Afinal as novas tecnologias são para ficar

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública para garantir que o futuro Plano de Ação para a Educação Digital reflete a experiência da União Europeia em matéria de educação e formação digital durante a crise do coronavírus.

Plano de Ação para a Educação Digital

Mais uma especulação sobre o ano letivo 2020/2021

AULAS EM SETEMBRO

por Agnelo Figueiredo

Por todo o lado se lêem especulações sobre o próximo ano letivo.

Começo por dizer que há nisto uma questão fundadora: o E@D, em exclusivo, não pode continuar. Uma aula por computador para crianças do 1.º ou 2.º ano, que já vi, é assustadoramente pobre, condenando os alunos à ignorância. Nos anos mais avançados é um pouco melhor, mas sempre em contexto temporário.

Portanto, o ensino a distância nos moldes que aconteceu é para acabar.

Há quem insista no desdobramento de turmas e aulas presenciais, mas é uma hipótese inexequível. Seria necessário contratar milhares e milhares de professores, e não os há. Acresce que também não há instalações suficientes.

A hipótese de diminuir a carga horária não é séria, porque não se pretende que os alunos aprendam menos.

Outros aventam a hipótese de desdobrar as turmas, colocando um turno na escola e outro em casa, com vídeo, rodando em espelho. É interessante, sim, mas seria necessário que todas as salas de aulas fossem apetrechadas com equipamento de videoconferência. Ora, o valor de uma tal empreitada iria exigir um concurso público internacional, pelo que daqui a um ano ainda não estaria concluída.

Então em que ficamos?

Penso que a solução passará por algo à volta de uma redução da dimensão das turmas para 20 alunos, o que dará um aumento de turmas ainda comportável, aulas presenciais e reforço das medidas sanitárias. O ensino a distância ficará reservado para os eventuais períodos em que esta ou aquela escola tenham de fechar por existência de casos ativos.