Plano do dia 11 de fevereiro

Matemática – Revisão dos ângulos retos, obtusos e agudo. Ângulos verticalmente opostos e ângulos adjacentes.

Português – Leitura e interpretação do poema “Noite” página 74/75

Estudo do Meio – Os astros, os rios e as maiores elevações.

faltas: Tomás e Mariana Calisto

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De como Natália previu a ida de Marcelo ao bairro da Jamaica

A Estátua de Sal

(Por Carlos Esperança, 10/02/2019)

natalia

Com um quarto de século de defunção, ressoam ainda os versos iconoclastas, de rara beleza, que fizeram da lutadora pelos direitos humanos e a igualdade da mulher uma personalidade singular e escritora de exceção.

Houve sempre, em Natália, demolidora de mitos, que rasgou convenções, a paixão desmedida, o desassombro e a verrina. Era uma mulher que enchia os espaços por onde circulava, abalroava o moralismo e reduzia à insignificância os moralistas e trogloditas que se julgavam referências éticas e sociais.

O deputado João Morgado, luminária do CDS vinda de Lamego para comunicar ao País que o ato sexual só era legítimo para fazer filhos, sentiu que o humor inteligente derruba a hipocrisia e põe a nu a superficialidade de um catequista paroquial.

Nos seus versos repentistas, pôs o Paramento a rir e o CDS envergonhado:

Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim…

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A indisciplina e a falta de regras são fatores destruidores da educação

Sou professor aposentado, mas continuo muito atento a tudo aquilo que acontece nas nossas escolas, pois transtorna-me e fico muito entristecido quando algo de menos correto, na minha opinião, se passa nestes ambientes educativos e que é preciso pôr um ponto final para que não percamos o que de bom ainda existe.

Ao longo da vida, somos aculturados e a nossa integração vai sendo feita de acordo com a nossa carga genética, a nossa família, a escola, os nossos amigos e de todo o meio que nos envolve.

Isto, desde o nascer até morrer, somos fruto dessas envolvências e, durante este nosso caminhar, temos fases etárias muito mais influenciáveis por tudo aquilo que nos rodeia e a que Freud chama “o superego”.

Cada um de nós, fazendo essa retrospetiva, não precisa de recorrer a qualquer “enciclopédia” para fazer essa dedução. Somos, nesta vertente, fruto da educação e da orientação que tivemos na formação da nossa personalidade.

O que referi, vai servir de preâmbulo para o assunto que vou desenvolver e que me preocupa sobremaneira! Escolhi uma profissão que, continuamente, abracei com muito empenho e muito carinho e que, tenho a certeza, a grande maioria dos meus colegas, assim como todo os outros agentes educativos, também sente isso, pretendendo dar o seu melhor pelos seus educandos como de filhos se tratassem.

É isso que sempre aconteceu e acontece, trabalha-se em função dos alunos e nada acontece na escola contra os alunos. Pode haver uma ou outra exceção, mas testemunho que é muito difícil isso acontecer. O que não pode haver é, por vezes, interpretações erradas de certas atuações que são necessárias para se cumprirem as regras estabelecidas para bem de toda a comunidade educativa.

Fui, durante muitos anos letivos diretor de turma e, alguns, coordenador dos diretores de turma e sempre admirei a ligação entre a casa e a escola, o empenho, a presença assídua dos encarregados de educação, sinal de envolvimento e no grande auxílio que prestavam e, felizmente, muitos ainda prestam às escolas e a si próprios, porque estão a “cultivar” o seu futuro, preocupados com o amadurecimento do seu fruto.

Sabiam, no geral, distinguir as competências de cada agente educativo, respeitavam as regras estabelecidas pelos órgãos de cada estabelecimento escolar, sequenciavam, aprovavam e motivavam os seus educandos no processo de ensino/aprendizagem.

Reconheciam as competências dos professores e aceitavam as suas orientações científico-pedagógicas, incentivavam os seus educandos a acatar o cumprimento de regras por qualquer educador dentro do espaço escolar.

Hoje, nota-se uma grande decadência, felizmente, longe de ser geral, mas já é caso para perguntar: Para onde caminhamos com tanta indisciplina? Para onde caminhamos com certos encarregados de educação a pôr em causa os ensinamentos e as diretrizes dos professores, dos auxiliares de ação educativa e da própria direção das escolas?

Para onde caminhamos com alguns pais com a autoestima exagerada querendo ensinar aquilo que não sabem, pondo em questão ensinamentos dos docentes? Para onde caminhamos se não confiamos nos nossos agentes educativos que continuam, tal como no passado, a quererem o melhor para os seus alunos?

Para onde caminhamos com alguns pais a impedirem que os seus filhos, com dificuldades de aprendizagem, assistam às aulas de apoio?

Para onde caminhamos com tanta falta de educação, mesmo no interior dos recintos escolares, maltratando colegas/alunos, auxiliares da educação e, mesmo professores, proferindo palavrões nos recreios e cenas pouco recomendáveis num espaço de formação educativa?

É tempo de não deixar avançar essa virose que está a contaminar e a destruir tantos valores. Já há casos de alunos que sofrem de bullying por quererem aproveitar o seu tempo, respeitando as regras.

É preciso que os pais continuem a ser os primeiros grandes educadores dos seus filhos, educando-os para além do aconchego familiar, sabendo orientá-los, de uma forma sequencial, acatando as regras dos estabelecimentos escolares.

Se esse fio condutor, entre a escola e a família, for quebrado assiste-se a uma falta de equilíbrio que afeta o sucesso do educando, a sua motivação, destruindo o bom ambiente das escolas, multiplicando a desordem e contagiando outros alunos.

Salvador de Sousa, in Diário do Minho 4-2-2019 

Sou Mesmo Bruxo!

Ficarão as provas de aferição que, vamos lá ser sinceros, só têm servido para alguns reclamarem mais horas no currículo do 1º ciclo.

O Meu Quintal

Eis o projecto do próximo mandato da geringonça. O PS não adere já apenas por achar que o assunto ainda não está maduro, mas é só achar que o povo já engole tudo.

Bloco vai propor fim dos exames do 9.º ano

Deputada Joana Mortágua fez o anúncio durante o debate das recomendações do CDS e do PCP para que o Governo estude a reorganização dos vários ciclos de ensino, desde o básico ao secundário. O PS alega que o assunto não está no programa de Governo.

Já o tinha previsto esta semana e enviei ontem um texto para sair daqui a dois sábados sobre rankings e transparência em que falo disto mesmo. Prepara-se o fim de tudo que permita uma avaliação externa do desempenho dos alunos e das escolas no Ensino Básico, num salto espectacular para o passado, directamente para meados dos anos 90, a época dourada de alguns…

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Plano do dia 8

Matemática – Polígonos regulares, Situações problemáticas.

Português – Ficha solta (poema) treino da compreensão

Tutoria – Leitura


 O Menino Azul
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meireles




  • faltas: Gonçalo, Rebeca, Martim, Doriann, Bianca e Bruno Inácio

Luís Braga FENPROF: O tiro no pé de quem deserta da batalha

Por Luís Braga – 7 Fevereiro, 2019 

Um dos meu filmes favoritos é o poético e romântico “Long Dimanche de Fiançailles”, um filme francês que gira à volta da história de um soldado da 1ª guerra, que teria dado um tiro em si próprio para fugir à batalha. Por causa disso, pensamos ao longo de todo o filme que foi fuzilado, passando-se a trama à volta da busca iniciada pela sua namorada e da narração das várias versões de várias testemunhas sobre o que se terá passado. O filme tem uma cor linda, fala de temas que me interessam muito (a injustiça da pena de morte, as várias faces da verdade, a coragem de não desistir), além da música e da Jodie Foster. Estava a começar a escrever e confesso que não me lembro se o tiro que o soldado deu foi no pé ou na mão. Não fui confirmar, mas isso até pode ser um pretexto para sugerir verem ou reverem o filme. Mas vamos assentar que a minha 1ª memória pode estar certa: o tiro foi no pé.

A ILC, ilegal? E não haver negociação, é legal?

Esta abstrusa conclusão, digna de almas já danadas pelo sabor da traição, aos que dizem servir, baseia-se na ideia de que, como o orçamento “impõe” negociação não pode o parlamento fazer de outra maneira.

Agripina Maltinha explica as reformas antecipadas

Em relação à pré reforma dos funcionários públicos… Explico porque há quem teime em não entender
Primeiro:
Se for com 56 antecipa 10 anos. Logo receberá menos 6×10+14%= 74%. O que significa que aos 56 só recebe 25% do salário
Continuando…
Aos 60 anos de idade antecipa 6 anos. Logo receberá menos 6×6+14=50%. O que significa que aos 60 so recebe 50% do salário
Aos 65 (continua a ser antecipada) recebe menos 6+14= 20. Ou seja aos 65 recebe menos 20% do salário
A única diferença em relação aos privados (é que aqui passou ao lado) é a seguinte:
Supondo que eu saio aos 60. Recebo só 50%do salário. No ano seguinte já recebo mais 6% e no ano seguinte mais 6 e continua. Isso significa que aos 66 já atingi quase o total (14% não me livro, e o fs)
É posso reformar me com apenas menos 14/20% do salário.
Numa reforma antecipada eu ficaria com aquele valor (onde parei) para o resto da vida.

O pesadelo – Luís Costa

O pensamento dos professores deveria estar focado nas matérias a lecionar, nas atividades a desenvolver, nos materiais pedagógicos a produzir, nas aprendizagens a proporcionar, na correção e avaliação dos trabalhos dos alunos, na avaliação constante de toda a sua ação pedagógica. Esta seria a ocupação de um professor, de um verdadeiro professor. Mas, infelizmente, é cada vez menos assim, porque, tragicamente, os professores estão em vias de extinção, em Portugal.

O pensamento e a ação dos professores está a ser progressivamente colonizado por um exército de preocupações e de tarefas paralelas, marginais, de caráter administrativo, que os desviam constantemente da medula do seu trabalho: a pedagogia. É um autêntico silvado, viçoso e vigoroso, que os amarra cada vez mais, impedindo-os de pensar e exercer a sua ação. É um nunca-acabar de iníquas inutilidades que distraem, desviam, desgastam, cansam, saturam, exaurem, descaracterizam, desprofissionalizam, subalternizam, subjugam, escravizam… matam os professores, matam o Professor. E ninguém consegue travar esta maquiavélica máquina de tortura: os soldados, porque têm de obedecer às ordens dos sargentos; estes porque têm de obedecer às ordens dos tenentes; estes porque têm de obedecer às ordens dos capitães… E assim… sucessivamente, até ao marechal, que deve obedecer a ordens divinas. É uma autêntica cadeia de comando a impor preocupações e tarefas contrárias à natureza da pedagogia, à essência do ensino, à íntima vontade daqueles que lidam quotidianamente com os alunos, que com eles tecem diariamente o seu futuro, que é também o futuro de todos nós.

Ser professor, hoje, é um pesadelo granítico e sem fim! E nem sequer estou a considerar a indisciplina dos alunos, nem o alheamento de muitos encarregados de educação, nem o bullying governamental… Não, estou a pensar exclusivamente nesta aflição constante que resulta de querer ser professor e não poder, de querer sair deste íncubo estupidificante e não ser capaz. Estou a pensar apenas neste cilindro desgovernado, louco, que diariamente nos vai esmagando até à exaustão, até à alienação, até ao “irreconhecimento”.

ESTA AUTONOMIA, feita de imposições e de retinas de controlo, de colonização do tempo e do pensamento, É UM VERDADEIRO PESADELO.