Preocupação com o novo ano escolar – Renascença

Afinal, perante a crise do Covid as direções preferem não ter autonomia

“Os diretores das escolas dizem que é urgente começar desde já a preparar o próximo ano lectivo. Esta semana na entrevista à Renascença, o Ministro da Educação disse que temos de nos preparar para uma conjugação entre ensino à distância e presencial, mas as escolas precisam de orientações claras e objectivas. O que nem sempre aconteceu nos últimos meses, relatou na comissão parlamentar de Educação o presidente do Conselho das Escolas.

José Eduardo Lemos falou mesmo em “documentos pouco claros que chegavam às escolas sem data e sem assinaturas”.

Renascença

Assinaturas sr ministro

Aprender na rede – José Mota

A perspetiva mais interessante em termos pedagógicos para a aprendizagem numa sociedade em rede, construída a meias com Stephen Downes. Deixo aqui dois contributos – Conectivismo: Uma Teoria da Aprendizagem? (da minha dissertação de mestrado, 2009) – https://josemota.pt/aprendernarede/parte2/capitulo4/4-2-conectivismo-uma-teoria-da-aprendizagem/ – e a entrevista que fiz ao George Siemens em 2011, quando esteve em Lisboa para a conferência da ED-Media – http://josemota.pt/sr/interview_george_siemens/. Há muito trabalho a fazer para se poder adoptar esta abordagem de uma forma consistente no ensino não superior, mas parece-me a melhor base de partida atualmente para renovar o pensamento pedagógico.

retirado de um comentário no blog de paulo Guinote
https://guinote.wordpress.com/2020/05/24/material-escrito-para-reflexao/

Em teletrabalho, não ceda à tentação de monotorizar as pessoas, de as pressionar ainda mais

“A pandemia teve uma utilidade: fez cair por terra a ideia da substituição de professores por máquinas.” Ruth Wagen

https://www.publico.pt/2020/05/21/impar/entrevista/teletrabalho-nao-ceda-tentacao-monitorizar-pessoas-pressionar-1916173

“A maior parte dos testemunhos indica-nos que, neste momento, o ensino remoto não passa de um remendo, que a “telescola” é um complemento muito fraco em termos pedagógicos, pois a partir do 1º ciclo são “aulas” tradicionais em que se tenta dar matéria a rodos em meia hora, e que o número de alunos “desaparecidos” ou “intermitentes” aumentou em relação às aulas presenciais.”

Paulo Guinote

Os testes para quem recomeça em junho são fundamentais

Todos a queles que trabalham em Creches foram testados, 54 testaram positivo para COVID 19. Os professores que voltaram as aulas presenciais não foram testados, ainda não se ouviu dizer que as(os) Educadoras(es) e as(os) AO que no dia 1 de junho vão estar ao serviço nos Jardins de Infância vão ser testadas(os). Os docentes que trabalham nas Unidades de Autismo, que também vão regressar foram testados? [ 70 more words ]
https://www.arlindovsky.net/2020/05/54-funcionarios-de-creches-testaram-positivo/

Contraditório Da Professora Do #EstudoEmCasa, Helena Ramos, Ao Artigo “Professores São Para Ensinar Não São Para Entreter” — ComRegras

Enganadas pela TVI e pelo tio Goucha

A professora Helena Ramos deixou um comentário no artigo “Professores São Para Ensinar Não São Para Entreter“. Como nesta casa prevalece a liberdade de expressão e o direito ao contraditório, não seria justo deixar o que vão ler de seguida esquecido no fundo de uma publicação. 43 mais palavras

Contraditório Da Professora Do #EstudoEmCasa, Helena Ramos, Ao Artigo “Professores São Para Ensinar Não São Para Entreter” — ComRegras
 sobre o artigo “ Os professores não são para entreter” do Sr. Alexandre Henriques
Na qualidade de uma das visadas, começo por agradecer a partilha da sua reflexão! Com toda a humildade e sinceridade lhe digo que concordo, na generalidade, com o que escreveu. Efetivamente, eu própria já tinha tirado essa conclusão, antes de ler o seu artigo, em voz alta, cá em casa!
Digo – lhe que o dia 21 de maio foi um dia penoso para mim … em que me senti, de certa forma, traída e usada a vários níveis … apanhada numa rede da qual, no meu quotidiano, procuro alhear-me e fugir: as redes sociais, os programas balofos e toda a manipulação de massas subjacente! Toda essa histeria com que não me identifico… Mas foi mais um momento de aprendizagem e evolução no meu percurso como ser humano… Isso não faz de mim uma pessoa com menos valor, porque esse acontecimento não abafa a minha essência, ao contrário, acrescenta-lhe sabedoria!
A semana passada, eu e a minha colega, recebemos vários convites dos media, incluindo o programa do Sr. Goucha … A minha primeira reação foi recusar, pois encontrava – me tão atarefada e cansada, que não me sentia motivada para ir gastar as minhas energias naquele programa, já que seria mais uma fonte de stress … tínhamos gravações e aulas e eu queria dedicar-me ao meu trabalho!
A recusa não foi encarada com normalidade e os telefonemas insistentes continuaram … Esta semana recebemos mais convites, a propósito do vídeo ter sido partilhado pela Ellen, facto que, com sinceridade, não me pareceu um acontecimento fabuloso e do qual não fiz alarde!
Perante um segundo convite para ir ao Você na TV, esta semana, a minha colega aceitou de imediato e expressou a sua vontade em comparecer, independentemente da minha ida. Pressionada pela assistente do programa e com o sentido de que era meu dever acompanhar a colega, já que trabalhamos em parceria, acabei por aceitar, na véspera, à última hora … Na altura, pediram-me um texto sobre o percurso profissional, para o apresentador preparar uma pequena entrevista … Acreditei que teria oportunidade de valorizar o empenho dos professores em todo este conturbado contexto. Ao longo de 24 anos de prática letiva tive oportunidade de, discretamente, vivenciar experiências diversificadas e enriquecedoras, que não se resumem num “Rap dos Meses”! Efetivamente, o programa não cumpriu o meu objetivo, e deixou-me agoniada, desde o início até ao fim! Basicamente, foi um momento lúdico para o apresentador oferecer aos seus espectadores! Apenas uma coisa me confortou: conseguir mencionar o nome das minhas colegas de equipa (mesmo antes de ser despachada)!
Quem está sentado na plateia, como o senhor, encontra-se numa posição cómoda: não está envolvido e tem tempo para analisar, sentindo-se capaz de julgar os outros com todo o bom senso e sentido de justiça! Mas quem é surpreendido no meio deste “circo viral”, como nós fomos, é enredado numa espiral de energia que lhe pode toldar a clareza necessária para fazer a opção mais sensata! Foi o que me (nos) aconteceu!!
Fala na futilidade de ter os holofotes e os minutos de fama … Quem não os tem? Será que o senhor nos pode atirar essas pedras? Pois, não hesitou!
Desde miúda que procuro ultrapassar a timidez e o stress que me causa ser alvo de atenções … Eu não procurei nada disto … O desafio de gravar aulas “veio ter comigo” sem eu pedir e vi-me na necessidade de reunir forças para corresponder ao apelo do meu país e apoiar a equipa em que fui integrada! Tenho feito o melhor que consigo, com generosidade e humildade. Neste trajeto, ao longo do qual tenho realizado aprendizagens ao nível pessoal e profissional, ora gratificantes, ora penosas, gostaria de dizer-lhe que me sinto feliz por ter tido a coragem de ultrapassar receios e correr os riscos que estou a correr, entre os quais errar e ser alvo de julgamentos precipitados!
Helena Ramos