Congresso nacional de centros de formação em Lagoa

Dias 5,6 e7 de outubro

Inscrição / Pagamento Valor
Até 30 de Junho 50 euros
Até 31 de Julho 60 euros
Até 31 de Agosto 70 euros

IBAN: PT50 0045 7012 4025 1534 9660 5 Agrupamento de Escolas Albufeira Poente (Sede do CFAE de Albufeira, Lagoa e Silves) A inscrição deverá ser efetuada no seguinte link: = FICHA DE INSCRIÇÃO https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScG_uL6FNwmlOcHXksoGe2OXTmXbB2jBGMCJQ0eIEuAgkehpQ/viewform

“As vicissitudes na docência”

Neste momento ser professor não é uma tarefa fácil, uma vez que todos somos “bons professores” porque temos atitude em estarmos na profissão, em nos questionarmos na tentativa de resolver problemas relacionados com a nossa prática.

No mundo atual, repleto de desafios, em que a sociedade exige cada vez mais do cidadão, é importante que os professores, como elementos fundamentais na formação para a cidadania, desenvolvam profissionalmente capacidades e competências que os façam pensar e refletir sobre a realidade.

Uma orientação pedagógica construtiva, por parte do professor, não só em termos de aprendizagem dos alunos, mas também na construção do seu saber e prática pedagógica, torna-se fundamental.

Ser professor é uma profissão problemática/desgastante no sentido em que, no seu dia-a-dia de trabalho, o professor é confrontado com problemas que necessita resolver. Esses problemas vão variando em função de vários fatores, tais como as pessoas envolvidas, o contexto social, político e cultural em que se situa a sua prática, e são muitas vezes de natureza complexa, mas também como parceiro de outros profissionais com os quais pode e deve trabalhar colaborativamente.

Neste sentido, o professor, “junto com seus companheiros, pensa sobre o que faz e trata de encontrar melhores soluções, diagnosticar os problemas e formular hipóteses de trabalho que desenvolve posteriormente, escolhe seus materiais, planifica experiência, relaciona conhecimentos diversos, etc.

Diríamos que trabalha dentro de um esquema de pesquisa na ação. Aqui o professor avalia, diagnostica, interpreta, adapta, cria, busca novos caminhos. ” (Tanner e Tanner, 1980, citados em Gimeno, 1992, p. 179).

O professor é um praticante reflexivo, que identifica problemas, questiona valores, observa o contexto político e social da escola, participa no desenvolvimento curricular, assume a responsabilidade pela gestão curricular, sem nunca esquecer a relevância que o trabalho colaborativo tem em todo este processo de reflexão e evolução profissional. Neste discorrer de discurso, é um professor que encara o ensino como um processo permanente de construção coletiva.

Esta é uma questão pertinente, pois nos tempos que correm hoje, os docentes encontram-se longe dos filhos, dos maridos, das esposas, das famílias e quase sem tempo para “respirarem” devido ao excesso de encargos por ele acarretados.

Como querem que tenhamos tempo para conseguirmos uma escola que ensine a compreender o mundo e fazer opções? Precisamos de condições de estabilidade, autonomia e meios para que as escolas estabeleçam metas e percursos com qualidade educativa, indo ao encontro dos docentes.

Relativamente às vicissitudes que os docentes enfrentam neste momento, as instituições educativas poderiam promover/desenvolver novos estudos no sentido de autoavaliar, refletir e autorregulamentar estas problemáticas. Pois só assim conseguiremos ter uma estabilidade emocional, afetiva que nos permita exercer as funções harmoniosamente na sua plenitude.

Sandra Porto Ferreira (Investigadora na Universidade de Aveiro – STE(A)M)