Ensino presencial, tal como conheciamos, é um dado adquirido. Não é! ComRegras

Não enganem as pessoas…
Para a grande maioria das pessoas que apenas lê os títulos das notícias, pode ficar com a sensação que o regresso ao ensino presencial, tal como conheciamos, é um dado adquirido. Não é!

Todos, desde o Ministério da Educação, aos pais, aos alunos, aos docentes e não docentes, todos querem regressar à escola. É uma dor de alma andar por aqueles corredores e ouvir-se apenas o silêncio e digo-o com conhecimento de causa.

Mas uma coisa é o objetivo, é o que se quer, outra coisa é o que a realidade o permite. Até podemos começar com ensino presencial a 100%, mas não acredito que a DGS irá permitir um regresso sem regras sanitárias.

Para quem leu o guião para o regresso do Ensino Secundário percebeu a quantidade de procedimentos que as escolas devem implementar e das dificuldades em mantê-las num universo de 1 milhão e 700 mil alunos. É brutal!

Além disso, existe um problema de espaço, se as distâncias sanitárias tiverem de ser cumpridas, é impossível ter os alunos todos ao mesmo tempo, nas salas de aula.

Daí surge o cenário do ensino misto, o “B-Learning” que algumas almas mais impacientes começaram logo a “matar” quando leram a proposta do ComRegras/DeAr Lindo, criticando tudo e todos que compreenderam a sua necessidade, em virtude das limitações de espaço e distâncias sociais.

Lembro também para os super-pais que têm super-filhos imunes ao Covid-19, que Portugal é o segundo país da Europa com mais casos diários, está neste momento a ser barrado por outros países, cientistas internacionais já colocam Portugal no grupo dos países que precisa de implementar medidas e a nível mundial o número de casos com Covid-19 não pára de aumentar.
Com Regras

A sério?

O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que a escolha de Lisboa pela UEFA para receber a fase final da Liga dos Campeões só foi possível porque os portugueses demonstraram uma “capacidade extraordinária” de resistirem e enfrentarem a pandemia.

SICnot