Pacheco Pereira

https://www.publico.pt/2019/05/18/politica/opiniao/hostilidade-professores-1873080

A hostilidade aos professores é evidente em muitos sectores da sociedade portuguesa. Manifestou-se mais uma vez no último conflito gerado pelas votações dos partidos na Assembleia atribuindo aos professores a contagem integral do tempo de serviço. Antes, durante e depois deste processo, a vaga de hostilidade aos professores atingiu níveis elevados, com a comunicação social a escavar fundo a ferida, com sondagens orientadas e uma miríade de artigos de opinião e editoriais.

Valia a pena parar para pensar, porque este movimento de hostilidade é mais anómalo do que se pensa, e acompanha outros, como o ataque aos velhos como sendo um “fardo” dos novos. Mostram que estamos a entrar numa cosmovisão social que implica um retrocesso enorme naquilo a que chamamos precariamente “civilização”. É preciso recuar muito para encontrar ataques aos professores, o último dos quais teve expressão quando a escola laica, em países como a França, foi um alvo importante da igreja, que tinha o monopólio do ensino.

Mas eu seria muito cuidadoso sobre as razões dessa actual hostilidade, porque ela incorpora aspectos muito negativos da evolução da nossa sociedade. É um caminho que muita gente está a trilhar, sem perceber que ele vai dar a um profundo retrocesso. E isso acontece muitas vezes na história: anda-se para trás quase sem se dar por ela, contando com a inacção, a apatia, ou a acédia, de quem deveria reagir. Como a democracia é uma fina película contra a barbárie e é apenas defendida pela vontade dos homens e não por nenhuma lei da natureza, mais vale prevenir com todos os megafones possíveis.

Há vários aspectos na actual hostilidade. Há uma agravante no caso português que tem a ver com a vitória muito significativa da ideologia da troika, que está longe de ter desaparecido e, nalguns casos, migrou para sectores que lhe deveriam ser alheios e não são: os socialistas, por exemplo. Disfarçada de “economia”, essa ideologia assenta numa visão pseudo-cíentifica, muito rudimentar e simplista, cheia de variantes neo-malthusianas, que se apresentou como não tendo alternativa, a nefasta TINA. Isto encheu-nos as cabeças e não saiu delas.

Essa ideologia centra-se na crítica do Estado, em particular do Estado social, e transforma os funcionários públicos em cúmplices de uma rede de privilégio, sendo descritos apenas como “despesa” excessiva. Vale a pena ensinar-lhes um pouco de história europeia e lembrar-lhes o papel do Estado desde Bismarck como instrumento para impedir sociedades bipolares de “proletários” e ricos, com a consequente conflitualidade social extrema. Acresce que esse processo criou à volta do Estado uma classe média, os tais desdenhados funcionários públicos, que não só funcionou como tampão como arrastou muita gente que vinha da pobreza e acedeu à mediania. A economia privada e o dinamismo das empresas, quando existiu ou existe, teve e tem igualmente esse papel, mas não chegou para criar este elevador social.

Portanto, gritem contra a função pública e os malefícios do Estado, que também existem como é obvio, mas percebam que o pacote de não ter professores, enfermeiros, médicos, jardineiros, funcionário das repartições, leva atrás de si o ensino e a saúde pública, que são componentes essenciais do elevador social, o único meio de retirar as pessoas da pobreza, quer no privado, quer no público. Pais lavradores, que conheceram a verdadeira pobreza, filha professora primária ou funcionária pública, neto estudante universitário – sendo que o papel da educação é um elemento fundamental para esta ascensão.

Depois, há outros ingredientes. Os professores protestam, fazem greves, boicotam exames, fecham escolas, e hoje há uma forte penalização para as lutas sociais. Quem defende os seus interesses é penalizado e de imediato tem contra si muita comunicação social, o bas-fond das redes sociais e a maioria da opinião pública. São os enfermeiros, os camionistas, os professores, os trabalhadores dos transportes – manifestam-se, são logo classificados de privilegiados e egoístas. Os mansos que recebem migalhas no fundo do seu ressentimento invejam quem se mexe. Sem mediações, a sociedade esconde os que não precisam, e pune os que lutam. As greves hoje são solitárias.

O papel mais negativo é o da comunicação social, que se coloca sempre na primeira linha do combate ao protesto social. Despreza por regra os sindicatos, que considera anacrónicos, aceita condições de trabalho de sweatshop e ajuda a apagar e a tornar incómoda a memória de que o pouco que muitos têm no mundo do trabalho foi conseguido com muito sangue, e não ficando em casa a jogar gomas no telemóvel ou a coscuvilhar no Facebook.

Por fim, e o mais importante, há uma desvalorização do papel do professor, de ensinar, de transmitir um saber. Vem num pacote sinistro que inclui o falso igualitarismo nas redes sociais, o ataque à hierarquia do saber, o desprezo pelo conhecimento profissional resultado de muito trabalho a favor de frases avulsas, com erros e asneiras, sem sequer se conhecer aquilo de que se fala. É o que leva Trump a dizer que se combatia o incêndio de Notre Dame com aviões tanques atirando toneladas de água, cujo resultado seria derrubar o que veio a escapar, paredes, vitrais, obras de arte. É destas “bocas” que pululam nas redes sociais que nasce também a hostilidade aos professores. É o ascenso da nova ignorância arrogante, um sinal muito preocupante para o nosso futuro.

Os professores têm muitas culpas, deveriam aceitar uma mais rigorosa avaliação profissional, deveriam evitar ser tão parecidos como estes novos ignorantes, deveriam ler e estudar mais, deveriam ser severos com as modas do deslumbramento tecnológico, mas isso não esconde que têm hoje uma das mais difíceis profissões que existe. E que, sem ela, caminhamos para o mundo de Camilo. Não de Eça, mas de Camilo, do Portugal de Camilo. Verdade seja que isto já não significa nada para a maioria das pessoas. Batam nos professores e depois queixem-se.

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Consistência na defesa da monodocência

Os monodocentes que efetivamente lecionaram turmas na pré e no primeiro ciclo não mereciam uma diferença de tratamento tão acentuada.

De repente a fronteira da liberdade encerrou! Uns viram os seus sonhos cumpridos numa significativa parte da sua vida, outros encerrados nas salas de aula até aos 67 anos, com a amargura de sustentar uma crise que não provocaram.

Infelizmente temos políticos (incompetentes e alguns no passado acusados de corrupção) pouco preocupado com os pormenores do quotidiano escolar: com os dramas individuais dos professores, com a falta de democracia nas escolas, com a deficiente gestão dos ativos do Estado, com a violência nas escolas.

Tudo Sobre eCommerce

Porto, 18 Maio de 2019

A segunda edição da Conferência Tudo sobre eCommerce, irá contar novamente com uma série de oradores convidados, com uma vasta experiência na área de gestão e implementação de projetos de eCommerce. Cada orador irá apresentar casos práticos ligados à logística, transporte, tecnologia e marketing. No final, os participantes poderão esclarecer as suas dúvidas e colocar questões a cada um dos oradores.

A quem se destina: empreendedores, CEO’s, gestores de eCommerce, Heads of Digital, especialistas de Marketing Digital, consultores.

Onde: Auditório da FEUP, Porto

https://www.pcdiga.com/

Carta a Costa de um antigo colega

Carta a António Costa, de um antigo colega da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – António Bulcão dos Açores que se tornou professor.

Caro António: talvez não te lembres de mim, mas fomos colegas na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa.
Ou até poderá acontecer que tenhas uma leve ideia de um açoriano magrito, de bigode, que militava na Tertúlia Académica, juntamente com muitos outros, dos quais relembro o André, o Júlio e o Marcelo.
Tirámos o mesmo curso, até escolhemos a mesma menção (Ciências Jurídico-Políticas), mas seguimos caminhos diferentes na vida. Aliás, logo na Faculdade se começou a ver que tínhamos visões diferentes da mesma vida. Relembro um episódio que o prova.
Comia-se mal nas cantinas. Havia, aliás, dias em que se comia muito mal. Quando se tornou insuportável, decidimos, na Tertúlia Académica, fazer um levantamento de rancho. Havia quem quisesse partir tudo, em sinal de protesto. Mesas, cadeiras, material de cozinha. Foi a muito custo que consegui convencer os outros de que era má ideia. Que as cantinas iam fechar e quem era pobre e dependia delas iria sofrer. Lá aceitaram a minha proposta de fazer uma manifestação pacífica, e assim fizemos.
Enchemos a Reitoria de tabuleiros com comida intocada. Comida que não comemos por todo o lado. No chão, em cima de balcões, etc. Ficámos lá toda a tarde aos gritos, até que, já de noite, finalmente o Magnífico Reitor nos veio brindar com um discurso lindo. Mas nós não queríamos palavras. Com elas não encheríamos a barriga. Convidámo-lo para jantar. O homem resistiu. A multidão insistiu. Até que o Reitor cedeu e foi jantar connosco à Cantina Velha.
Por sorte era pescadinha de rabo na boca a refeição. Um dos pratos mais temidos, pela falta de gosto e pela insuficiência de peixe. Já com jornalistas presentes no repasto, um deles perguntou ao Reitor se ele achava, em consciência, ser aquilo suficiente para futuros médicos, advogados, juízes, engenheiros, etc, se alimentarem de jeito, tendo de estudar à noite. Foi então que o Reitor proferiu a sua frase mais célebre: “A fome depende do apetite que se tem”. No outro dia estava esta máxima nas primeiras páginas dos jornais. Passadas umas semanas, a comida melhorou bastante.
Não te vi em nenhum passo desta luta, António. Tu, que até eras dirigente da Associação de Estudantes, embora te escondesses atrás do José Apolinário.
Entendo que, sendo de Lisboa e na capital vivendo, não precisasses da cantina. Ias comer a casa. Mas, que diabo, tinhas sido eleito para nos representar e defender os nossos interesses. Se não fosse por tal obrigação, que fosse por solidariedade para com os colegas que eram das ilhas ou de outras paragens continentais. Os pobres que não tinham alternativa que não fosse andar com o credo na boca enquanto comiam a pescadinha com o rabo na dita.
Afinal, não eras socialista? Não era por seres da JS que tinhas sido eleito? Não nos devias pelo menos a tua presença solidária, já que incapaz de organizar e levar a cabo o protesto?
Seguimos caminhos diferentes, com visões diferentes da vida e de valores. E perguntarás por que vem este chato agora à tua superior presença.
Venho porque sou professor, António. Nunca quis ser famoso ou importante, como tu. Desejava, e consegui, fazer advocacia e ensinar numa escola. No fundo, dar utilidade ao curso que tirei. Pelo menos tu também acabaste o curso, diferentemente do César, que andava por Lisboa a pastar e a gastar o dinheiro do pai, mais interessado na Juventude Socialista do que na Teoria Geral do Direito Civil. Olha onde o levou e ainda o poderá levar a preguiça… Com a tua ajuda, meu caro.
Sou professor, António. Desde 1984, já ajudei a formar uns milhares de alunos. Coisa pouca, admito, ao pé do Orçamento do Estado. Mas lá fui andando, humildemente.
E é como professor que não te perdoo, António. Não pelas tuas opções políticas, tu é que sabes dessas coisas importantes. Foi do PS a célebre frase “primeiro as pessoas”. Foi de um distinto antigo dirigente socialista a frase “há mais vida para além do défice”. Mas, para ti, ajudar bancos e fazer boa figura em Bruxelas é que é sagrado. São opções…
Não te perdoo é por teres transformado a classe dos professores numa classe odiada. Dói-me tanto, António, ver títulos nos jornais como “Quase todos contra os professores”, expressando uma sondagem sobre a opinião dos portugueses.
Que fizemos nós de errado? Talvez, apenas, termos escolhido esta profissão, quando acreditávamos que o Estado seria pessoa de bem. De resto, cumprimos as nossas obrigações lectivas e fiscais, aguentámos cortes nos vencimentos e congelamento das nossas progressões nas carreiras, tudo em honra da salvação da Pátria. E depois começámos a lutar para recuperar o que é nosso por Direito. Achas mal? Não é justo?
A História está cheia de exemplos de homens e mulheres que lutaram por aquilo que achavam justo e para recuperar o que era seu. O Conde de Monte Cristo impressionou os meus doze anos, e depois descobri que na vida real tinha de ser assim também. Lutar para recuperar o que me roubassem. Ou deveria desistir, sabendo que assim seria facilmente vencido, ao contrário do que proclama Mário Soares ainda hoje no Largo do Rato?
Se não é possível, pois que não seja. Afinal, nestas crises todas, apenas a classe política não perdeu nenhum privilégio. Pelo contrário, aumentou-se descaradamente.
Escusavas era de fazer todo este cagaçal, de exercer toda esta chantagem, de vires com números falsos sobre o aumento da despesa, transformando-nos nos maus da fita. Quando nós, apenas, lutámos e continuamos a lutar pelo que consideramos ser justo. Que outras classes façam o mesmo, terão o nosso apoio. Nós, só fizemos a nossa parte…
Mas tu queres é derrotar a direita. Ter maioria absoluta. Livrar-te da geringonça. E, para conseguir ganhar os teus jogos políticos, não te importa que sejamos odiados. Nem tens a caridade de proclamar que seriam justas as nossas reivindicações, mesmo que não fosse possível acolhê-las. Seria, ao menos, um consolo, ver-te dizer que temos razão…
Em vez disso, preferes transformar-nos em tema de campanha. Para berrar que os socialistas são os campeões das contas certas.
Ó António, pelo menos alguma vergonha na cara. Então não nos lembramos da primeira intervenção externa do FMI em Portugal, quando era 1º Ministro Mário Soares? Não nos recordamos do Guterres em frente às câmaras de televisão, a tentar fazer contas com olhos de calculadora alfanumérica? E sobretudo, de José Sócrates, principal culpado deste imbróglio todo? Andaste tão perto dele e nunca desconfiaste que não era flor que se cheirasse? Campeão das contas certas, o Sócrates?
Não te perdoo, António, por andares por aí, de comício em comício, a dizer que toda a oposição nos queria enganar. Acredita que não é fácil seja quem for nos enganar, a nós, professores. Sobretudo quem queira devolver-nos o que é nosso. Como nos enganaria, ao fazê-lo?
Mas admitindo que toda a gente nos queira enganar, uma virtude tem esta tua sanha: obrigar-me a reconhecer que tu és o único que nunca me enganaste… Mal te cheirei ao longe, soube logo o que a casa gastava.
Mesmo assim, quem me dera voltar quarenta anos atrás… Se frequentasses a cantina, com gosto te ofereceria a minha pescadinha de rabo na boca, ficando eu com fome. Desde novo tive consciência de que os nossos governantes, passados e futuros, precisam de muito alimento…
António Bulcão
(publicada no Diário Insular)

A Palavra ao Inenarrável Mário Nogueira – ANABELA MAGALHÃES

https://anabelapmatias.blogspot.com/2019/05/a-palavra-ao-inenarravel-mario-nogueira.html

Contribuiu, activamente, para o ponto onde estamos, arrastando a “luta” para este ano de final de legislatura, aceitando simulacros de negociações que serviram ao governo como uma luva para esgrimir que sim, que fizeram todas as negociações e mais algumas a que estavam obrigados.
Contribuiu, activamente para, nos dias de hoje, vermos reconhecido, para efeitos de progressão na carreira, pouco mais do que nada do nosso tempo de serviço efectivamente trabalhado.
Boicotou, activamente, a greve dos professores no final do ano lectivo anterior, afirmando mesmo que não era a dele/”nossa”, mandando-nos acabar rapidamente o serviço que ainda estava por fazer, em pleno mês de Julho e, não contente com isto, mandou-nos de férias…  sim, que a luta com o ME faz-se de ciclos… de guerra e de férias.
Do alto de uma carroça ainda teve a lata de chamar aos gigantes professores, que lutavam nas escolas, mantendo uma greve contra ventos e marés, traidores!!!
E ainda disse que a luta se faria de aparições aos governantes durante o período estival… curioso… não dei por nada… e que o ano lectivo de 2017/2018 é que ia ser o da Grande Luta!!!
Viu-se!

Pois parece que para o ano é que vai ser! Porque agora é tempo de deixar os socialistas em paz e sossego, que a legislatura está a terminar e as avaliações e exames estão aí à porta… ok… talvez umas aparições sempre com o alfinete na lapela a relembrar os 9A4M2D…

MN, mas eu sei o que fizeste/não fizeste no quase Verão passado.

Agressões a professora – CM

A mãe e a avó de uma aluna de sete anos agrediram verbalmente e fisicamente uma professora da Escola Básica do Campolinho, em Valadares, Vila Nova de Gaia.

Segundo o que o CM conseguiu apurar, as agressões aconteceram esta quarta-feira durante o intervalo das aulas, com a mãe e a avó da menina a empurrarem a docente das escadas e a provocarem-lhe ferimentos.

Futuras ações de luta

Não desgastar os professores com uma luta longa. E no meio de uns quantos recados foram dadas a conhecer as ações futuras. Então: Fazer uma campanha pela dignidade dos professores com cinco comícios da indignação. Este ano letivo não convocar greve às avaliações. Marcar presença em iniciativas diversas para que as reivindicações não caiam no esquecimento. Apelo aos professores que usem elementos identificativos dos 942 no dia de eleições.

Não há greve às avaliações

Os sindicatos de professores decidiram não avançar com uma greve às avaliações do terceiro período, optando por ações de visibilidade nas ruas, já na campanha para as europeias, e ações em tribunal, entre outras.

15 DE MAIO DE 2019, ÀS 18:58

A decisão dos sindicatos consta de uma declaração conjunta das dez estruturas sindicais entregue aos jornalistas numa conferência de imprensa hoje, em Lisboa.

E o Nogueira amuou! — A Estátua de Sal

(Joaquim Vassalo Abreu, 14/05/2019)

Mário Nogueira

E é até muito natural que se sinta melindrado. E não recuperará facilmente do tremendo desgosto desta derrota, uma derrota que ainda por cima esteve para ser uma retumbante vitória. Estavam os astros todos alinhados, o solstício ali já na curva, tudo certinho e…que raio aconteceu? Inopinadamente eis que um malabarista e refinado farsante, esse tal de COSTA, não fez a coisa por menos e deu uma “facada” nos seus aliados (o Daniel Oliveira dixit) que, aflitos, se esqueceram do Nogueira.

A coisa não deve estar nada fácil e temo até que lhe advenha uma depressão, uma daquelas cavadas, estão a ver? Não auguro coisa fácil e teremos, assim, um Professor que nunca deu aulas a ir precocemente para a reforma por…depressão cavada!

Os Professores ficarão sem guia e os alunos sem mestre! A Frenprof sem presidente e a Intersindical sem candidato e, ainda, o PCP sem militante ! Para um Professor é de mais! E tudo isto porque o maldito do Costa resolveu desmontar o “teatro” e virou do avesso o guião da peça que tão bem afinado estava. Resultado: os actores desentenderam-se e mandaram a peça para as calendas…

O Miguel (o Guedes), o Daniel mais o irmão Gusmão, a Mariana mais a Joana (as Mortáguas), o Gusmão mais o irmão, uns na mão e outros em contramão, foram unânimes: O COSTA, manipulando todos, montou uma farsa! E só não vê quem não quer…E porquê? Porque estava, e muito bem, diziam eles, em baixo nas sondagens! De ”modos” que eu, tentando decifrar, concluo: então o bom para eles seria que ele estivesse em cima nas ditas sondagens? Alguém percebe?

Mas o Nogueira vive mesmo assim num dilema: é que indo para a baixa (se se quer reformar primeiro tem que ir para a baixa), coisa para ele de protesto último e desesperado e só suplantado por uma greve de fome, tem que deixar de coordenar, de instigar, de negociar, de perorar, de argumentar e de ameaçar com mais uma greve, não dele, mas dos outros, mas chega à conclusão que até nem baixa pode meter pois aquilo não é nada sem ele, pensa ele! E resta quem pense além dele? …

Presidente da República promulga diploma do Governo que permite o faseamento dos 2,9,18 — Blog DeAr Lindo

Atendendo a que o presente diploma constitui o complemento do Decreto-Lei n.º 36/2019, de 16 de março, e que questões muito específicas relativas a matérias das Forças Armadas deverão ser versadas em diploma de aplicação, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que, no entender deste, mitiga os efeitos do congelamento nas carreiras, cargos ou categorias em que a progressão depende do decurso de determinado período de prestação de serviço.

António num comentário no Quintal

https://guinote.wordpress.com/2019/05/14/conversa-fiada-bora-la/#comments

De que falamos quando nos referimos a educação inclusiva?
1. Os professores darem pistas aos alunos sobre as respostas nos testes (porque não se fazer isso nos exames também?);
2. Os professores alertam os alunos para as respostas erradas até eles atinarem com a opção correta;
3. Os professores fazem um fato à medida de cada aluno, mesmo para aqueles alunos que querem apenas boxers e tronco nu;
4. Os professores permitem que os alunos consultem tudo o que lhes apetecer para resolverem as diferentes provas de avaliação.

Daqui a uns tempos vamos concluir que afinal nem todos aprenderam e que o fosso entre a elite e os desgraçadinhos se acentuou. Mas a do carvalho e todos os costas e brandões deste país estão a defercar (-se) para o assunto, porque o último interesse que têm na agenda são os alunos.

Eu tenho uma teoria absolutamente idiota: desde o final do século passado, grande parte da humanidade começou a regredir a todos os níveis. Alguns já nem nas cavernas estão.