano-1900617

Mais de 6000 professores atingiram, no ano passado, o 10.º escalão, o mais elevado da carreira docente, que estava até agora praticamente vazio. Este é um dos resultados do descongelamento das progressões na função pública e também dos primeiros efeitos da recuperação do tempo de serviço…

Todos diferentes… porque já nao há iguais

Precisamente hoje, em algum lugar no país, no seio de tantos professores a sentirem-se sós, mais só ainda, um professor senta-se e chora.
Precisamente hoje, uma atacante que agrediu uma juíza, ficou detida.
Mas depois, naturalmente, quando um agente da autoridade é agredido, enquanto ainda está a preencher o auto de ocorrência, já o criminoso foi solto.
Em qualquer outro lugar, criminosos agridem médicos e saem com simples termo de identidade e residência.
Em todo o lugar, professores que se tornam sacos de pancada de criminosos malformados que os espancam, esfaqueiam, matam os filhos que as professoras carregam no ventre, incrédulos veem os agressores saírem em liberdade e ainda se vangloriarem diante dos órgãos de comunicação social daquilo que fizeram afiançando que ainda deveriam ter feito pior.
Tudo assuntos que são silenciados.
Então a desigualdade entre os cidadãos torna-se bem visível.

Para bem da verdade se diga que tudo isto passa uma mensagem de impunidade para quem cometa um crime contra qualquer cidadão, desde que não o pratique sobre um magistrado.

O que é grave não é assistir à detenção de uma pessoa que agride uma juíza.
O que mais me impressiona é ver as pessoas que agridem agentes da autoridade, médicos e cada vez mais professores, invariavelmente saírem sempre em liberdade.
Todos somos humanos, mas o valor da nossa vida, da nossa integridade física e moral tem valores diferentes dependendo da profissão que desempenhamos.

É bem verdade que tudo isto está a acontecer por algum motivo. Ainda não esqueci os dias em que não queria ligar a televisão, por saber que falavam mal de mim, mal de todos nós que abraçámos a profissão de ensinar.
Não foi assim há tanto tempo que os detentores de tempo de antena e de poder competiam entre si a ver quem mais conseguia denegrir e admoestar aqueles que ensinavam e que, não raramente, educavam os filhos dos outros.
Como professor, que vai assistindo à crescente onda de maus-tratos infligidos aos meus colegas em serviço, não posso deixar de lamentar a falta de apoio dos órgãos de soberania que não levantam a voz para os defender com a mesma vontade com que a ergueram para os vilipendiar e insultar ao longo de tantos anos. E o pior foi uma sociedade que se tornou parente deles.
Dá-me pena perceber que este é, agora, o nosso habitat.

Quando se torna banal um professor ser humilhado na sua dignidade pessoal e profissional sem que ninguém se preocupe com isso continuando a dormir descansadamente, conseguimos perceber que valores temos, em que tipo de sociedade nos tornámos e as pessoas que somos.
Durante as noites em que desaprendi a sonhar penso nessa indiferença de tanta gente que já não precisa da verdade. Como já não consigo dormir, espreito para além da escuridão onde alguém respira medo e desilusão.
Algures ao longe, a sentir-se ainda mais só ensimesmo, mais um professor senta-se e chora o nascimento do medo e do desencanto num lugar onde, entre os diferentes, já não há iguais.
Carlos Santos

terra da fraternidade e igualdade
Onde estão as promessas de abril?