A bolha – Luís Braga

Hoje percebi numa reunião que muita gente usa o termo “turma bolha” porque é “fixe” e não entendeu muito bem as implicações. Se dentro de uma bolha aparecer um infectado, o isolamento profilático vai ser para todos os alunos dentro da bolha e para todos os professores e outros adultos que tenham contactado com a bolha e, eventualmente, mesmo com testes negativos, porque há um período cego na eficácia dos testes. Se o isolamento for só para os que apareçam infectados comprovadamente, na prática, a bolha não serviria para nada. A bolha não é um ritual, é um processo de compartimentar o contágio, como os compartimentos inundáveis no porão de um navio. Se um aluno ou professor aparecer infetado, a bolha do aluno e as bolhas com quem o professor contactar vão para isolamento durante os dias necessários. Isto parece simples, mas aplicada uma lógica exponencial é complexo. Por exemplo, um professor com disciplinas de 1 hora provoca o isolamento de 22 turmas porque no espaço de 5 dias contacta com todas durante uma hora. 1 professor doente encerra uma escola por uns dias. E tudo abaixo disso é temerário e, se se fizer de outra maneira, é brincar com isto. Aliás, se todos os alunos e professores usarem a aplicação que o Governo quer que se use, no caso que expliquei, vão ser todos sinalizados (por terem estado em contacto mais de 15 m com um infetado), ou não? #escolas #professores #educacao #contingencia #covid19 #anoletivo20202021

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