Fenprof – Todos defendem ensino presencial, mas governo não parece interessado em garantir as condições necessárias

Ministério da Educação e Direção-Geral da Saúde continuam a desvalorizar preocupações e ignoram pedidos de reunião; a FENPROF irá expor a situação junto da Assembleia da República, de organizações internacionais e, se necessário, recorrer aos tribunais. Nos primeiros dias de setembro reunirão os órgãos de direção da FENPROF para decidir a abordagem ao início das aulas, caso continuem por garantir as adequadas condições de prevenção e segurança sanitária e os docentes de grupo de risco não sejam devidamente protegidos. 

Lamentavelmente, a Diretora-Geral da Saúde e os responsáveis do Ministério da Educação continuam a evitar reunir com a FENPROF (organização sindical mais representativa dos docentes em Portugal) para discutir e, necessariamente, rever algumas das orientações sobre medidas de segurança sanitária enviadas às escolas em julho passado. Isto, a par da recusa de soluções pretendidas pelas escolas, como o regime duplo para o 1.º Ciclo do Ensino Básico, neste caso porque obrigaria a maior despesa na organização de uma resposta social, com atividades seguras de ocupação do tempo livre na outra parte do dia…

opinião. Carla Vieira

Não costumo fazer nenhuma intervenção, até porque é antigo o que se diz “não agradamos a gregos e a troianos” mas… Quando há uma situação complicada, como esta que estamos a passar, o ser humano tende a complicar a sua própria vida e a dos outros com “sentenças” e “verdades absolutas” que dislumbram a pouca capacidade de pensar.
Sou mãe e professora. Como mãe, se um professor dissesse ao meu filho para passar uma toalhita desinfectante no seu lugar, eu ficaria, para além de satisfeita, muito mais descansada. Como professora, irei sem dúvida pedir isso porque entendo que o aluno adquire uma postura mais tranquila, sabendo que foi ele que desinfetou a sua mesa (no meu caso o teclado e o rato do seu posto de trabalho). Onde é que isto interfere com a limpeza que tem de ser feita pelos funcionários??? Porque raio se deve impedir, como pais ou professores, os miúdos de passarem uma toalhita na sua mesa? Essa ação não os transforma em “criados” do ministerio da educação…. É algo normal que traz descanso mental à pessoa.
Enfim….
Eu gostava de viver num mundo onde a ideia era ajudar e facilitar a vida e não andar sempre a conjuminar teorias da conspiração… Já basta quando as há!
E esta é apenas a minha humilde opinião num país teoricamente livre.

…e também em casa