José Paulo Ribeiro

José Paulo Ribeiro

20 h  · 

Hoje assisti a um webinar com o título de “Leitura orientada em sala de aula com a Dª Isabel Alçada, a Dª Teresa Calçada, coordenadora do PNL, e mais umas quantas colegas. Devo reconhecer que concordei 100% com tudo quanto foi dito. A teoria é uma coisa fabulosa. Espetacular, mesmo.

Devo reconhecer que estas senhoras doutoras sabem muito de Educação, mas não percebem é nada de crianças, especialmente da Pré e do 1º Ciclo, e parecem desconhecer a quantidade de temas e matéria (absurda) que deve ser trabalhada ao longo do ano, desconhecem o comportamento das crianças nesta faixa etária, especialmente agora, depois de dois confinamentos, e também parecem desconhecer que uma turma do 1º Ciclo pode ter 24 alunos, como a minha.

“O professor deve dedicar todo o tempo necessário a uma criança na fase da aprendizagem da leitura”. Claro que sim! Ora, como a equidade é importante e leciono durante o dia 5 horas letivas e isto traduzido em minutos são 600 minutos que distribuídos por 24 crianças (todas elas na fase da aprendizagem da leitura) chego à conclusão que posso dedicar 12,5 minutos a cada um dos meus alunos.

Não me admira que, embora tenha sido ministra da Educação, tão pouco fez por ela. É que estar em Lisboa, sentada atrás de uma secretária sonhando uma situação completamente utópica é muito diferente de estar no terreno e vivenciar o dia-a-dia com os mil e um problemas que temos que resolver diariamente.

Bancos livros na Bulgária

Escola Digital, os próximos passos

Escola Portuguesa

Depois da distribuição generalizada de computadores portáteis a alunos e professores, quais os próximos passos do programa Escola Digital? O portal Sapo divulga uma nota informativa do ME, que parece ter passado despercebida à generalidade da imprensa, onde se enumeram os investimentos previstos.

A parte de leão vai para as infraestruturas de rede, o que faz sentido se considerarmos que é por aqui que se constroem as bases da conectividade alargada necessária ao uso e interacção entre todas as tecnologias e equipamentos. Logo depois surge a parcela onde parece haver maior margem para negociatas, os 115 milhões de euros para diversas “desmaterializações”.

Lendo e relendo a notícia, percebe-se onde poderá estar o calcanhar de Aquiles deste programa: nada parece estar previsto para equipar as salas de aula com novos computadores de secretária. Estarão à espera que andem todos, alunos e professores, o dia inteiro de portátil às costas?…

Numa nota…

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Dia nacional do estudante

Hoje é 24 de Março, Dia Nacional do Estudante. É também a data em que se assinalam 17.500 dias de Democracia e Liberdade, mais um dia que os vividos pelo nosso país em Ditadura. Uma curiosa coincidência.
Há precisamente 60 anos, a 24 de Março de 1962, milhares de estudantes realizaram uma concentração na Cidade Universitária, em Lisboa, protestando contra as determinações do então Ministro da Educação.
A crise estudantil duraria vários meses, incluindo greves às aulas, violentas cargas policiais e detenções de estudantes.
Uma das mais conhecidas fotografias desse dia 24 de Março de 1962 é a que aqui publicamos. Retrata um polícia a agredir, pelas costas, um estudante. Curiosamente, um estudante algarvio.
Querem saber de quem se trata? O estudante é Vítor Neto, hoje um conhecido empresário nacional, presidente do NERA – Associação Empresarial do Algarve, ex-secretário de Estado do Turismo.
60 anos depois, é um verdadeiro documento histórico. 60 anos depois, podemos aqui “falar” desta foto e do que a motivou, sem censura.
É um privilégio viver em Democracia!

À atenção do novo ministro

Escola Portuguesa

– Ministério da Educação: Ouviremos os professores, que são os que estão dia a dia na sala de aula.

– Professores: Reduzam o tamanho das turmas!

– Ministério da Educação: Claramente, o que nos estão a pedir é ensino focado nas competências, salas de aula do futuro, tablets da Google, mindfulness e uma masterclass dada pelo professor do ano.

Adaptado daqui.

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