João Costa no Expresso

https://expresso.pt/sociedade/2021-09-20-Recuperar-com-autonomia-e-recursos-20a6961e

O ano letivo 2021/2022 arranca com a certeza de que, pelo segundo ano consecutivo, estamos não apenas a cumprir a missão natural da escola, mas também a mitigar os efeitos da maior crise que assolou o nosso sistema educativo. A pandemia afetou os alunos nas suas aprendizagens, aumentou desigualdades e gerou ansiedade, perdas e instabilidade.

Consciente do enorme desafio, o Ministério da Educação alocou um conjunto significativo de recursos humanos para a recuperação das aprendizagens logo no ano letivo de 2020/2021. Previstos apenas para um ano, foram agora prorrogados e reforçados. O crédito horário das escolas, o conjunto de horas que as escolas dispõem para medidas de promoção do sucesso escolar, foi reforçado. Foram contratados mais de mil técnicos especializados (psicólogos, assistentes sociais, educadores) para a implementação de planos de desenvolvimento pessoal, social e comunitário, criados por cada uma das escolas. Foram atribuídas horas, este ano duplicadas, para a coordenação das Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva. Foi alargado o apoio às Escolas TEIP, com mais horas de trabalho e estendendo o programa às escolas com uma taxa relevante de alunos migrantes. O programa de tutorias, iniciado em 2016, foi alargado para incluir mais alunos, o que implicou um reforço significativo do número de professores tutores. As escolas têm, assim, desde 2020, um aumento de professores e técnicos para fazer face aos desafios colocados pela pandemia…

Greve do STOP continua até dia 22

………Vimos por este meio informar que, 20 setembro, às 8h30 os Profissionais da Educação encerrarão a Escola Básica 1 da Conchada (Coimbra) devido à sua adesão à greve.

Escola Portuguesa

View original post mais 114 palavras

Uma afirmação desta gravidade exigia mais ação

O Secretário-geral da FENPROF sublinhou que, em Portugal, os professores são os protagonistas de um sistema em que o ministro não passa de um figurante. Por isso, a 5 de outubro, Dia Mundial do Professor, os docentes vão estar na rua para exigir melhores condições de trabalho e respeito pela profissão.

A rotina sindical que talvez adicione a esta jornada de luta uma greve a 4 de Outubro, já teve melhor dias! Honra seja feita ao S.TO.P que tem sido consequente com a gravidade da situação da atividade docente e não docente nas escolas.

Santana Castilho no Público

… Muitas das crianças que estão a ser violentadas na escola por regras sem sentido, serão enviadas para restauro muitas vezes ao longo da vida. Porque, embora não o manifestem de modo a que os adultos o entendam, mais do que nunca sentem-se assustadas na escola. Porque os perigos sanitários a que as poupamos são nada quando cotejados com os custos garantidos dos défices motores, mentais e emocionais que estamos a infligir ao seu desenvolvimento são. E não há vacinas que as protejam das chagas deixadas pela imobilidade forçada, pelos recreios livres suprimidos e pela habituação à inexpressividade de rostos mascarados dentro das quatro paredes das salas, onde passam a maior parte da vida que lhes estamos a roubar. Tantos constrangimentos e tantos isolamentos só podem fazer mal, mais mal do que aquele que evita uma escola tão protectora, mas tão pouco amigável.

No primeiro ciclo só no 4º ano alguns alunos têm máscara, felizmente!