Dar o dito por não dito e ser apanhado em gravação

Da desconfiança:

fenprof requer ao ME cópia das gravações áudio das reuniões realizadas incluindo sobre a revisão do regime de concursos

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“Um Mau Acordo É Melhor Do Que Nenhum Acordo?”

O Meu Quintal

Parece que esta mensagem anda a ser passada pelo sindicalismo institucional em algumas escolas, naquelas reuniões em forma de monólogo, para preparar o pessoal – não percebo se o mais velho, com alguma capacidade crítica e que se lembra de certos “acordos”, se o “sangue novo” com que pensam reconstituir o número de quotizados – para o que já sabem ser um mau acordo. A lógica é sempre aquela do… se não assinarmos, eles impõem o que querem. Curiosamente, a lógica que a CGTP raramente aceitou, excepto ocasionalmente durante a geringonça.

Ora, essa lógica é uma bosta e isso explica-se facilmente porquê.

O “mau acordo” é, no fundo, aquilo que a tutela praticamente imporia de qualquer maneira, mesmo sem assinatura.

Para além disso, quando se assina um “mau acordo” fica-se vinculado ao que foi assinado e perde-se a legitimidade para contestar seja o que for (relembro, mais uma vez…

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Sair com a sensação de dever cumprido

Há quem esteja sempre pronto a desertar, quer com baixa médica, quer por uma migalha de poder que lhe permita a tranquilidade de não ter turma, ou apenas uma turma. Nos últimos anos não tenho tido turma, mas fiz centenas de substituições, algumas por períodos longos. Trabalhei sempre no apoio aos colegas com turma, o melhor que sabia e podia. Talvez por isso possa chegar aos 67 anos de idade ao serviço dos alunos.

S.TO.P reunião online dia 1 de dezembro 18h

Colegas, é necessário restaurar a DIGNIDADE e a VALORIZAÇÃO da nossa profissão docente, por nós, pelos nossos alunos/filhos/netos e pelo futuro do país!

A história demonstra que o Poder/ME só nos respeitará quando pelo menos um setor significativo da classe começar a dinamizar lutas com maior impacto.
É fundamental JUNTAR TODOS os colegas inconformados (independentemente se são do sindicato A ou B, ou se são não sindicalizados).

Num dia carregado de simbolismo, 1 dezembro, iremos começar a construir/ORGANIZAR esta greve nacional nas escolas com início a 9 de dezembro, para que esta tenha o maior impacto possível e, também, avaliar a viabilidade de criar FUNDOS de greve. Que não haja dúvidas: nenhum sindicato sozinho conseguirá mudar o curso da história, se a classe que representa não se MOBILIZAR minimamente.

Para isso é fundamental a participação de todos na REUNIÃO NACIONAL online de PROFESSORES (sócios e não sócios), 1 dezembro, feriado da restauração da independência, às 18h.

Para se inscreverem na reunião, basta enviarem um email com o assunto: “INSCRIÇÃO na reunião nacional de professores de 1 dezembro”, sendo fundamental enviar também: o nome completo e o nome do Agrupamento/Escola (onde está colocado), até terça-feira (inclusive), 29 novembro, para: S.TO.P.SINDICATO@GMAIL.COM

Não me convenceram da intransigência na transferência de poderes do ME às autarquias

Dizem-nos para estar alerta, para fazermos as assinaturas e vigílias recomendadas, mas parecem mais enredados na sua própria narrativa politica, que na intransigência da transferência de poderes do ME às autarquias. As reuniões sindicais com fraca audiência, o atirar-se para a frente de sindicatos de menor expressão, (com risco claro de falhar) em momento aparentemente tão delicado, também podem servir de desculpa. A referência a alguns pontos de convergência na mesa de negociações, faz-me pensar que as pretensões do ME não terão a firme oposição das lideranças sindicais. Ficarão mais naquela expressão “segurem-me senão vou-me a eles”.

fotomontagem de Luís Costa

O meu prognóstico é que o Costa levará a água ao moinho! Mudar a regras a meio do jogo são a especialidade desta dupla JC, MLR.

5ª Feira

O Meu Quintal

Ainda não está a coisa em desenvolvimento e o “por período indeterminado” já foi transformado em três dias por um dos elementos da direcção do stop. Eu não escrevi ontem que os primeiros a dar de frosques são dos que mais gritam, com as justificações mais toscas?

Um tipo lê isto e só se pode rir. Parece aquela do irrevogável do Portas.! Mas ao menos já sabemos que se falharem os três dias é porque foram os “outros” que não fizeram. Com jeitinho ainda eram os três dias de 9 a 11 de Dezembro.

Acabaram-se as desculpas. Vai haver um pré-aviso para fazer greve sem limites.

E simplesmente fazer e esperar que os outros façam também.

Para quem tenha dúvidas fica a imagem, colhida numa “rede social” sobre a nova definição de “tempo indeterminado”. Não me parece muito diferente de certas coisas de outras origens, nas quais se fazem…

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A partir de 9 de dezembro a greve é por tempo indeterminado (S.TO.P.)

https://www.dn.pt/sociedade/amp/sindicato-de-professores-convoca-greve-por-tempo-indeterminado-a-partir-de-9-de-dezembro-15380497.html

Greve é convocada pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP), que representa cerca de 1.300 docentes. Reunião com o ministério na terça-feira pode ser decisiva para o avanço do protesto.

Santana Castilho

E é aqui que estamos, colegas professores!

O Ministério da Educação quer atribuir a conselhos locais de directores a responsabilidade de seleccionar os professores e passar de quatro para cinco anos os concursos destinados aos dos quadros. Os dez quadros de zona pedagógica passarão a 23 mapas intermunicipais (as actuais 21 comunidades intermunicipais [CIM] mais as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto). Não há ainda qualquer documento escrito, nem foram referidos os critérios a usar pelos directores. Mas, aparentemente, desaparece a natureza nacional dos concursos de colocação, esvai-se a mobilidade interna e os professores deixam de poder escolher as escolas onde querem trabalhar.

Tendo presente que são as CIM e as áreas metropolitanas que concorrem a fundos estruturais europeus, através de projectos, a Fenprof admitiu a hipótese de os putativos conselhos de directores virem a escolher os professores a partir do interesse desses projectos, para que os respectivos salários possam ser pagos por verbas dos fundos, situação que, recorde-se, já se verifica com professores que leccionam cursos profissionais.

No sábado passado, na Covilhã, António Costa manifestou desejo de chegar a acordo com os sindicatos, para alterar o processo de vinculação a uma carreira em que, disse ele, os professores são obrigados a apresentar-se a concurso de quatro em quatro anos. Das metáforas e imprecisões (os professores não são todos obrigados a concorrer de quatro em quatro anos) com que embeleza as suas tiradas cínicas, exala sempre o mesmo cheiro hipócrita e falso: sim, porque o que está em causa é substituir a escolha, apesar de tudo ainda livre, do professor, pela decisão da Administração, com todo o correlato surto de iniquidades que daí advirão e consagrarão o trabalho sujo que Maria de Lurdes Rodrigues iniciou.

O que está em causa é a imposição de uma engenharia de gestão, que subordina os mais elementares direitos, humanos dos professores e à educação dos alunos, aos mais mesquinhos interesses da austeridade da página virada. O que está em causa é uma proposta que agravará as desigualdades entre as regiões e as crianças e tornará ainda mais precária a vida dos professores, coagindo-os a trabalhar onde não querem. Em rigor, trata-se de fazer precludir os capítulos V e VI do Estatuto da Carreira Docente, que regulam os quadros e os respetivos processos de vinculação. Numa palavra, este é o último prego no caixão que enterrará a carreira e o derradeiro lance para desregular definitivamente a transparência da provisão pública das necessidades docentes.

Os professores mergulharam num limbo, onde cresce o cansaço e a resignação. O desânimo que os assola radica na impotência dos sindicatos para os defender das decisões tirânicas do Governo. Com efeito, os sindicatos persistem na representação do papel de lamuriosas vítimas enganadas e as lutas sindicais estão cada vez mais aprisionadas pelos interesses das conjunturas partidárias e cada vez menos centradas na eficácia da defesa dos interesses profissionais dos seus representados. Circunscrevem-se à repetição de rotinas e coreografias simbólicas, que fogem sempre dos pontos críticos, onde a intervenção provocaria as almejadas mudanças nas relações de poder. Por medo reverencial e iniciativa nula.

Neste quadro, o STOP (Sindicato de Todos os Professores) promoveu aquilo a que chamou uma sondagem, para apurar que tipo de luta os professores estão dispostos a personificar. Mais um erro do sindicalismo de coro. Há momentos em que o recurso a ouvir as bases denuncia tibieza. Particularmente ante um adversário que não ouve e age humilhando. As bases não precisam, agora, que lhes devolvam a palavra. Precisam de liderança que as galvanize. Precisam de uma que arrede o medo, some adesões pela ousadia e proteja a sua moleza das botas que a calcam.

Ante a tormenta que se avizinha, a participação democrática vem depois do grito de revolta. É preciso que alguém o dê! É preciso convocar, não sondar. Eu sei que é desproporcionada esta invocação, mas corro o risco: “Como sabem, há os estados socialistas, os estados ditos comunistas, os estados capitalistas e há o estado a que chegámos.”

Para dizer isto, Salgueiro Maia não fez sondagem prévia aos que o acompanharam. A exortação chegou e ninguém deu um passo atrás. E é aqui que estamos, colegas professores!

In “Público” de 23.11.22

Migrações

Em pouco tempo trabalhei em 4 plataformas de comunicação virtual, zoom, moodle, meet e agora team. As preocupações pedagógicas ficaram para segundo plano. Os projetos, Maia, Ubuntu e a nova legislação Costista estão em 1°lugar. Um drama para a escola pública a que já não assistirei.

fotomontagem de Luis Costa

nota: O meet foi numa formação! Ainda implementei a class room mas para a formação referida.