Notícias Do Funil

Laura Sanches

“Hoje li que as máscaras continuam nas escolas. Obrigatórias a partir do segundo ciclo e fortemente recomendadas no primeiro. E na maioria dos países europeus a vida começa a voltar ao normal, sem máscaras, sem certificados (exceto nos países fanáticos do costume que são apenas 3 ou 4) e as crianças e jovens regressam às escolas com regras bem mais leves. Portugal foi dos países que mais fechou escolas e que impôs máscaras mais cedo : a OMS só recomenda a partir dos 12 e a maioria dos países europeus seguiu essa recomendação, sendo que em muitos só a partir dos 16 é que foram mesmo usadas. E em muitos deles podiam-nas tirar quando estavam ao ar livre. No Reino unido, por exemplo, os jovens usaram máscara nas escolas apenas poucos meses e ainda assim com muita contestação dos pais e de alguns reitores que se recusaram até a impô-las nas suas escolas. Mas em Portugal continuamos a não compreender e a não respeitar as crianças. Mesmo depois de ter saído uma meta análise que comprova e demonstra os efeitos nocivos do uso prolongado de máscaras em crianças e adultos. Continuamos nesta cegueira e obsessão securitária que nos faz descurar o desenvolvimento das crianças e jovens. E os pais continuam a aceitar, dóceis, como há pouco tempo um artigo de jornal nos chamava. A verdade é que já antes de tudo isto começar havia uma obsessão doentia com a segurança das crianças neste país. Temos uma enorme quantidade de pais helicóptero e um medo patológico de deixar as crianças livres e soltas. A máscara provavelmente é só uma extensão disso. Mas é altura de nos libertamos desse medo se queremos dar aos nossos filhos a hipótese de se desenvolverem e de crescerem realmente. É altura de dizer basta. É altura de defendermos as crianças e de pararmos com a hipocrisia de as prejudicar e danificar o seu futuro para proteger os mais velhos. É altura de deixarmos de ser dóceis se ainda queremos ter alguma hipótese de minimizar alguns dos danos que já foram infligidos às nossas crianças. É altura de pormos finalmente em prática o altruísmo que tanto tem sido apregoado e começarmos realmente a defender as nossas crianças.” Laura Sanches