Joaquim Côloa no Facebook

Este comentário já não é uma critica. É um grito para aliviar o sufoco. Profissional, politico e pessoal.

Durante 5 semanas os professores já podem descansar. A prescricão esta a ser preparada. E a experiência de guias no ministério da educação tem sido suigeneris…

Pressuponho que seja para suspender as autonomias, as flexibilidades, os principios da avaliação formativa, as ações de diagnóstico pedagogico, a individualizacão.

A autonomia cientifica dos professores também se suspende durante 5 semanas (se é que ainda existe). Conselhos de turma, conselhos de docentes conselhos pedagógicos, direccões, equipas multidisciplinares, remetam-se ao administrativo. Cumpram calendário. Prevalece a tecnocracia pedagógica, o paternalismo dos guias e dos guias que nos guiarão no guia e que, quantas vezes, “desguiam”.

Será que este guia e os guias que dele se alimentarão também tem as tais aprendizagens para os alunos que dificilmente voltarão à escola? Voltar e estar de verdade. Chamem-me nomes e digam que só levanto problemas.

Já não há paciência para tanta tontice. Do que se deve dizer e fazer nada, por isso vai de enredar ainda mais o que já está enredado. E achar que isto é só um problema de ministro querem muitos que nós ainda acreditemos. Alguns são aqueles a quem tem dado jeito assim uma espécie de ministro.

Sinto vergonha. O PS tem obrigacão de mais, este governo e o anterior tiveram quase tudo para termos mais. A educação em Portugal merecia muito mais. O tempo dirá das razões.

Mas que dói, dói. Só estas noticias já sufucam. Está-se a chegar ao grau zero. A cartilha que lhes deram não tem o imprevisto. A tal metodologia de resolução de problemas é mesmo só para os guias que se fazem para os professores.

Criaram uma corte de escolas, diretores e replicadores que inventaram um sistema imaginario para encaixar a cartilha e assim se foram alimentando mutuamente, mas até isto, sem o marketing pago a preço de ouro pela comunidade europeia, ja começa a ser dificil manter. No entanto “eles” com o tempo parece tomarem mesmo o imaginario pelo real. Como as personagens do malade imaginaire lutam para não se confundirem com a personagem que foram imaginando. Mas a realidade superou a ação e os lugares imaginados. As personagens com a sucessão dos tempos enredam-se na sua propria ficção.

O PS merece melhor e as novas geracões tinham direito à continuidade das conquistas ja feitas, com ou sem pandemia.

Fátima Martins no Facebook

Qual foi a minha surpresa ao ouvir as notícias das 13, na sic, quando às 13h e 28 min, ouço uma coreógrafa a queixar-se da ministra da cultura e a dizer que ela (a ministra) tinha “uma postura estranha, de professora da primária”… o que será que ela quer dizer com isto?!