Tomé

A maioria dos professores não está à espera que os génios da engenharia governativa comecem a criar prémios para quem se aguenta para lá dos 50/55!
A maioria quer é trabalhar em condições humanas que não ultrapassem o limite da razoabilidade.
A maioria quer é ter turmas mais pequenas, menos plataformas, menos exploração tecnológica com trabalho fora de horas e projetinhos a mais para servir interesses eleitoralistas ou consumistas.
Quer é ter um sistema de gestão que não seja ditatorial e doentio, quer é ter uma política educativa que não a lance no enxovalho e não lhe pregue rasteiras legislando nas costas dos professores sem os ouvir, ou fazendo simulações de democraticidade participativa, quando pura e simplesmente os colocam em off.
Quer é trabalhar com honestidade, só que o mau exemplo vem de cima! E aqui o descaramento, esse sim, é total e os rombos ao país são de tão escancarados que só geram descrença, desânimo e dor.
Obviamente que todos, hoje mais que nunca, desejam é ter saúde! A mentalidade pequena e a exaustão de muitos leva-os mesmo a invejar dor alheia.