Paulo Guinote e a previsibilidade da política educativa

…O grupo de trabalho, definirá a nova estratégia nacional de formação para uma “Educação em Pandemia”, identificando as áreas essenciais para uma oferta formativa que, necessariamente, passará pelo estabelecimento das parcerias certas e os convites adequados a especialistas nacionais e internacionais para um grande debate nacional, realizado a uma 5.ª feira à tarde, com direito a certificado e palmadinha virtual nas costas.

Uma enorme precipitação – Paulo Guinote

…E no actual contexto, que acertadamente justificou a anulação de provas de aferição e provas finais, vamos partir para a realização de testes nacionais a todos os alunos? Como, quando, em que moldes, com que referenciais? Não será essa obsessão, no presente, apenas um elemento adicional de perturbação e consumo de tempo? Digo eu, que até gosto de exames e tudo. Só que se deve manter algum bom senso no meio disto tudo e cada vez estou mais convencido que a pandemia está a servir de pretexto para que a Educação fique de novo à mercê de uma nova vaga de grupos de pressão, sempre disponíveis para arrendar os seus serviços.

O poder político decidiu os professores primeiro, e o “menistro” até veio a Faro

Anda aqui um gajo a morrer de saudades, sem poder viajar e ver os seus parentes queridos e depois vê o governo publicitar-se com a saúde dos portugueses, em passeatas inúteis. A opção professores, que deixa muitos idosos com doenças associdas atrás na lista é imoral. Começa cá por casa. Como é que uma doente oncológica mais velha que eu, fica ainda sem vacina?

A explicação é simples: o governo não pode pagar nais a quem fica em casa com os filhos, as escolas têm que estar abertas e a economia tem de arrancar.

O presidente promulgou a lei que salva alguns portugueses, mas o governo ainda mandará a lei ao tribunal constitucional. Se o “novo banco” pode ser salvo, alguns portugueses também.

Estou triste? claro que estou triste!