A nau Victória em Lagos

A Mostra Espanha, iniciativa bienal que programa mais de 40 atividades culturais até 2022 em Portugal, chega a Lagos, com a Nau Victoria, que atraca na marina da cidade entre 26 e 31 de outubro. Durante estes dias está previsto um programa de visitas gratuitas, visitas guiadas a estabelecimentos de ensino e palestras de especialistas sobre as histórias marítimas hispano-portuguesas.

Esta réplica foi construída em Espanha, em 1991

O Outro Lado Das Notícias

O Meu Quintal

Deu brado manso (o Relvas vai longe e o engenheiro ainda mais) que um secretário de Estado deste governo assumiu um mestrado que não completara.

Não acho que seja a forma certa de colocar as coisas. Afinal, o que me parece de espantar é que um tipo que chega a secretário de Estado nem consiga terminar um mestrado bolonhês em Ciência Política no ISCTE.

E ainda diz o Rangel que não há igualdade de oportunidades.

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MPM (movimento de professores monodocentes)

Caros colegas em monodocência: A partir do momento em que os monodocentes, educadores de infância e professores do 1º ciclo, deixaram de usufruir de um regime especial de aposentação, tendo os restantes colegas do 2º, 3º e secundário, em pluridocência, mantido todas os direitos conferidos pelo Estatuto da Carreira Docente (ECD), a situação tornou-se confrangedora uma vez que os docentes, com o mesmo ECD, são tratados de forma desigual. Para ilustrar este facto, cita-se, como exemplo, a redução da carga horária letiva, em função da idade, nos 2º, 3º ciclos e secundário, assim como o número de horas efetivas, passadas na escola, também se mostra diferente, maior número de horas para educadores de infância e professores do 1º ciclo. Em concreto, e retomando o horário docente, são atribuídos 1100 minutos, num horário completo dos colegas dos 2º, 3º ciclos e secundário, o que equivale a apenas a 18, 3 horas letivas, enquanto que os colegas, em monodocência, mantêm a carga de 25 horas letivas semanais, referindo que cada hora equivale, efetivamente, a 60 minutos. Se, a estes 1100 minutos, adicionarmos as reduções que advêm da aplicação do artigo nº 79, do ECD, facilmente, se conclui que, entre docentes que se encontram num mesmo patamar, em termos de tempo de serviço, têm efetivamente uma carga letiva diferente conforme desempenham funções nos 2 º, 3º ciclos ou secundário em relação aos docentes que se encontram na educação pré-escolar e 1º ciclo. De facto, tudo isto acontece porque 2 tempos, atribuídos aos educadores e professores do 1º ciclo, equivalem a 120 minutos efetivos enquanto que para o 2º, 3º e secundário, esses 2 tempos, equivalem apenas a 90 minutos. Essa desigualdade está, também, patente nas horas atribuídas à direção de turma. Os professores monodocentes, por inerência da função, são obrigatoriamente diretores da sua turma, uma vez que assumem as sete áreas curriculares. Contudo não lhes é lhes atribuída qualquer redução horária, ao invés dos colegas dos restantes ciclos, que dispõem de redução horária para o desempenho dessa função. Em termos de medidas compensatórias consignadas no ECD, encontra-se apenas, quando solicitada, a redução da componente letiva, em 5 horas letivas semanais aos monodocentes, que completam 60 anos de idade (art.º 79, nº 2). Esta medida, considera-se discriminatória e não compensa a desigualdade que se verifica ao longo da vida do profissional docente. Além de não repor qualquer igualdade no que se refere às condições de trabalho, apresenta também ambígua regulamentação, que permite o tratamento desigual, e situações arbitrárias como a substituição de docentes, consideradas por uns, atividades não letivas e, por outros não. De referir, ainda que, se o docente usufruir de um dia sem atividade letiva, poderá ser obrigado a repor essas (5) horas, ao longo dos restantes dias da semana. Mencionam-se apenas exemplos, a lista seria longa, pois está sempre depende da gestão de cada diretor de agrupamento. Até à data, desconhece-se qualquer esforço de sindicatos que tentassem alterar este estado de coisas, mas é objetivo o descontentamento existente entre a classe, desigualdade esta que tem vindo a ser perpetuada pela passividade e inércia de nós todos. Há um tempo para tudo e, consideramos que é tempo de agir e repor a equidade consubstanciada no ECD, a todos os docentes. Propõe-se, por isso, a mobilização da classe monodocente em torno das questões elencadas, no sentido de aferir, se existe de facto, um interesse real e nacional em trazer estas e outras questões, específicas da monodocência para a ordem dia, para um debate sério e honesto com a tutela. Pretende-se formar um movimento que salvaguarde estes profissionais, possa encontrar respostas e dê sentido às preocupações reais deste grupo de docência. Deseja-se tentar aferir, numa primeira fase, a sensibilidade dos interessados, recorrendo às redes sociais para que, posteriormente, se possam tomar outras medidas. Assim, solicita-se que divulguem este primeiro texto pelos vossos contactos profissionais e deixem registada a vossa opinião.

Também podem entrar em contacto connosco através do email:professoresmonodocentes@gmail.com Nota: Este texto, divulgado a 9 de Março marcou o inicio do MPM. É agora republicado no Grupo uma vez que a página onde foi inicialmente publicado foi extinta.

604Tu, Edite Maria Fernandes Figueiredo, Helena Canaria e 601 outras pessoas189 comentários328 partilhasGostoComentarPartilhar

Projetos invadiram a sala de aula – Patrícia Coelho

Dispersão e nada de aprofundar interesses e conhecimentos…

Temos o projeto da alimentação saudável, da velocidade leitora, o canguru matemático, o projeto da higiene oral, o projeto da higiene auditiva, o projeto do projeto, o projeto de turma, o projeto da reciclagem, o projeto da falta de projeto. Depois ainda há o relatório, o relatório do relatório, a reunião e a reunião da reunião. Também temos professores a trabalhar a centenas de Km de distância das suas casas a ter de pensar projetos, o projeto rodoviário e o projeto onde aposto todas as fichas: o projeto da falta de pachorra para tanto projeto. No fim há que avaliar os projetos e lá vem mais uma reunião. Todos os projetos são aplicados em tempo letivo como se a aprendizagem e o tempo de qualidade necessários para consolidar as aprendizagens estivessem a atrapalhar os projetos. E como se as cabeças das crianças e jovens funcionassem como um interruptor de luz! Depois espantam-se com os níveis de dispersão do miúdos e lá venho eu indignar-me com o absurdo dos medicamentos que as crianças tomam para se concentrarem. É claro que ninguém é obrigado a aceitar tanto projeto. Mas há sempre aquele risco de se ser o “ ovo podre” por não aderir ao projeto . Senhores que pensam a Educação, escolham UM BOM PROJETO e apliquem-no a sério. Esqueçam a quantidade e apostem na qualidade. Valorizem e respeitam os vossos Professores. Estou tentada em juntar todos os meus alunos e ex-alunos e começar a invadir as vossas reuniões no ME, os vossos consultórios onde estão a tirar o siso a alguém para aplicar o meu projeto: Salta por uma boa razão. Não se esqueçam que conto com o vosso entusiasmo e que é muito importante que todos participem.

opinião – Um ministro da Educação do 1º ciclo?

Um desafio de José Manuel Alho

Eduardo Jorge

Ou nāo…. até porque Hoje em dia a maioria dos profs do 1° ciclo, não são bem profs do 1° ciclo! A maioria dos que eram já está reformada e os que continuam já se resignaram a ter que trabalhar como se fossem do 2°! Se um tipo como eu chegasse a ME, 1° os agrupamentos passavam todos a horizontais e os cursos de 1° ciclo, passavam a cursos especializados para lecionar no 1° ciclo! Os monodocentes reformavam-se aos 30 anos de serviço e os restantes aos 34. O restante seria desconstruir a maioria das invenções dos últimos 20 anos.

Uma questão de confiança – Paulo Guinote

Então mas não sabiam o que estavam a criar? Qual foi o objetivo da criação dos cursinhos de gestão? E a seguir a legislação para diretores? E o sistema da avaliação? As escolas têm exatamente um sistema feudal… eu pessoalmente penso que é uma monarquia da idade média, o rei manda de forma absoluta. As escolas deixaram de ser instituições democráticas. O rei nomeia para eleições e depois controla todos os órgãos. Os “instalados ” senhores do feudo com acumulação de cargos remunerados…os cargos não remunerados ficam para o Povo, que gosta de ir ao teatro, mas não ganha para o pão e sopa. O clientelismo da avaliação promove a nomeação e o controlo da eleição nada democrática. Os instalados prestam vassalagem aos nomeados do rei, porque dali lhes advém um bom horário e um amigo para os avaliar. Um ensino controlado por instalados em que os princípios gerais do direito não conseguem ter voz e prejudicam as liberdades, os direitos e garantias dos cidadãos. A transformação de um direito administrativo falsamente regulador e com espirito de princípios estruturantes da monarquia e não constitucionais. É que nem uma monarquia Parlamentar ou Constitucional existe na forma deste modelo de gestão e avaliação das escolas. Não sei se o país vai aguentar a verdade que as escolas estão a viver! Ou mandam embora com urgência esta velhada toda ou arriscam a perder os poucos professores que gostavam de trabalhar na educação! É uma vergonha ! Qualquer criança do 1° ciclo percebe o sentido de justiça e democracia…não entendo como os professores colaboram com estas situações!? O ensino ao pertencer à gestão da Administração Pública era no sentido da procura da justiça social e não num mero castelo político de um grupo social ou económico. Na escola deve estar presente o interesse público e não o interesse de algumas famílias, amigos ou de um partido político. As injustiças são elevadas e isto trará consequências muito em breve.

Relato de uma professora sobre as angústias da avaliação

https://visao.sapo.pt/opiniao/bolsa-de-especialistas/2021-10-04-a-mesa-com-uma-inspecao-do-ministerio-do-educacao-o-relato-de-uma-professora-sobre-as-angustias-da-avaliacao/

…É possível sempre melhorar! Especialmente se nos for dado tempo de qualidade para uma reflexão madura e responsável sobre como melhorar as nossas práticas pedagógicas no domínio da avaliação das aprendizagens, se nos derem um número razoável de alunos e de níveis e de turmas e de anos, se perceberem de uma vez por todas que um profissional docente deve ser uma profissional reflexivo e não um fazedor de grelhas que, ajudarão certamente a essa reflexão, mas não são a sua essência. Como tem mostrado – e bem – a investigação científica nesta área, a avaliação pedagógica pode ser um importante fator de combate ao sucesso escolar, ao abandono e às desigualdades, crucial em qualquer instituição de ensino e ainda mais, posso afirmar, nas escolas localizadas em territórios educativos de intervenção…

O sucesso total a todo o custo?

 talvez a que mais me angustiou foi a seguinte: Então se faz corretamente a avaliação formativa dos seus alunos, como explica ainda a existência de classificações negativas nas pautas? Pediram-me exemplos concretos de tudo o que afirmei, de todos os argumentos que defendi. Tinha vários, felizmente. O que mais parece ter chocado as minhas interlocutoras foi a minha tese de que a dificuldade dos alunos em reter informação, por mais simples que aparentemente seja e das mais variadas formas por que seja apresentada, é gritante. Exemplo? – pediram-me. Não será a senhora professora que não está a utilizar o método certo para que essa aprendizagem ocorra? Talvez, talvez, admiti… Mas então, ajudem-me, pedi. Ainda ontem introduzi Pessoa e o Modernismo numa turma de um curso profissional contextualizando-o numa época, num século, em décadas, em anos… Falei, escrevi no quadro, eles escreverem no caderno, viram e ouviram um vídeo e leram no powerpoint a época: séc. XX. Perguntei se sabiam a razão para o dia 5 de Outubro ser feriado nacional. Falei-lhes do rei de Espanha e do Presidente da República de Portugal. Remeti para a data de 1910… Sai da aula convicta de que nenhum daqueles alunos jamais trocaria o século de Pessoa como fazem habitualmente com o século de Camões. Pura ilusão. Na aula seguinte, ninguém se lembrava e, pior do que isso, houve quem avançasse com o século XVII, XVII ou XIX. Contei-lhes esta história e perguntei às senhoras inspetoras o que fariam, como fariam e pedi-lhes que me ensinassem. Não estamos aqui para ensinar, responderam. E tinham toda a razão…

Lenda da Pedra Mourinha

No sítio da Pedra Mourinha (Portimão) há uma pedra negra (húmida mesmo no verão) que teve origem em Monchique. Reza a lenda que havia uma linda moura que vivia no alto de Monchique, e que um cavaleiro do Alferce se apaixonou por ela. Seu pai o alcaide de Monchique que era um homem muito cruel tinha a filha reservada para um prometido do seu agrado e foi contra essa paixão.

Então o pai encerrou a filha numa alta e escura torre e enviou o cavaleiro para Burjmunt (Portimão) para separá-los. A linda mourinha chorava de saudades do seu amor, todas as noites e todos o dias, e chorou tanto que a enorme pedra que se encontrava numa das zonas da torre, devido as muitas lágrimas que ela verteu por nunca mais poder encontrar o seu querido, o seu amado, rolou e só parou ali naquela povoação distante de Monchique onde se encontrava o seu amado. Dizem que foi o desgosto e a saudade do cavaleiro que atraiu a pedra trazida pelas lágrimas da sua amada.