Todos farão 3 exames (peso 25%) para concluir o secundário

O exame de Português mantém-se obrigatório para concluir o ensino secundário. Além desse, os alunos têm de fazer outros dois à escolha.

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Sou Alentejano…

“Os alentejanos são apaixonados, por isso perigosos. O alentejano é um sentimental, que ama e odeia com a mesma força. E quando se sente picado…”

“É um povo com muito sentido de humor. Não há nenhum almoço alentejano que não acabe com alentejanos a contar anedotas e a cantar canções alentejanas” Nicolau (actor, natural de Serpa)

…nascido e criado em Beja, com alguns anos pelo meio em Baleizão.

Galeria de horrores da Educação portuguesa

Escola Portuguesa

Um soberbo trabalho do nosso colega Paulo Salvador Lopes, este álbum de família que foi crescendo na página do Facebook do autor em sucessivas versões, com a inclusão dos mais notórios coveiros da Educação e da escola pública portuguesas.

Larga predominância de pessoal político do PS, o que se justifica não só com a preponderância política deste partido desde 2005 mas também com a especial sanha que este partido vem nutrindo contra os professores.

Para quem tenha dúvidas na interpretação da imagem, nela estão representados os antigos ministros: a sinistra Lurdes Rodrigues, Isabel «uma Aventura» Alçada, Nuno Crato e Tiago «Nulo» Rodrigues, bem como os secretários de Estado Valter «Já Demos» e Alexandra Leitão.

Na primeira fila, o trio maravilha que em união de esforços para conter o protesto e a revolta dos professores, o presidente Marcelo e a dupla de Costas, acolitados pelo…

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MANIFESTO EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA


Há 17 anos, a Escola Pública, em Portugal, mudou radicalmente de rumo. E se
é verdade que esse novo caminho nos trouxe a renovação arquitetónica e
tecnológica de muitos edifícios escolares, também é verdade que essa mudança
significou o encerramento de muitas escolas do interior do país e um inexorável
incentivo ao despovoamento de muitas aldeias. No âmbito profissional e
pedagógico, esse vórtice reformista arrastou consigo um amplo conjunto de
direitos dos professores, sobre os quais foram lançados vários anátemas, que
geraram, contra eles, um clima social de desconfiança, de culpabilização, de
descredibilização e falta de respeito. Simultaneamente, foi ganhando corpo uma
escola caracterizada pela sobreocupação dos professores, pela inflamação do
tempo burocrático, em detrimento do tempo pedagógico, pela progressiva
desresponsabilização dos alunos, pela desvalorização do conhecimento e do
esforço, pela degeneração progressiva da exigência académica.
Estes anos de violenta mudança — invariavelmente construída sem os
professores, apesar dos professores e contra os professores — desembocaram
numa escola na qual nem professores nem alunos se reveem, onde já ninguém
se sente verdadeiramente realizado, verdadeiramente feliz. É um escola que nos
cansa, nos absorve, nos ocupa, de forma omnipresente; uma escola que nos
obriga a conviver com um crescente vórtice de funções e de tarefas; uma escola
que temos de levar para casa, quando não é ela que invade o nosso lar,
roubando-nos o sossego, o repouso, o salutar afastamento, o tempo familiar e
social; uma escola que nos impõe, quotidianamente, a frustrante sensação de
não estarmos a fazer o nosso melhor, porque há uma força que nos impele num
sentido muito diferente daquele que nós seguiríamos; uma escola que,
infelizmente, semeia e cultiva diariamente, em nós, fundamentadas dúvidas
sobre o futuro que estamos a preparar.
É desolador o quadro que, atualmente, se oferece a professores e alunos. As
novas, e infindáveis, vagas que assolam constantemente as escolas trazem
autênticas enxurradas de novas práticas, imediatamente instaladas no
quotidiano pedagógico, de novos instrumentos, que se multiplicam
descontroladamente e que são, por natureza, testemunhos de um conhecimento
mais efémero, que não teve de ultrapassar a barreira do tempo, que não teve
tempo de sobreviver às vicissitudes do esquecimento. É, em suma, a cultura da
superficialidade, dado que esta autêntica vertigem não dá a ninguém,
professores e alunos, o necessário tempo para ponderar devidamente, para
amadurecer as ideias, para aprofundar as aprendizagens. Tudo é feito no
instante e, cada vez mais, para o instante. Não pode ser luminoso o destino. É
este o miolo do mais profundo descontentamento dos professores, o fortíssimo
impulso da sua determinada e irreversível contestação.
O que contestam, então, os professores?

  • este regime de gestão, nada democrático nem capaz de educar para a
    democracia, bem pelo contrário, uma vez que, semeando múltiplos medos e
    freguesias afetivas nas escolas, é antítese de muitos dos valores ensinados na
    cidadania e nos tão queridos projetos que o ministro da Educação vai
    apadrinhando;
  • este anunciado (e já proposto) Conselho Local de Diretores, que é a cereja no
    topo do bolo deste cinzento regime de gestão, uma vez que vem reforçar os
    poderes daquelas figuras que a democracia não vê com bons olhos, atribuindolhes ainda mais capacidade de controlo dos subordinados, dando-lhes ainda
    mais poder discricionário; tornando-os ainda mais temíveis;
  • a subtração de seis anos, seis meses e 23 dias de trabalho árduo, sofrido;
  • o injusto estrangulamento do acesso ao 5.º e ao 7.º escalões;
  • a absurda e injusta avaliação docente, que transforma, administrativamente,
    um “Excelente” num “Muito Bom”, ou num “Bom”;
  • uma vida inteira de trabalho precário, com contratos sucessivos, sem
    vinculação, muitas vezes longe de casa, a troco de salários miseráveis, que não
    dão para as despesas;
  • anos e anos de perda de poder de compra, enquanto acumulam trabalho,
    incontáveis horas de serviço roubadas ao tempo social e familiar;
  • a exploração resultante das ditas horas da componente não letiva de
    estabelecimento de ensino, também essas sonegadas à redução efetiva do
    horário semanal em resultado da idade (a redução, agora, é apenas exploração
    e sinónimo de desgaste físico e psicológico, o que é contra natura);
  • a generalizada falta de pessoal não docente, sobretudo de técnicos
    operacionais, o que degrada a qualidade do serviço por eles prestado — de
    apoio ao ensino e não só — e a própria segurança dos alunos, fora das salas de
    aula;
  • a escassez de psicólogos e de professores de Educação Especial, em nome
    de uma escola efetivamente inclusiva;
  • o facilitismo crescente, que torna os alunos cada vez menos ambiciosos, menos
    empenhados, menos capazes de superação e menos autónomos;
  • a desresponsabilização crescente dos alunos, quer nas faltas (de todos os
    tipos), quer no seu processo de aprendizagem;
  • toda a burocracia inútil que lhes tem vindo a ser imposta, roubando-lhes tempo
    e paciência, desviando-os constantemente da sua missão pedagógica, do seu
    labor em prol dos alunos;
  • a sobreocupação de professores e alunos, na escola e em casa, com um semnúmero de pequenas inutilidades que cansam, saturam, muitas vezes
    inutilmente, sem a devida compensação a nível das aprendizagens;
  • todo este universo de fatores que contribuem para que, atualmente, já muito
    poucos jovens queiram ser professores, já pouca gente queira trabalhar nas
    escolas; para que haja cada vez mais turmas sem docentes, a cada vez mais
    disciplinas;
  • esta escola que prejudica os mais pobres, os mais vulneráveis, em vez atenuar
    ou corrigir desigualdades sociais, dado que transmite aos alunos o facilitismo, a
    falta de ambição; dado que não lhes transmite o valor da disciplina, da
    capacidade de sacrifício, do respeito; dado que não os prepara para a vida, que
    é cada vez mais dura, mais exigente, mais instável e mais precária.
    Professores e alunos, todos nos movemos numa espécie de mundo às avessas,
    onde a nossa inteligência e a nossa autonomia contam cada vez menos.
    Andamos no verso da nossa vontade e da nossa clarividência. Parecemos
    marionetas de um tempo que nos banaliza. Os alunos não, mas nós, os
    professores, temos uma enorme responsabilidade sobre os ombros e uma culpa
    que, inclementemente, nos espera. Por eles e por nós, temos a obrigação de sair
    desta masmorra, porque nós somos professores. Somos professores! Os alunos
    não, mas nós temos a obrigação de lutar, de lutar até a nossas forças e a nossa
    inteligência se esgotarem, para mudar este rumo, para termos uma escola
    melhor, que sirva efetivamente os interesses e as legítimas expectativas
    daqueles que dão pleno sentido à nossa existência. Por nós, pelos alunos, por
    Portugal, temos esse dever!
    Braga, 03 de fevereiro de 2023

Luís Fernando Ribeiro da Costa,Professor do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado, Braga
luisfernandoribeirodacosta@gmail.com
Lídia da Conceição Capelas Fernandes Costa, Professora do Agrupamento de Escolas de Prado, Vila Verde, Braga
lidiacfc@gmail.com

Acordo de princípios com os sindicatos – a proposta do ME

Escola Portuguesa

O documento não foi apresentado na reunião aos sindicatos, mas apareceu entretanto a circular nas redes sociais. Publico-o sob reserva, pois não o encontrei ainda divulgado por nenhum dos intervenientes nas negociações.

Atente-se nos pontos 9 e 10, onde a dança interconcelhia de professores do quadro, sob a batuta do conselho de directores, fica legalmente consagrada. A moeda de troca para a vinculação de 10 mil contratados é a possibilidade de mobilidade forçada para 100 mil docentes do quadro.

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Carlos Santos no facebook


Não sendo a primeira vez em que assisto a responsáveis por organizações de professores proferirem declarações infelizes, hoje consegui mesmo ficar indignado. Em horário nobre televisivo, um dirigente manifestar-se contra este género de greves, ou alimentar descrédito à greve sustentando a ideia de que, alegadamente, serão os assistentes operacionais a fecharem as escolas em vez dos docentes, é ofensivo para os esforços físicos e financeiros que os professores têm vindo a fazer desde há mês e meio.
Há uma guerra aberta entre os profissionais das escolas e o ministério da Educação que tem os sindicatos como intermediários. Mas é-se obrigado a admitir que há sindicatos que ainda não conseguiram ler a realidade e aperceber-se de que esta luta é dos professores. Não conseguem ver que, nas greves com manifestações à frente das escolas e nas manifestações em Lisboa de 17 de dezembro, de 14 e 28 de janeiro, surgiu uma grande novidade – praticamente não se viram cartazes sindicais. Não foram capazes de escutar os professores afirmarem repetidamente que este é um movimento de luta dos professores.
Incapazes de ver que são professores que estão a lutar pelos seus direitos, limitam-se a contabilizar o número de participantes nas diversas formas de contestação marcadas por organizações alheias com o anseio de que não consigam superar as suas. Quase se poderia dizer que existe o desejo de que a outra fação sindical fracasse, para daí tirarem proveito próprio, não se importando que isso represente uma derrota para os próprios professores. São, estas, muitas vezes apenas a expressão do desespero pela perda de protagonismo, como se isso tivesse algum interesse para uma classe que, neste momento, atravessa uma situação assaz difícil.
Em quê que isso contribui para resolver os problemas dos professores?
Qual o contributo para a unidade que se exige neste momento tão difícil?
Não me revejo nestas vozes que não perdem uma oportunidade para atacar um sindicato rival, não compreendendo que, com esse comportamento, estão a prejudicar a luta dos professores.
Ainda que seja impossível que todos concordem com tudo o que os outros dizem e defendam, ou nas formas de atuação, cada um de nós, especialmente aos líderes sindicais – com responsabilidade acrescida nesta luta – deveriam ter o bom-senso de, muitas vezes, ficarem em silêncio num momento em que o único adversário é o governo.
Lamento que a cegueira e os interesses corporativos se sobreponham aos esforços e sacrifícios de toda uma classe. Uma luta que está muito acima de qualquer camisola sindical ou partidária, pois é uma luta de professores, pelos professores. Aos representantes dos professores, cabe-lhes, apenas, acompanhar e apoiar o sentimento de luta e não colocar interesses particulares que prejudicam os objetivos da classe.
Numa ávida angariação por associados e de protagonismo mediático neste momento contestatário, entre sindicatos mais interessados em poderem dizer que “a minha luta é melhor do que a tua”, a imprudência é tal, que nem reparam que o preço a pagar possa vir a ser a derrota total para os professores.
Com este comportamento fratricida, estarão a dar prioridade na defesa do interesse dos professores ou dos seus próprios interesses?
Incompreensivelmente, esta atitude obstinada que impede que ponderem o apelo dos professores à união neste momento difícil, aliada a estes umbiguismos sindicais, acaba por fazer um enorme favor ao governo que, assim, vê o seu trabalho facilitado.
Esta troca de recados entre sindicatos, por meio da comunicação social, que torna cada vez mais audível uma guerra surda entre eles, já começa a ser inadmissível. Pessoalmente, enquanto professor que, como tantos outros, tem feito sacrifícios nesta luta, começo a experimentar um certo sentimento de traição.
Só é lamentável que, num dos maiores movimentos de luta da classe, no qual os professores estão mais unidos do que nunca, sejam os sindicatos quem está dividido com total incapacidade de terem a humildade de se unirem para bem de quem representam.

Luís Sottomaior Braga sobre a entrevista de MN

Doente, com uma valente dor de cabeça, só vi isto agora.

Fiquei muito triste.

Ó Mário, devias ter vergonha! Com esta entrevista pões-te ao lado do governo, de forma clara e indiscutível.

Além da sobranceria elitista e preconceituosa face às pessoas que não são professores e que trabalham contigo nas escolas (pois, esqueci-me tu não trabalhas numa escola…).

A dizer umas coisas para não parecer, mas claramente à espera do “acordo possível”, vindo da luta “que não é preciso fazer” .

Eu percebo, o PCP no seu atual estado catatónico, não pode largar o osso…..

E tenta ganhos rápidos para não expor como matou o sindicalismo com o seu controleirismo vindo do pacto subtil de 25 de Novembro de 75….

(50 mil associados, onde? Provas isso, Mário? Ou é como os números dos planos quinquenais?).

Mas alguém, no seu perfeito juízo acha que a Fenprof sindicaliza metade dos professores que existem?

E os jornalistas comem e calam. Até podia dizer que tinha na Fenprof um sindicato de unicórnios….

Mas, digas o que disseres, o teu acordo, que ia sair para Março, e que já dizes que está meio alinhavado, só anda se nós concordarmos.

Desta vez, não vais assiná-lo nos intervalos de umas dentadas numa pizza.

Vai haver debate e votos contados, não duvides. E tempo para meditar nele.

(processo em 2026 sobre regras das regiões autonomas? Porque não já? O PC e seus deputados não conseguem convencer outros a pedir a inconstitucionalidade das normas por violarem o princípio da igualdade? Até 2026, eu e tantos outros perdemos cada um 48 meses sem os 6 anos e picos repercutidos.. Uns 25 mil euros acumulados….que valem salário, mas que por faltarem farão de nós reformados pobres).

Haja calma não é? Tu já estás no 10º escalão….

Vai pensando no teu acordo, mas, desta vez, não o impões a distraídos e iludidos.

E isso é que é “o novo sindicalismo” de que desdenhas, entranhado nos teus vicios habituais. Nele, não se pratica o centralismo democrático. E vota-se.

O plenário mais pequeno em que participei foi há uns anos, um do SPN…. Dos 50 mil eramos 7, incluindo eu e o controleiro, que veio de Guimarães dizer-me o que pensar das propostas mal alinhavadas do sindicato. Era o possível, dizia ele.

Demiti-me no dia seguinte. E era a 2ª oportunidade do teu modelo.

Quando traiste a greve às avaliações decidi apostar na alternativa que se aguentou na luta.

Acordos, debatem-se e votam-se para aceitar ou recusar. E pode ser que surja o impossível.

Mário, ganha juízo e não penses que somos parvos…. Já todos percebemos o que te perturba.
Não controlares a opinião dos que lutam por estarem auto-organizados em cada escola. Esse sempre foi o problema de todos os bolcheviques.

O partido não controla, a luta não presta.

Esta presente pode ter fragilidades mas é das escolas e tem raiz nelas. E isso é a sua maior força. Tanta que te atrelaste.

Pode haver quem queira turvar isso mas os professores, classe de gente instruída e inteligente não deixarão.

No meu caso, ficas com a certeza de que não lutei tanto, e tantos anos, para me livrar da tutela da tua preponderância pública como “pai dos professores” para me deixar cair noutras….

E sei que somos a maioria….
O André Pestana nunca será compáravel a ti.
Porque nunca poderá fazer o que já fizeste.

Creio que não quer, mas se quisesse não podia.

E assim é, neste momento, melhor do que tu.

Costa mínimo #servicosminimos #educacao #democracia #professores #liberdade #greve #professoresemluta #fenprof #stop

Agrupamento do autor do texto!

Pedro Castro em comentário no “quintal” do Guinote

Estes serviços mínimos estão a tornar-se em serviços máximos. Perante esta arbitragem, por ignorância, ou intencionalmente, pretende-se desencorajar a greve do S.TO.P, isolando-o perante os outros sindicatos e consequentemente desencorajando os professores de prosseguir com esta determinação.

Dividir para reinar é o lema do governo PS, que está nas tintas para a grave situação da escola pública, que caminha alegremente para o abismo a par do SNS…