“Os professores têm de ser ensinados a gerir a indisciplina nas salas de aula” no blog – Na minha opinião

Depois de alguns comentários queria apenas dizer que considero que a indisciplina é a falta de educação que deve ser dada em casa.

Mais considero que o professor não tem, ou não devia impor disciplina nenhuma, isso deve estar intrínseco em cada aluno que frequenta a escola!

Tudo o que aconteça que não seja um respeito imediato ao professor, ao adulto, à “autoridade” é uma inversão de valores…acrescento ainda que, mesmo estando globalmente de acordo com a evolução da escola adaptando-a à realidade, a escola não deve ser um circo, o aluno que vai para uma sala de aula não deve ir com uma postura de “vamos lá entreter-me aqui um bocado” e se isso não for alcançado é indisciplinado…

Achar que a indisciplina é antónimo de dificuldade na aprendizagem não é mais que arranjar mais uma desculpa para o “menino”, a dificuldade na aprendizagem não deve ser vista como produtora de indisciplina, é precisamente o contrário, a indisciplina leva a dificuldades de aprendizagem!

O respeito pelo outro, mais ainda pelo adulto, mais ainda por um professor deve ser regra inquestionável…quem disser o contrário está a entrar por um caminho perigoso!

A relação pedagógica é importante para o processo de ensino-aprendizagem, não deve ser associada à indisciplina, essa devemos associar à educação que é dada, ou não, em casa!

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Contra a indisciplina nas escolas, de nada valem documentos como o Estatuto do Aluno, segundo especialista que defende que o problema se combate com a promoção do sucesso escolar

Falar alto na sala de aula, insultar o professor, não responder: a indisciplina nas salas de aula aumentou, embora esteja longe de atingir proporções preocupantes em Portugal. Mas, porque são “atitudes de baixo impacto mas elevada frequência”, professores e pais partilham uma percepção muito negativa e inflacionada do problema. Soluções? “Atacar o problema do insucesso escolar e garantir que os docentes recebem formação em orientação e gestão de salas de aula”, responde João Lopes, doutorado em Psicologia da Educação e um dos oradores da conferência Indisciplina na Escola que decorre hoje e amanhã – em Lisboa e Braga, respectivamente.

Promovida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, a palestra conta ainda com a participação de Dorothy Espelage, uma norte-americana especialista em bullying, e procurará responder a questões como: há mais indisciplina do que há alguns anos atrás? Estratégias como a expulsão da escola resultam ou pioram o problema? O insucesso dos alunos é maior porque eles são indisciplinados ou eles são mais indisciplinados porque têm insucesso? Ora, para João Lopes, tornou-se claro que “os alunos portam-se mal porque têm insucesso académico”. Daí que o professor na Universidade do Minho defenda que a solução para o problema reside na promoção do sucesso escolar. “Muita da indisciplina é uma reacção ao facto de o aluno estar numa sala sem conseguir acompanhar a aula”, explicita.

Mas as soluções não se esgotam aqui. Para prevenir o problema, mais do que apostar tudo na reacção punitiva, seria necessário que os professores aprendam a gerir uma turma. “Seja na formação inicial ou na formação contínua, os professores têm de ser ensinados a organizar o grupo, estabelecer regras, rotinas, procedimentos, formas de participação e de circulação na sala de aula. Quando isto falha, gera-se indisciplina”, concretiza o especialista, para lembrar que “não se pode pensar que os professores sabem organizar uma aula porque andaram na escola, até porque os alunos têm hoje comportamentos que eram impensáveis há quarenta ou cinquenta anos atrás”.

Hoje há mais indisciplina nas escolas? “Como não poderia deixar de ser”, adianta. E explica: “Hoje em dia, toda a gente está na escola até aos 18 anos. Há cinquenta anos atrás, na quarta classe, 40 ou 50% dos alunos já estavam eliminados. E, portanto, os que chegavam ao liceu já iam com motivações completamente diferentes”. Por outro lado, o que ajuda também a explicar o agravamento da indisciplina é a mudança nas relações sociais. “As relações entre pais e filhos horizontalizaram-se, isto é, deixaram de ser tão hierárquicas e muitos pais começaram a ter mais dificuldade em controlar os miúdos em casa”. E não, a culpa não é dos pais nem da falta de tempo destes para os filhos. Até porque “o tempo disponibilizado pelos pais para os seus filhos é hoje incomparavelmente superior”. A mudança é, isso sim, cultural. “Antigamente, as mesas das refeições eram quadrangulares e os pais ocupavam o topo, hoje tendem a ser redondas. Nas salas de aula, por outro lado, desapareceram os estrados para os professores, não por uma questão técnica ou arquitectónica, mas por causa das diferenças na representação do poder”. São transformações lentas que levam a que os alunos comecem “a confundir os papéis e a ter mais dificuldades em ver no professor alguém que é substancialmente diferente do resto da turma”.

Contra isto, de pouco valem as constantes reformulações do estatuto dos alunos e a reivindicação do reforço da autoridade do professor na sala, diz João Lopes. “São documentos com dezenas e dezenas de páginas, logo inócuos”. Para Lopes, “há a autoridade que a sociedade confere e há aquela que os professores ganham” no quotidiano. E para garantir que esta existe basta “meia dúzia de regras, que têm de ser deixadas claras logo no primeiro dia”. Depois, perante um cenário em que um aluno insulta um professor, a reacção deve ser “rápida, directa e muito visível”, do género expulsar da sala de aula e suspender o aluno, se for preciso. O que não se pode fazer “nunca, mas mesmo nunca”, é deixar passar em claro, “porque é a acumulação de pequenas coisas que torna difícil a vida dos professores”.

Fonte: Público


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Chamar à democracia “sistema” e depois ser contra o “sistema”

Sim, mas este discurso redondinho e bonito não anula o meu desespero por terem mudado as regras a meio do jogo e alterarem 6 anos da minha vida.

A Estátua de Sal

(Pacheco Pereira, in Público, 16/02/2019)

JPP Pacheco Pereira

Um dos mecanismos do discurso do crescente populismo português é apresentar-se como “anti-sistema”. É um discurso que começa na direita mais radical, passa pela extrema-direita e pela extrema-esquerda, e mergulha profundamente nas cloacas das redes sociais e dos comentários. Funciona como atestado de honestidade própria versus a ladroagem alheia, e mete no mesmo saco da cupidez toda a gente que está na mesa do café virtual ao lado, até aos confins do mundo. Apenas fica como pilar de honestidade a mesa própria em que o autor de comentários zangados com o “sistema” está sentado e, mesmo assim, quando sai alguém, fica logo fora do halo de santidade, a dois metros do epicentro da virtude.

É um discurso cada vez mais comum na comunicação social, que molda a sua actuação pelo populismo, pelas audiências e as vendas, pelo sensacionalismo e pelo justicialismo, com “procuradores”…

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Contestação à fenprof sobe de tom

Florbela Mascarenhas partilhou uma ligação.

Moderador · 10 h

Ora aí está o que referi no meu post acerca do crowdfunding e da resposta que obtive destes sindicatos.
Mantém-se a certeza de que não poderemos contar como já vem sendo hábito com uma verdadeira luta pela causa dos professores da parte da Fenprof. 
O que seria do Mário Nogueira e dos seus comparsas se todos os colegas de desvinculassem deste ninho de vespas?!!! Proponho seriamente uma desvinculação em massa.

DA FLEXIBILIDADE AO ENVELHECIMENTO PRECOCE – Luís Costa

Muito se tem falado ―embora nem sempre com as melhores intenções ― do envelhecimento da classe docente. Todavia, há um envelhecimento ainda mais dramático: o do ensino.

Custa imenso ver a Escola Pública a definhar ainda mais do que o seu “tão envelhecido” corpo docente. Se envelhecer é, mais do que os anos acumulados, sobretudo uma questão de degenerescência geral, então o que está a acontecer à nossa Escola Pública é puro e acelerado envelhecimento. Tudo está a amolecer, a esbater-se, a tornar-se mais indefinido, menos rigoroso, menos exigente… É uma espécie de progéria geral: deterioração dos conhecimentos, dos valores, das atitudes, das relações interpessoais…

Mais do que os professores, do que os funcionários e do que os próprios edifícios escolares, envelhece tragicamente a Escola Pública. Aquilo a que, eufemisticamente, chamamos flexibilidade não passa de flacidez, frouxidão, osteoporose e demência.

Blogue de Paulo Guinote bloqueado depois de críticas ao governo – Sol

https://sol.sapo.pt/artigo/646349/blogue-de-paulo-guinote-bloqueado-depois-de-criticas-ao-governo-

Minutos após esta publicação, todos os textos de Guinote no blogue desapareceram e, até ontem à hora de fecho desta edição, continuavam bloqueados, contou ao i o professor que aguarda explicações ao Facebook.

Guinote conta que esta foi a primeira vez que foi bloqueado, mas que já tinha passado por alguns momentos de tensão com ameaças anónimas.

a m/nota: Desapareceram os links no facebook com acesso ao público e não os textos.

Luís Costa – A cartilha antigrevista do governo

1- Instala a hipocrisia negocial, fazendo cedências simbólicas, mas sendo arrogantemente intransigente no que é a verdadeira substância das reivindicações. O Governo já decidiu, há muito, quem são as “ovelhas do regime”. É com o seu sacrifício que erguerá e manterá o altar orçamental.

2- Saturados da parede governamental, os servidores do Estado são obrigados a endurecer a greve. E Governo mantém a fachada social do falso apelo à negociação. Paralelamente, lança campanhas de desgaste da imagem pública da classe reivindicadora, procurando virar a opinião pública contra ela. É já um padrão do qual fazem parte notícias que, partindo de um caso particular negativo (ou vários), se faz o alastramento e a generalização da mancha.

3- Se a greve atinge um ponto culminante, o Governo “bota a mão” à Justiça e atira-a contra os grevistas. Estanca imediatamente o fluxo negativo provocado pela greve, e depois… logo se vê. Aprendeu com a greve às avaliações, no final do ano letivo transato, e replicou agora o procedimento na greve dos enfermeiros. Mais tarde, no caso dos professores, o Tribunal decidiu que o Governo tomara decisões ilegais, mas… entretanto… já tudo voltara à (a)normalidade, apesar das facadinhas na Democracia e no Direito. Veremos o que acontece com esta requisição civil dos enfermeiros.

Só é realmente muito estranho (mas muito mesmo) que estes “democracídios” sejam obra de um Governo descendente de um dos pais da nossa democracia!

Post do Paulo Guinote em O Meu Quintal que o Facebook censurou dizendo que desrespeita os padrões da comunidade

Aqui fica pela cobardia de quem denuncia usando de censura partidária ou interesses ainda mais obscuros.

Post do Paulo Guinote em O Meu Quintal que o Facebook censurou dizendo que desrespeita os padrões da comunidade: 
“A Escalada Enfermeiros/Governo
FEVEREIRO 9, 2019 ~ PAULO GUINOTE
O conflito entre os enfermeiros e o Governo assumiu uma faceta inédita entre nós nos últimos 40 anos. Com raríssimas excepções, a conflitualidade laboral foi enquadrada numa lógica herdada do marxismo, mais ou menos leninista, mas sempre com uma dose suficiente de boas maneiras e pragmatismo, mesmo quando o tom das declarações públicas parecia muito exaltado. No fundo, o esquema dicotómico com os mesmos actores e o mesmo tipo de acções dominou sempre a acção sindical, com os sindicatos a enquadrarem com punho firme qualquer tentativa de escapar à coreografia habitual, colaborando nesse aspecto com o poder político, independentemente das sucessivas inclinações políticas. Mais ou menos “radical” o nosso sindicalismo tem sido sempre convencional e conservador. Mesmo quando se afirma de linhagem revolucionária, tem horror a tudo o que perturbe a ordem dos autocarros e bandeirinhas.

O que a contestação dos professores não conseguiu levar adiante, para além desta ou aquela iniciativa mais heterodoxa, está a acontecer com os enfermeiros que, goste-se ou não, estão a levar a sua luta a sério, para além das conveniências dos acordos de cavalheiros de bastidores que sempre acabaram por resolver todas as disputas no passado mais ou menos recente. A exploração até aos limites da via jurídica é apenas um exemplo. Assim como a forma de se financiar uma greve entrou de forma decidida nos mecanismos disponíveis no século XXI, pois não me parece “ilegal” que qualquer cidadão se disponha a apoiar uma causa que considere justa.

Contra isso, mobilizou-se a apatia de uns e a militância de outros. A “Direita” perdeu a capacidade de apelar a qualquer tipo de espírito de “maria da fonte”, a menos que estejam em causa subsídios aos privados (na Educação ou Saúde) e a “Esquerda” revelou até que ponto define a sua aprovação política e moral das lutas laborais à conformidade com o seu guião.

É lastimável que o conflito tenha derrapado para uma campanha de maledicência pura e dura, como em outros tempos foi dirigida aos professores, com a conivência da tal “esquerda radical” que aproveitou para mostrar como ainda não desaprendeu das velhas tácticas de agit-prop. É embaraçoso ver representantes do PCP e do Bloco a dirigir críticas sem qualquer prova concreta a apoiá-las (seja a das “mortes” por causa das greves, seja a das tenebrosas fontes de “financiamento”, como se tivesse a mínima moralidade nesse aspecto quem por exemplo, não quer que se conheça quem financia as suas festas), a atacar uma classe a partir de este ou aquele “rosto” seleccionado para a demonizar e a ampliar uma estratégia de instrumentalização do aparelho de Estado por parte do Governo para combater uma classe profissional que não alinha em passeatas e cantorias à porta dos ministérios. Ainda não percebi se acham que os enfermeiros são uma cambada de idiotas instrumentalizados por uma teia de interesse privados tenebrosos, se o acesso à profissão é apenas permitido a quem seja de “extrema-direita”. Não são os enfermeiros que estão a degradar o SNS, como não foram os professores a degradar uma Escola Pública que, de excesso de oferta, passou a não ter professores disponíveis para os alunos que existem, em virtude da campanha desenvolvida para amesquinhar a profissão nos últimos 15 anos.

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No meio disto, o PR meteu a sua pata afectuosa na poça ao dizer algo sem qualquer sentido, ou seja, que as greves só podem ser financiadas por fundos dos sindicatos que as convocam e que não poderão ser apoiadas externamente, o que, de certa forma, significa que a “sociedade civil” não pode manifestar o seu apoio a uma dada causa. Ora… em tantos anos, tirando o aluguer de autocarros e distribuição de panfletos e bandeirinhas, nunca assisti a qualquer greve que, no caso dos professores, tenha tido qualquer apoio financeiro dos respectivos sindicatos. Os “fundos de greve” são dinamizados localmente, com sindicalizados ou não a contribuir por igual para uma repartição equitativa, independentemente de quotas pagas.

Sim, o “sistema” não vai ter quaisquer contemplações com os enfermeiros e a campanha irá tornar-se ainda mais negra/suja porque se percebe que, depois dos professores, é a vez dos enfermeiros serem domesticados. Com aqueles, a colaboração dos sindicatos tem sido preciosa, bastando ver como os façanhudos da Fenprof tiram o apoio a qualquer iniciativa independente para recuperar o tempo de serviço no Parlamento, centro da democracia representativa, com estes, parece-me que as coisas vão entrar mesmo num nível completamente novo, com as máquinas do governo e dos operacionais da geringonça unidas numa mesma luta para que os enfermeiros “percam o apoio da opinião pública”.