Só em turmas super controladas

“Não vale a pena falar de cidadania na escola se a escola for um espaço de silêncio. Queremos a voz dos alunos na construção da política educativa”, acrescentou.

Governo defende cidadania e rejeita escola como espaço que visa formar “enciclopédias com pernas”

Posição transmitida por João Costa na sessão nacional do Ensino Básico do Parlamento Jovem.

“Mas alguém lhe faça ver, entre os que terão o duvidoso privilégio de com ele chegar à fala, que isto está tudo errado. Como é possível imaginar a escola dos nossos dias como uma sucessão de aulas em “silêncio”? ” António Duarte

O Sotavento adquire uma espinha dorsal

Retomando a narrativa sobre as transformações na paisagem algarvia nesta época (finais do sec. XIX), Jacinto Palma Dias prossegue:

“Mas essa segunda revolução, agora agrícola, já tinha começado antes, no Sotavento, aproveitando a escala dos vapores ingleses em Vila Real. Pela primeira vez, havia não apenas mercado com o – e sobretudo – transporte para se lá chegar. E foi assim que aqueles areais que rodeavam Vila Real de Santo António e que Link qualificará no fim do séc. XVIII como” desertos”(1) foram rapidamente aplanados, povoados e preenchidos com noras e sistemas de regadio em alvenaria, de modo a produzir melancias e laranjas para enviar para Inglaterra. Quando o comboio chega em 1906 já o trabalho de casa estava feito. É agora a vez do Sotavento se mostrar. Dotado de uma faixa de Barrocal muito estreita, pouca cortiça, aridez extrema sobre terrenos de xisto pouco aráveis e uma iniciativa estatal falhada (Pombal/ Vila Real), o Sotavento era uma constante de seculares esvaziamentos demográficos (2). De repente, com a escala dos barcos ingleses, bem como a linha férrea V. Real/ Faro (Lisboa), o Sotavento adquire uma espinha dorsal que o revelará, subitamente, como a primeira zona de primores do país no que diz respeito ao abastecimento a Lisboa.”

Jacinto Palma Dias

Algarve Manifesto. Págs. 48/49