Paula Azevedo sobre a prova de aferição do 2°ano

Ao fim de um dia cheio de emoções fortes, achei mesmo que devia escrever o que me vai na cabeça e na alma.

Dia 15 de junho. Dia de Prova de Aferição de Português/ Estudo do Meio.

Sempre incuti nos meus alunos que estas provas são apenas para serem feitas. Mais nada. Não são difíceis. Não precisam de nervos para nada.
A partir de hoje esta ideia mudou.

Hoje os meus alunos fizeram a Prova de Aferição de Português/ Estudo do Meio. Português??!!! Não!!! O que foi dado às crianças foi um rol de 16 páginas onde acima de tudo se tentava levar a criança ao desconforto, à dúvida e à confusão. Aferir o quê numa prova onde logo na primeira parte – áudio – surge um texto/ diálogo demasiado longo e rápido, com muita informação implícita e péssima dicção. A primeira pergunta, logo a seguir a este áudio, é demasiado longa, confusa e sem tempo suficiente de resposta.
Uma prova cheia e questões rebuscadas e nada objetivas. Gramática quase inexistente.

O texto de leitura era demasiado extenso, com um vocabulário desajustado à faixa etária sendo que, cada vez mais, os alunos são desprovidos do vocabulário mais básico, tinha muitas questões e por isso alguns alunos não terminaram a produção de texto que falhou na ausência do planeamento da escrita… Embora o pudessem ter feito no rascunho eles nem conseguiram pensar nisso… o tempo era pouco para tanta coisa.

Falta o Estudo do Meio. Sim….. exasperante! A questão/problema sobre a quantidade de poluentes no solo e a sua influência no crescimento das plantas apresentado numa tabela introduzida por um diálogo é a cereja no topo do bolo.

Termino com um desabafo de uma colega e com o qual não podia estar mais de acordo: “Cada vez melhor a forma como o nosso brilhante ME consegue destruir em minutos o trabalho de quem tudo faz para que os alunos gostem de escola e de aprender.”

Sou PROFESSORA porque escolhi ser. Sou professora porque gosto de o ser. Sou professora e gosto que o meu trabalho seja respeitado.
Hoje não foi. E, as crianças também não foram respeitadas.

Correção do texto Grande Hotel

Esta história é sobre um hipopótamo de férias num hotel.

Ordena, de 1 a 4, as seguintes ações do hipopótamo.
a) 4.O hipopótamo passou as férias todas na piscina.
b) 2.O hipopótamo disse ao rececionista que tinha dificuldades com elevadores.
c) 1.O hipopótamo chegou ao hotel.
d) 3.O hipopótamo disse ao rececionista que só toma grandes-almoços.

No texto, a repetição da expressão «sempre atencioso» mostra que o rececionista era muito educado.

O hipopótamo ficaria satisfeito com um quarto no último andar.

Para o hipopótamo, «Foram umas férias muito agradáveis.»
Será que os outros hóspedes pensaram o mesmo? Justifica a tua resposta. Não

Indica três alimentos que o hipopótamo come. (Todos os vegetais comestíveis)

O Grande Hotel de António Torrado

Eu não sei ao certo, mas suspeito que, em tempo de férias, os bichos do Jardim Zoológico também não ficam em casa. Se não é tal e qual assim, podia bem ser, o que vai quase dar ao mesmo…
O hipopótamo, por exemplo, decidiu-se por um hotel simpático e com piscina.
Indispensável a piscina, já se vê!
– Não quero o meu quarto num dos últimos andares – recomendou ele ao rececionista
do hotel. – É que eu costumo ter algumas dificuldades com os elevadores.
– Mas Vossa Excelência pode, sem desprimor, utilizar o monta-cargas, muito mais amplo
e resistente – observou-lhe o rececionista, sempre atencioso.
– A propósito de resistência – lembrou o hipopótamo. – Quero uma cama de casal para
pessoa só.
– Perfeitamente – registou o rececionista, sempre atencioso. – E Vossa Excelência toma
o pequeno-almoço no quarto?
– Nunca tomo pequenos-almoços – respondeu-lhe o hipopótamo. – Só grandes-almoços.
Exclusivamente saladas…
O rececionista, sempre atencioso, anotou mais esta recomendação.
Foram umas férias muito agradáveis. Praticamente passou-as todas na piscina. Os outros hóspedes reclamaram:
– Não temos espaço para mergulhar. Está lá sempre aquele monstro. Ou aumentam a piscina ou nunca mais cá voltamos.
Nunca mais lá voltaram. Mas, no ano seguinte – aliás, neste verão –, o hotel não ficou vazio. Uma nova clientela, atraída pelas boas referências que o hipopótamo dera, ocupou os quartos, as salas e os salões do tal hotel simpático.

Lê com atenção e escreve no teu caderno.

Esta história é sobre _______ ________________ _____ ___________ _______ ____________.

Ordena, de 1 a 4, as seguintes ações do hipopótamo e reescreve-as no teu caderno.
a) O hipopótamo passou as férias todas na piscina.
b) O hipopótamo disse ao rececionista que tinha dificuldades com elevadores.
c) O hipopótamo chegou ao hotel.
d) O hipopótamo disse ao rececionista que só toma grandes-almoços.

No texto, a repetição da expressão «sempre atencioso» mostra que o rececionista era __________ ________________.

O hipopótamo ficaria satisfeito com um quarto _____ ___________ __________ .

Para o hipopótamo, «Foram umas férias muito agradáveis.»
Será que os outros hóspedes pensaram o mesmo? Justifica a tua resposta

Escreve uma frase que apresente a ideia principal do último parágrafo do texto.

Indica três alimentos que o hipopótamo come.

O rececionista queria resolver o problema das reclamações apresentadas pelos hóspedes do seu hotel.
Apresenta duas propostas que possam ajudar a resolver a situação.

Vais agora escrever uma história.
Imagina que um dia, inesperadamente, chegavam alguns pinguins ao hotel.
Que aventura poderiam viver os pinguins naquele lugar?

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