E@D | Em Caso De Incumprimento No Pré-Escolar, Queixa Para A Assistente Social Do Agrupamento — ComRegras

Isto é o que eu chamo de tiros nos pés… Em período de emergência nacional, ameaçar os pais de crianças de pré-escolar que em caso de incumprimento da realização das tarefas, será efetuada uma queixa à assistente social do Agrupamento, é algo que cai direitinho na caixinha da falta extrema de bom senso. E na…

E@D | Em Caso De Incumprimento No Pré-Escolar, Queixa Para A Assistente Social Do Agrupamento — ComRegras

Eu, mãe de dois filhos pequenos, trabalhadora, decidi DESISTIR hoje do ENSINO À DISTÂNCIA

Este texto não é para os pais que sentem que o ensino à distância, nos moldes em que lhes está a ser apresentado neste momento, está a funcionar lindamente. Este texto não é para os que conciliam perfeitamente teletrabalho, tarefas domésticas, gestão de vários filhos e sanidade mental.
Este texto não é para dizer que eu tenho razão. Este texto não é para desvalorizar o empenho extraordinário de imensos professores nesta época que vivemos. Este texto não é para criticar destrutivamente a telescola, as plataformas ou o zoom. Este texto não é uma competição parental para dizer que eu sou melhor ou pior mãe que as outras ou que os meus filhos são melhores ou piores que os vossos. Este texto não é, assim, para despoletar trocas argumentativas do que é que está certo ou errado. Todos temos crianças em idades diferentes, com autonomias diferentes, com ambientes familiares diferentes, com recursos diferentes, com pais que têm prioridades e formas de estar na vida diferentes.

Até hoje eu estava a ser colaborante com o que era enviado pela escola. Os professores do meu filho do 1ºano (titular e AECs) têm sido incansáveis a relembrar que percebem perfeitamente as circunstâncias actuais e que só fazemos aquilo que conseguimos. Foi isso que fiz e embora me causasse algum stresse ver os emails de diferentes disciplinas a entrar e não exigir de mim mesma cumprir tudo, fui selecionando o que me pareceu mais relevante. Meti na cabeça que o importante era manter a serenidade familiar e que as aprendizagens do meu filho seriam ao nosso ritmo. Ele só há pouco começou a escola mas tem sido um excelente aluno, não me tem causado uma única preocupação na escola e portanto seriam apenas uns meses a fazer o que me fosse possível junto dele, mesmo não concordando com nada disto. Mesmo estando certa e convicta de que era importante parar. De que era importante deixarmos os pais respirarem. De que as crianças não deixam de evoluir por estarem uns meses sem conteúdos curriculares. De que estamos no meio de uma pandemia que nos diz que o mundo está quase parado mas que a regra continua a ser a de produzir a todo o custo, crianças incluídas. Não interessa como, de que forma. Não interessa se é útil. Interessa mostrar trabalho. Interessa o “the show must go on”.

Mas forcei-me. Insisti. Dei por mim meia perdida nas plataformas. Dei por mim a fazer uma gestão de separação entre os trabalhos de Português, Estudo do meio, Matemática, expressão plástica, educação física e educação musical. Dei por mim a fazer malabarismo entre os emails de pacientes, os emails da escola, as tarefas da casa e as constantes solicitações da mais nova enquanto o irmão fazia os trabalhos. Dei por mim a achar que até estava a correr bem, que conseguia organizar-me.

Sucede que hoje surgiu a novidade da telescola. Surgiram também novas indicações. Mais sites, mais links em articulação com a telescola. Agora seria mais uma frente. Para além das propostas via email, tínhamos também as fichas para descarregar dos conteúdos apresentados na telescola. O site entupido. Uma hora para imprimir uma ficha. Vou ao email e nesse espaço de tempo recebo três emails de diferentes trabalhos de expressão plástica. O 25 de Abril, o dia da Mãe e outro qualquer. Recebo também a indicação da ficha de matemática do manual para o dia de hoje.

Começo a sentir-me assoberbada, o cortisol a subir. Nisto passa uma manhã inteira e sinto que não fiz nada de jeito com eles. Entretanto há o almoço para preparar. Entro em piloto automático, até que decido parar. Respirar. O meu corpo começa a dar-me as respostas. O meu corpo começa a dizer-me que não se vai sujeitar a isto e que consequentemente não vai sujeitar os seus filhos a isto. O meu corpo decide. Sem saber bem quais as consequências, sem saber a reacção dos professores mas o meu corpo decide que não vou continuar nesta máquina. Que vou sair dela. Que já saí, que já saltei.

Peço à professora do meu filho para falar com ela por telefone quando for possível. A resposta foi rápida. Falámos bastante tempo, trocámos uma série de ideias sobre os tempos que vivemos e eu comuniquei-lhe calmamente a minha decisão. Ela foi, mais uma vez fantástica. O meu filho tem muita sorte e só desejo que mantenha esta professora até ao fim do ciclo.

Portanto, a partir de hoje, acabaram-se os emails das propostas diárias. A partir de hoje acabaram os links de articulação aos conteúdos da telescola. A partir de hoje acabou-se a gestão das disciplinas nas plataformas e o tempo enorme que perco a selecionar, visualizar, imprimir conteúdos sem grande relação entre si. A partir de hoje sou eu que vou ensinar o meu filho e dar continuidade, com aquilo que sei, consigo e posso, ao trabalho que a escola fez até esta ter fechado e assim será até esta reabrir.

Posso usar os manuais da escola para me orientar, posso dar-lhe fichas, posso manter alguns métodos mais tradicionais. Mas também posso decidir que naquele dia vamos à prateleira buscar um livro à escolha dele e explorá-lo à nossa vontade. Posso decidir não imprimir o desenho do dia da mãe e fazer plasticina. Posso decidir não ter tudo programado, posso não fazer absolutamente nada de planeado quando tenho mais trabalho ou estou mais cansada e deixar que brinquem livremente.
Cortei hoje pela raiz porque não me basta dizerem-me que faço aquilo que posso. Não dá para me dizerem que só faço o que posso quando não consigo deixar de ver tudo o que está a ser solicitado.

Pela minha sanidade mental, e pela deles, preciso de sentir total liberdade para estar disponível para os meus filhos, para cumprir rotinas básicas do quotidiano e para atender os meus pacientes. Libertei-me do planeamento da escola e isso por si só dá-me espaço para ser criativa com eles no tempo e capacidade que tenho.
O meu filho terá 12 anos de escola. Estes meses serão igual a zero na evolução de conteúdos escolares na soma dos anos. Mas não serão igual a zero no rumo que senti que isto ia tomar na minha realidade pessoal. Alguns meses de inferno são suficientes para perdurar demasiado tempo na nossa dinâmica familiar.

Hoje rasguei a ficha da “mosca fosca” da telescola, livro que temos e que eles adoram mas que simbolicamente metemos hoje de lado e fomos buscar outro livro, fomos buscar o scrabble e andámos a fazer palavras com as peças. Hoje apeteceu-nos fazer yoga do livro do tubarão apaixonado e hoje a mãe deles ficou aliviada porque sente que tomou a decisão certa.
A professora continuará a saber de nós estes meses, continuará a saber o que vamos fazendo, mas ao contrário.

Volto a dizer. Este texto não é para quem sente que está tudo bem (se está, continuem!) nem para dizer o que está certo ou errado. Este texto é para partilhar o que eu sinto que está certo para mim e para os meus filhos e para empoderar pais que estão a precisar de parar. Vocês podem parar. Vocês podem dizer não. Vocês podem recusar-se. Vocês podem sair desse filme em que se sentem engolidos por decisões governamentais formatadas e sem olhar para as diferentes realidades familiares. Vocês podem sentir que não estão a falhar em todo o lado. Na escola, no trabalho, nas refeições. Vocês podem libertar-se. Vocês podem decidir com base no que sentem estar certo e não com base no medo. Medo de ser diferente. Medo dos filhos não evoluírem. Medo de não cumprir.

Ouçam-se e decidam. Eu já decidi. Amanhã trabalho o dia todo e os meus filhos vão para casa do pai, que tem estado a trabalhar fora de casa a tempo inteiro, brincar. Sim, amanhã vão apenas brincar com pai! E na quarta-feira, eu logo decido. Temos até Setembro para aprender. Temos até Setembro para não fingir que temos uma escola em casa.

Ana Rita Dias

João Costa elogia professores

«Os professores estão a trabalhar como nunca, com meios e metodologias completamente novos. As aulas são para os alunos. Não interrompa. Não comente. Não chame o seu filho a meio da aula. Construa a autonomia e não faça por eles», prossegue, lembrando que não compete aos pais serem professores «ainda que se sinta invadido de trabalho». «Não são TPC«s, são os trabalhos normais da escola. E há tempo para ir ajustando.»

Madeira | Horário Do Telensino Para O Ensino Secundário — ComRegras

A Madeira tomou a decisão de abolir as aulas presenciais para todos os ciclos até estarem reunidas as condições de segurança no arquipélago. Fica o horário do “#EstudoEmCasa” Madeirense para o Ensino Secundário. “NÃO HAVERÁ NENHUMA AULA PRESENCIAL NA REGIÃO” ENQUANTO COVID-19 NÃO ESTIVER ERRADICADA O conteúdo Madeira | Horário Do Telensino Para O Ensino…

Madeira | Horário Do Telensino Para O Ensino Secundário — ComRegras

Rui Manuel Ferreira – aulas síncronas

Manuel Fernandes Ferreira 

Em lado algum é referido, mesmo no 14-G, a obrigatoriedade das aulas síncronas, muito menos sob a forma de video-conferência.
A sua única referência surge no roteiro desta forma: “3.3 Equacionar a realização de modos de trabalho a distância, recorrendo com ponderação às sessões síncronas”, sendo que no 14-G, n.º 1, artigo 2.º, remete para o roteiro quando diz “…com recurso às metodologias que cada escola considere as mais adequadas, de acordo com as orientações do Ministério da Educação”.
Muitas são as ferramentas que promovem o síncrono: audio-conferência, fórum, blog, …
O ME sabe muito bem como fazer, refere o que pretende de um modo subtil (porque sabe que não passaria no crivo) e depois é dar asas aos professores.
Esta é a última fase, sem nunca o obrigar agora já é obrigação.

Identificado o invasor de aulas, esperemos que não haja mais

Tenha vergonha!

O sítio do #EstudoEmCasa

Escola Portuguesa

É neste sítio que a DGE disponibiliza, não só a programação semanal da telescola do século XXI, mas também as fichas de trabalho que servirão aos alunos para trabalhar os conteúdos abordados nas várias disciplinas.

estudoemcasa.PNG

Da espreitadela que já dei aos materiais da minha área disciplinar, noto as limitações evidentes de um modelo em que se pretende leccionar em simultâneo dois anos de escolaridade.

Seria obviamente fácil criticar, desde o aspecto gráfico a qualidade pedagógica, as fichas apresentadas. Não irei, pelo menos para já, por esse caminho; respeito o trabalho e o esforço dos colegas que, em tempo recorde e em circunstâncias certamente difíceis, gravaram as aulas televisivas e elaboraram as fichas de trabalho que as complementam.

Assim sendo, basta-me apenas sublinhar aquilo que deveria ser evidente desde o início: as aulas à distância, seja pela televisão ou pela internet, serão sempre uma forma limitada e limitativa de promover…

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Avaliação da Semana | A nova telescola, a eterna burocracia, o boicote às aulas online — ComRegras

A nova telescola Já se conhecem os conteúdos dos primeiros programas da nova telescola e as fichas de trabalho elaboradas como complemento das aulas. O modelo foi concebido como solução de recurso para os alunos que, retidos em casa, permanecem reféns da tecnologia do século XX: a televisão. Não se devem por isso esperar milagres do recurso educativo que não irá seguramente anular, em tempo de pandemia, as desigualdades no acesso à educação. Se contribuir para mitigar o fosso que inevitavelmente se vai aprofundar entre os que têm e os que não têm, já não será mau de todo…

Sendo de destacar a dedicação e o esforço dos docentes que, em tempo recorde, fizeram os programas e os materiais de apoio, há que notar também a necessidade evidente de melhorar o modelo de ensino e aprendizagem com recurso à televisão, desde logo naquilo que já conhecemos, as fichas de trabalho que complementam as sessões. Se é apenas a isto que os pobrezinhos têm direito, convirá fazer um pouco melhor… António Duarte

A borucracia numa perspectiva de controle tem vindo a ser renovada em algumas escolas.

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