As aulas vistas por uma “Professora Primária”

Nicola Mendes é uma das muitas professoras que está, pela segunda vez, a dar aulas à distância. O conceito já não é novo, mas ainda assim os desafios de ensinar crianças de apenas 7 anos sem os ter por perto continuam a ser grandes.

“Esta forma de ensinar tem as suas especificidades… É estranho quando uma criança tem uma dificuldade e não a conseguimos perceber porque em aula presencial posso circular junto deles e corrigir um exercício ou ajudar numa dúvida. Desta forma, isso não acontece”, começa por explicar, ao Mundo Atual.

Professora num Colégio Privado, Nicola Mendes admite ser “privilegiada” porque os alunos têm todas as condições de aprendizagem em casa, mas revela que há outras “particularidades” que acabam por tornar o trabalho mais “exigente”.

O “distanciamento” entre professora e alunos é a maior dificuldade do ensino não presencial porque “para além de não conseguir ver todos os meninos no écran, não consigo corrigir comportamentos ou perceber os níveis de concentração”.

Por isso, Nicola Mendes faz uma “avaliação semanal” para conseguir, de forma mais regular, “perceber a aprendizagem dos conteúdos lecionados” e “colmatar as fragilidades” que possam existir relativamente às matérias.

A docente revela ainda que com as aulas online há também diferenças na preparação das mesmas já que utiliza “recursos mais apelativos e dinâmicos” que sejam “igualmente esclarecedores”.

Um esboço do início do desconfinamento com reabertura das escolas até ao 2°ciclo

Desconfinem por região. Ponham todos a trabalhar no direto com turmas desmultiplicadas (médicos administrativos baixaram às enfermarias) usando os espaços deixados pelos alunos em E@D . Nada disto será feito. É mais simples sacrificar sempre os mesmos. Confap vota contra a diminuição de alunos por turma…o ME concorda, os dirigentes da Rede Bibliotecas Escolares concordam, as cúpulas da Educação Especial concordam, os dirigentes sindicais fingem que não concordam, não vão lembrar-se de uma inovação que neste tempo de Pandemia faria sentido.

Tenho um enorme respeito pela Educação Especial, principalmente pelos professores que continuaram na escola com os alunos. Mas, depois da generalização dos cursos, para alguns que trabalham apenas 50min por semana com cada aluno, uma fuga à turma e às dificuldades inerentes. Tem horário melhor que os monodocentes como se a sua atividade fosse mais difícil.