ComRegras – A Educação não é prioridade no OGE / Santana Castilho – Pau não mata vírus

  • A falta de professores e a necessidade de alterar a carreira para tornar esta profissão atrativa. Há necessidade de mexer na entrada ao nível dos contratados e na própria carreira na medida em que se constata a existência de muitos professores com sessenta anos e só agora estão a chegar ao 5º escalão. Nada consta do OGE 2021 que responda a este problema que passa por dotar o orçamento da educação de mais meios.
  • A necessidade de se continuar a redução de alunos por turma para se melhorar a possibilidade de haver um ensino mais personalizado e diferenciado. Já iniciámos um processo de se reverter o agravamento da tróica, mas este tem sido lento e no ano em que lidamos com a necessidade de se reverter alguns danos do ensino à distância teria sido necessário acelerar este processo e aproximarmo-nos da meta dos 20/22 alunos por turma. Esta variável do sistema educativo é a que permite melhor combater as desigualdades com que os alunos chegam ao sistema de ensino porque vêm de famílias com distintos recursos financeiros e culturais. A estratégia do governo para lidar com este problema é ir reduzindo os alunos por turma à medida que a natalidade se reflete na redução das crianças e adolescentes em idade escolar. Assim nada consta no orçamento para lidar com este problema.
  • A reposição de uma gestão mais democrática, com eleição direta da direção e existência de um órgão colegial e gozando de autonomia efetiva. Esta será uma questão mais ideológica, sem reflexo nas contas públicas, mas essencial para se começar na escola a praticar a democracia, procurando-se que os alunos sintam o que é estar numa escola democrática e nela participando. Neste momento sentimos uma escola impositiva.
  • O equipamento das escolas com material informático adequado para se ter um ensino que acompanhe a evolução tecnológica. Este será o único item contemplado pelo OGE 2021 e pelo plano que utiliza a bazuca da UE.

Concluindo a educação não tem sido prioritária nas negociações orçamentais com a esquerda, quer nas propostas iniciais do governo, quer nas propostas de alteração dos partidos da geringonça.

Agora Santana Castilho ( Pode ler no ComRegras na integra)

Vivemos numa sociedade desorientada entre a histeria e o desleixo, perdida no meio de um amontoado de pequenas razões incoerentes, governada por gente que pouco se importa com os danos que o medo impõe. A epifania da liberdade de Abril vai-se diluindo no seio de uma sociedade autoritária, onde, graças ao medo, os cidadãos trocam liberdade por segurança aparente e aceitam que se combata o vírus de pau na mão…

 HÁ DEMASIADAS ESCOLAS MAIS PREOCUPADAS COM MÁSCARAS, MEDIDAS SANITÁRIAS E REGRAS, QUE COM AQUELES QUE AS TÊM DE CUMPRIR E FAZER CUMPRIR. COM AS SUAS PERDAS EMOCIONAIS. COM AS SUAS ANSIEDADES. COM O ESMAGAMENTO DOS PADRÕES DE VIDA DEMOCRÁTICA

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