Conquista de Tânger a 29 de agosto 1471

É comum encontrar, nas genealogias algarvias, famílias com ascendência da cidade de Tânger. Tal tem uma explicação histórica.
Em 1662 D. Catarina de Bragança casou com Carlos II de Inglaterra, levando por dote de casamento os territórios portugueses de Bombaim e de Tânger.
Depois de um período conturbado entre católicos e protestantes, os católicos portugueses foram obrigados a abandonar a cidade e a radicarem-se no Algarve, de onde não poderiam sair sem autorização.
Ao todo chegaram ao Algarve 497 casais, que integravam 1667 pessoas (casais com os seus filhos), sendo 140 soldados de cavalo e 282 soldados de armas. A distribuição foi feita do seguinte modo:
Lagos – 212 casais (692 pessoas), sendo 55 homens de cavalo e 115 soldados de armas;
Portimão e Alvor – 77 casais (253 pessoas), 22 de cavalo e 41 de armas.
Faro – 78 casais (270 pessoas), 11 de cavalo e 53 de armas.
Tavira – 130 casais (452 pessoas), 52 de cavalo e 73 de armas.
A chegada destas famílias de Tânger trouxe um aumento populacional da região algarvia, promovendo o seu desenvolvimento.
Este episódio está imortalizado na cadeia de ADN e na genealogia daqueles que têm origens familiares algarvias, principalmente em Lagos, Portimão, Faro e Tavira. in facebook de Campos Inácio

Lagos

O beija mão

O quadro representa a lendária coroação como rainha consorte de Portugal de Inês de Castro em 1361, seis anos após a sua morte, numa cerimónia que teria sido  imposta por D. Pedro após ter subido ao trono.

A Coroação de Inês de Castro em 1361 (Le Couronnement d’Inès de Castro en 1361) é uma pintura a óleo sobre tela de Pierre-Charles Comte que a realizou cerca de 1849 para a sua participação no Salão dos Artistes Franceses de 1849. Foi legado ao Musée des beaux-arts de Lyon em 1885 onde ainda se encontra

Professores instantâneos

 Despacho n.º 10914-A/2022

O novo Curso de Profissionalização em Serviço terá a duração de um ano letivo e será lecionado em regime de ensino à distância, na modalidade de e-learning

A Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) e o Instituto Piaget estabeleceram um protocolo de colaboração tendo em vista a realização de um curso de profissionalização de professores, a lecionar durante o ano escolar de 2022/2023.

“Mais uma trapalhada. Andam a atirar barro à parede: se colar, não se mexe ; se der polémica, sai um despacho a tentar emendar a mão… Este procedimento é uma imagem de marca deste ministro. Trapalhadas com a mobilidade por doença , trapalhadas com os concursos , trapalhadas com as habilitações para a docência! Os sindicatos só poderão defender a parte dos Professores… hoje, mas não será fácil negociar com o irredutível MEC. A falta de Professores não deve ser combatida com o facilitismo, mas com a criação de condições que tornem a profissão mais atrativa- criem subsídios de deslocação; paguem subsídios de refeição dignos, em especial para quem está fora de casa ; diminuam a precariedade dos professores contratados; acabem com as quotas para progressão na carreira …” Rui Faria

Aulas de português e inglês podem ser dadas por candidatos com patamar mínimo de formação

“Revisão das habilitações para a contratação direta de professores vai ser negociada pelos sindicatos de professores na sexta-feira.” in Postal do Algarve

comentário: Os sindicatos parecem divididos. Veremos as cenas dos próximos capítulos. Palpita-me que S.TO.P. será o que dará mais luta. Vamos ver!

pareceres sobre o assunto!

Da Fenprof.

Da FNE 

Do SIPE.

Luís S. Braga

Há muita gente a agir e pensar abaixo do mínimo….

Face ao que se está a passar com as habilitações para o meu grupo de recrutamento (200) e ao grave atentado ao ensino da História que vai ser cometido se as regras do despacho a negociar a 26 forem em frente, liguei para o telemóvel da Associação de professores de História disponível no site.

Ninguém atendeu, mas alguém viu as chamadas e respondeu por sms “Boa tarde. Estamos de férias. Agradecemos novo contacto a partir do dia 5 de setembro. Cumprimentos. APH”

Estou a escrever este post e vou reenviar o texto pela mesma via. Pode ser que acordem.

Eu não estou de férias. Mas, mesmo de férias, vejo noticias e tendo alguma responsabilidade numa escola sei que acontece muita coisa em Agosto.

E se fosse requisitado para uma associação e, por isso, dispensado de dar aulas (e não me estou a candidatar, sosseguem….) aceitaria que era meu dever andar atento nesda altura.

Dia 26 vai ser o fim da história no 2o ciclo como disciplina científica.

E vamos endender-nos: como expliquei noutro texto, a nova habilitacao própria para ensinar história no 2o ciclo (licenciatura em educação básica) não é o mínimo, é muito abaixo do mínimo.

1 cadeira anual ou semestral de formação (que é o que há nessas licenciaturas) é muito abaixo do mínimo para ensinar a História de Portugal da pré-história à atualidade e mais duas unidades de geografia do país, demografia e geografia humana.

Tanto é assim que, para se cumprir minimamente o programa do básico, são necessárias mais de 150 horas.

A APH está de férias mas responde a dizer que está. E fazer alguma coisa?

A minha conta de onde sai a quota vai entrar de vez de férias.

É caso para uns impropérios! Afinal onde estão quando nos atacam pelas costas?

Proposta para despacho das habilitações

110 – 1.º Ciclo do Ensino BásicoLicenciatura em Educação Básica
120 – Inglês80 créditos em Inglês
200 – Português e Estudos Sociais / HistóriaLicenciatura em Educação Básica
220 – Português e Inglês80 créditos em Português
60 créditos em Inglês
230 – Matemática e Ciências da NaturezaLicenciatura em Educação Básica
240 – Educação Visual e Tecnológica120 créditos
(50 a 70 em Educação Visual + 50 a 70 em Educação Tecnológica)
250 – Educação Musical120 créditos
(25 a 70 em Prática Instrumental e Vocal + 25 a 70 em Formação Musical + 25 a 70 em Ciências Musicais)
260 – Educação Física120 créditos em Educação Física e Desporto
290 – Educação Moral e Religiosa Católica180 créditos
300 – Português80 créditos em Português
310 – Latim e Grego40 créditos em Latim e Estudos Clássicos
320 – Francês60 créditos em Francês
330 – Inglês60 créditos em Inglês
340 – Alemão60 créditos em Alemão
350 – Espanhol60 créditos em Espanhol
360 – Língua Gestual Portuguesa120 créditos em Língua Gestual Portuguesa
400 – História120 créditos em História
410 – Filosofia120 créditos em Filosofia
420 – Geografia120 créditos em Geografia
430 – Economia e Contabilidade120 créditos
(50 a 70 em Economia + 50 a 70 em Contabilidade)
500 – Matemática120 créditos em Matemática
510 – Física e Química120 créditos
(50 a 70 em Física + 50 a 70 em Química)
520 – Biologia e Geologia120 créditos
(50 a 70 em Biologia + 50 a 70 em Geologia)
540 – Eletrotecnia150 créditos
(40 a 70 em Energias + 40 a 70 em Eletrónica + 40 a 70 em Automação)
550 – Informática120 créditos em Informática
560 – Ciências Agropecuárias120 créditos em Ciências Agropecuárias
600 – Artes Visuais120 créditos em Artes Visuais
620 – Educação Física120 créditos em Educação Física e Desporto
D01 a D09120 créditos
(25 a 95 em Prática da Dança + 25 a 95 em Teoria da Dança)
M01 a M36120 créditos
(25 a 70 em Prática Instrumental e Vocal + 25 a 70 em Formação Musical + 25 a 70 em Ciências Musicais)
proposta do despacho das habilitações para a docência  que fixa os requisitos de formação científica adequada às áreas disciplinares dos diferentes grupos de recrutamento, para a seleção de docentes em procedimentos de contratação de escola no ano letivo 2022/2023.

De uma qualificação de nível VI ou equivalente que constitua requisito de acesso ao 2.º ciclo de estudos, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, na sua redação atual, e tenham obtido, quer no quadro dessa qualificação quer em outros ciclos de estudos do ensino superior, os requisitos de formação fixados para os respetivos grupos de recrutamento no anexo ao presente despacho, do qual faz parte integrante.

Excecionalmente, quando nenhum dos candidatos reúna os requisitos previstos no número anterior, a escola pode proceder, à contratação de candidatos titulares de licenciatura, desde que disponham de 120 créditos obtidos na área científica correspondente à disciplina a lecionar.

Ó pressôre!

Regresso às (j)aulas!

Grande promoção.

Leve 30 iluminados pelo preço de 10, previamente programados com a tecnologia mais recente de apoio ao ensino – URUBU22/23.

1) “- Pressôre, hoje vamos fazer o quê?”

2) “- Stôrrrr, posso ir à casa de banho? Ande lá, estou aflitinho(a)!” (5 minutos depois de entrar na sala).

3) “- Prossôr, isso é pra passar?”

4) “- Asdrúbal, o que é que estás a fazer em pé? A quem é que pediste autorização para ir ao lixo?”

5) “- Maribel, para de falar com a Sofronisca!”

6) “- Professor, não trouxe o livro… nem o caderno… nem a caneta.”

7) “- Zoroastro, começa a fazer o trabalho que solicitei.” Meio hora depois… “- Zoroastro Bernardo, acorda e faz o raio do trabalho.”

8 ) “- Pressorinho, podemos sair mais cedo? Por favor! Depois a fila da cantina fica muito grande.”

9) “- Por favor, respondam à pergunta. Falem comigo? Acordem! Saiam dessas tumbas silenciosas… Ainda estão vivos?”

10) “- Prof, é a lápis ou a caneta?”

11) “- É para entregar? Vai dar nota?”

12) Nunca mais é sexta feira!

A escola nova há de matar a escola “a velha e a nova” João Viegas

“Há muito muito tempo”, como diz a canção de José Cid, fui um professor que aos olhos de hoje seria conservador o que muito me honrou e honra. Sobretudo acabar uma aula e deixar os meus alunos entusiasmados com o que tinham acabado de aprender. Ah, desculpem a “imodéstia”, mas nem todos os meus colegas puderam sentir esses momentos inesquecíveis nem todos, podem orgulhar-se desses fins de aulas, onde AINDA havia mais duvidas por parte daqueles jovens em crescimento.
Fui assistindo a mudanças do que era essa escola que já não existe. Aumento de indisciplina, desinteresse galopante sobre o papel importante das aprendizagens para o seu futuro, seja ele qual for. Apatia generalizada, consulta umbilical com os telemóveis para consultas nas redes sociais e rezando (se souberem) para que o salvador toque de saída apareça de uma vez, pois já chega de seca!
Quero salientar que, por incrível que pareça, ainda existem alunos que leram e lêem e gostam de aprender. São uns verdadeiros heróis e heroínas no meio de turmas barulhentas. sem regras mínimas e fartas de ali estar 90 minutos e mais 90 e mais 90 e as que forem obrigatórias.

Tenho-me tentado adaptar aos novos tempos, a esta nova forma de agir sobre estes novos processos de ensino/aprendizagem(que pomposo!).
Aquilo a que hoje chamamos estratégias. Acredito que para alunos “diferentes” como são os de hoje terá de haver soluções diferentes. Sim, para uma constipação uma aspirina serve, para uma pneumonia a receita terá de ser outra. Até aqui estamos de acordo. E se não estivéssemos dava-me igual!
As escolas de hoje, descaracterizadas e com o nome brutal e até assustador de MEGA-AGRUPAMENTOS só veio acelerar os tempos problemáticos, confusos e de verdadeira desorientação em que os professores e toda a comunidade escola (também fica bem), se confrontam hoje. Pais a pressionarem as direções, a desrespeitarem os professores e a defender os seus filhos, tantas vezes pensando estarem a fazer-lhes o melhor e afinal a torná-los futuros imbecis, para não dizer incapazes, para o que quer que seja. Mas é verdade que muitos não sabem “o mal” que lhes estão a fazer retirando a autoridade ao professor e a toda a instituição.

Há professores, meus queridos e amados colegas que julgam ter encontrado a poção mágica em novas estratégias (que bom que era) que resolvem “o problema” que já se vê que é bem gordo!
Não, como já disse, também gosto de experimentar, aliás, não temos feito outra coisa, novas formas de agir em sala de aula. Resultam? Hum!!! Ainda tenho o direito de ter algumas dúvidas, posso? ou serei penalizado por isso? Devo ter medo das consequências de ainda “achar” que a escola é para ensinar e para aprender e que na serenidade de um momento de aula é que se fazem aprendizagens significativas e não com “algazarra” ou trabalhos de pesquisa de quem tem dificuldades em fazê-lo e nenhuma vontade em aprender como se faz?

Outra questão que é importante que todos nós, os da Escolas e os outros que não fazem parte delas. OS PROBLEMAS,CONFLITOS; DESINTERESSE E; E…. Não dados à luz nas escolas. As Escolas, não são mais que o depósito de uma sociedade muito doente e que essas, todas elas que são incubadas, nas famílias, nos empregos (tantas vezes miseravelmente pagos), nas injustiças sérias, aflitivas onde grassa uma desigualdade gritante, no egoísmo, nos maus exemplos da politiquice, nas desavenças e incompreensões entre amigos e vizinhos, na falta de educação, na baixa formação. Ressalva para as classes dirigentes que com o país carregado de corrupção, continua-se a ROUBAR, daí haver migalhas e boas escolas mas só para os filhos das classes poderosas que seguem para o estrangeiro aqui ficam “os depósitos, os restos” para servirem de futuros servos do séc. XXI.

Em Resumo, quem quiser “chatear os professores”, vão antes chatear uma tia que tenham lá para um canto da casa. E, ou estão connosco compreendendo que o problema do Ensino, não é para brincadeiras colaboram e compreendem ou vão para o raio que os partam! OK?

É que (outro problema grave, muito grave) é ensinar alunos que não compreendem uma simples frase, não leram, não compreendem o que dizemos. O que pesquisam são youtubers. O (analfabetismo funcional faz “patameiro” e é uma expressão muito cientifica, fica sempre bem), Curiosidade fraca sobre um pouco de tudo. E aí entra o professor mágico que com habilidades para além do Humano faz deste tipo de alunos uns campeões escolares.
E o português pá?
Como é que se ensina se não percebe a língua portuguesa pá? Expliquem lá para eu aprender pá!

Um professor que durante mais de 30 anos escolheu ser professor por gosto e que começa a estar muito farto que me chateiem em vez de me ajudarem nesta aventura. A mim, e aos meus colegas, evidentemente!

Ah! e já sabemos que estamos a “tentar ensinar alunos para profissões que ainda não existem” , Mas também já sabemos que a Escola Nova não serve só para preparar profissões é MUUUIIIITOOOO mais que isso!

(Reparam que nem falei em greves a sério para perceberem de vez que temos uma profissão de verdadeiro alto risco e desgaste, mas as que fizermos ainda são poucas, temos de aprender com os camionistas de matérias perigosas a ver se os militares nos substituem).

Assinado:
Prof. João Viegas Uns quantos anos de Faculdade para uma licenciatura pré-bolonha (outra vigarice que armaram aos colegas mais novos para meter mais uns cobres ao bolso), pós graduação em Ciências da Educação e que continua a acreditar que para ensinar também é preciso ter “um bocadinho” de jeito que não há curso que dê.

Tenham uma boa tarde de Verão

Valia apena pensar nisto…

Durante a última década e meia os professores foram manipuladas com a narrativa de título “ainda tens emprego”. Os portugueses estavam TODOS desempregados, exceto os privilegiados dos professores!!! Agora a narrativa é “os portugueses ganham todos o salário mínimo”, exceto os privilegiados dos professores!!! Mentira atrás de mentira. Os professores voltarão a acreditar, tal como acreditaram na existência de empresas ou fábricas sem trabalhadores. Acho que os únicos a ganhar o salário mínimo são mesmo os professores. Será fácil chegar a esta conclusão…aqueles que ganham oficialmente o salário mínimo trabalham perto de casa, com menos despesas relacionadas com a “logística” do emprego, e possuem um conjunto de benefícios associados (abono de família, ação social escolar, isenção de taxas várias…). Só estas despesas fazem descer o salário dos professores bem abaixo do salário mínimo.
Qualquer operário ganha mais que um professor com 20 anos de carreira. Está errado o salário do operário? Não! Está o do docente.
Vale a pena ouvir a reação dos jornalistas, quando na recente entrevista ao observador, o ME afirmou que pretendia atrair informáticos com um salário de 900€. Seria eu risível se não fosse humilhante para a classe.
Quem são os grandes impulsionadores, a troco de chorudos €, no terreno desta “máquina de matar professores”?
@s diretor@s, quais kapos do século XXI.
Se não nos rebelarmos, estamos definitivamente condenados.

Imagem Luís Costa