O descontentamento dos 3500 professores monodocentes

Redução do número de alunos por turma, respeito pelos horários de trabalho, eliminação das tarefas burocráticas e administrativas e o fim do processo de municipalização são algumas das 12 reivindicações apontadas no texto.

Na carta que a Fenprof entrega hoje à tutela, os professores chamam a atenção para o agravamento das condições de trabalho “já de si complexas” em consequência da pandemia de covid-19.

“Para este agravamento contribuíram, entre outros aspetos, a não redução do número de alunos por turma, o envelhecimento da classe docente, o aumento para a idade da aposentação e o desrespeito pelos horários de trabalho”, consideram.

Para resolver esses e outros problemas, a Fenprof quer que sejam abertos vários processos negociais para discutir igualmente a redução para 22 horas da duração semanal da componente letiva, em que deve ser integrado todo o trabalho desenvolvido com os alunos.

Pedem também a dispensa total da componente letiva aos 20, 25 e 30 anos de serviço, a dispensa da componente letiva para a realização de ações de formação contínua obrigatória e a alteração do atual modelo de atividades de enriquecimento curricular.

Por outro lado, os docentes do 1.º ciclo querem ver aprovado um regime de aposentação que considere “o elevado desgaste físico e psíquico provocado pelo exercício continuado da profissão”, a definição de regras claras quanto à distribuição dos professores pelas escolas, a criação de bolsa de docentes para substituições em caso de ausências de curta duração e a inclusão de, pelo menos, um docente na direção dos agrupamentos.

Alguns professores esperam as vagas deixadas quando a velha guarda sindical se aposentar….outros não tiveram paciência e saíram! Dificilmente esta renovação trará alterações pois a formatação está garantida aos candidatos, caso contrário ficam à porta do sindicato. Por Lisboa continuarão duas listas pelo menos, já cá pelo sul penso que secaram qualquer oposição.