Requisição civil da Galp

Raquel Varela

O que isto provou é que este país em matéria laboral é um atraso, confrangedor. Os trabalhadores não desrespeitaram os serviços mínimos. Limitaram-se a cumprir a lei, trabalhando 8 horas. E as empresas dependiam e dependem para sectores vitais de 14 e 15 horas diárias de cada um deles para assegurar o “regular abastecimento dos postos”. Sim, jornadas de trabalho regulares do século do XIX. E o que a Antram quer é continuar a usar as mesmas 14 e 15 horas de trabalho pagando 700 euros, mas uma isenção de horário de 280 euros, ou seja 900 euros por 50 a 75 horas semanais de trabalho. Agora pergunto, se este é um sector tão vital para a economia porque depende de horários de trabalho de 15 horas? E se é essencial ao país porque está entregue na mão de empresas privadas?

Reitero: há 20 anos estes homens trabalham numa empresa…

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Turmas Mistas No 1.º Ciclo: Um Mal Necessário? — ComRegras

Turmas mistas no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Mais do que um ano de escolaridade na mesma turma, na mesma sala de aula…

No interior do país, há escolas com turmas com os quatro anos do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), defende que este é um cenário a evitar porque “não beneficia nada nem ninguém”. “Quanto tal não for possível, devemos alocar a estas turmas ou às escolas respetivas, professores para apoio ou coadjuvação, por forma a que as consequência deste constrangimento seja anulado o mais possível. As escolas evitam, obviamente, mas as imposições legais obrigam à constituição destas turmas. Também acontece nas grandes cidades”, refere.

Faltou dizer que também há turmas em inconformidade com a lei, impostas mesmo com a discordância das direções.

professora contorcionista

Não É A Secretária De Estado?

O Meu Quintal

A mim há muito que parece que o pessoal “técnico” serve só para assinar os documentos. Que em termos jurídicos são meras artimanhas jurídicas para defender posições políticas, sem qualquer autonomia dos serviços em relação à “diva jurídica” do ME.

Ministério da Educação recusa revelar quem chefia o Contencioso da Administração Escolar

AlexLeitao

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Os motorista de pesados não estão sós

(…)
CONTRA A MISÉRIA DOS SALÁRIOS E A ANULAÇÃO DO DIREITO À GREVE

Os signatários deste comunicado manifestam o seu apoio aos motoristas de matérias perigosas e mercadorias porque

• Os trabalhadores continuam a auferir salários miseráveis quando os seus congéneres europeus trabalham menos e ganham muito mais;

• Os portugueses continuam a ser obrigados, em nome da austeridade e da produtividade da economia nacional, a cumprir horários de trabalho prolongados, em turnos abusivos, quando nos países da chamada Europa desenvolvida a semana de trabalho tem vindo a ser reduzida;

• A ANTRAM, associação patronal dos motoristas, quer continuar a explorar os motoristas e restantes trabalhadores ao seu serviço com baixos salários e más condições de trabalho; continua a ignorar – tal como o Governo – um conjunto de ilegalidades denunciadas pelos trabalhadores de desrespeito pelo pagamento das contribuições devidas, mantendo parte dos pagamentos de salários através de subsídios que, assim, não são contabilizados para a reforma, acidente ou baixa dos trabalhadores, realidade que saqueia não apenas os motoristas mas também a generalidade dos contribuintes;

• Ninguém pode ficar indiferente aos dias de trabalho extenuantes e riscos associados ao trabalho dos motoristas, estratégico e especializado, pago com um salário base de 700€ mensais, muito perto do salário mínimo, com o qual ninguém consegue sobreviver com dignidade.

• Os objectivos dos motoristas são justos e os meios de exercer o direito à greve são totalmente legítimos e devem ser defendidos por todos os portugueses, ainda mais agora que a definição de serviços mínimos generalizados a 100% constitui, de facto, a anulação do direito à greve.

• O direito à greve está a ser violentamente atacado – como nunca o foi até hoje – com o governo de António Costa a pretender, com a intervenção do exército, das forças policiais e dos bombeiros, destruir um direito fundamental dos trabalhadores, consagrado constitucionalmente, prática que servirá, no futuro, para aplicar a todas as greves que possam ter algum impacto na economia.

• A luta dos motoristas é uma luta por eles próprios, mas também por todos os trabalhadores que se encontram em igual situação de salários de miséria, horários e turnos prolongados, ritmos que levam à exaustão, com as nefastas consequências pessoais e familiares que todos conhecemos.

Por tudo isto, Sindicatos, dirigentes sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores, nomeadamente dos sectores dos Portos e Aeroportos, Educação, Comunicação, Indústria Automóvel, da Banca e da Administração Pública, bem como todos aqueles que, individual ou colectivamente, se identifiquem com este Manifesto, expressamos a nossa solidariedade para com a actual luta dos motoristas, conscientes de que, ou construímos um calendário rumo a acções unificadoras das lutas contra esta política de baixos salários e de aniquilação dos direitos laborais, ou dificilmente estaremos em condições de derrotar mais este ataque brutal aos direitos dos trabalhadores.

Organizações Subscritoras: A Casa – Associação de Defesa dos Direitos Laborais; SNPVAC – Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil; SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística; STASA – Sindicato dos Trabalhadores do Sector Automóvel; STCC – Sindicato dos Trabalhadores dos Call Center; S.TO.P – Sindicato de Todos os Professores; MUDAR Bancários; STMETRO – Sindicato dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa; SOS Handling; MPO – Missão Pública Organizada

Costa atestou para outubro – David Pontes

https://www.google.com/amp/s/www.publico.pt/2019/08/11/politica/editorial/costa-atestou-outubro-1883057/amp

A situação ainda se pode complicar na próxima semana, mas, para já, os socialistas arranjaram mais combustível para singrar numa estrada desimpedida que deverá levar a uma robusta vitória em Outubro.

Acabou Por Sair Hoje

O Meu Quintal

O último mês do início das vossas vidas

Chegou o famoso mês de Agosto, o dos três meses de férias dos professores. Ao contrário do passado ano lectivo, embora mais envelhecidos conforme dezenas de notícias e declarações melífluas de quem bloqueou uma renovação atempada da classe docente, parte-se em romaria pacífica, com uma assinalável paz social, conseguida à custa da “flexibilização” das pretensões dos docentes, rendidos ao faseamento do que já de si é um faseamento do tempo de serviço que prestaram desde 2005.

pg contradit

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Avaliação de desempenho docente

Sou professor no quarto escalão. Fui avaliado no presente ano letivo para progredir para o quinto escalão. Confesso que, durante os últimos anos tenho estado alheado de todas as polémicas relacionadas com a avaliação da carreira docente. Disseram-me que preciso de MUITO BOM para progredir para o quinto escalão. Por isso, no momento em que me comunicaram a minha avaliação final de BOM, fiquei chocado. E agora? Já não progrido para o quinto escalão? Explicam-me que posso requerer ao Diretor a recuperação da avaliação de “MUITO BOM” que tive no ciclo avaliativo anterior. Pedem-me sigilo sobre a minha avaliação, “para evitar ruídos desnecessários”.
Questiono-me sobre a necessidade de sigilo num processo que devia ser transparente e público. Não era mais fácil afixarem uma pauta com as avaliações finais dos docentes na sala dos professores? Confesso que começo a ficar confuso!
É óbvio que não é possível manter os resultados da avaliação docente no segredo dos deuses. Alguns colegas acabam por comentar a sua avaliação final. Eu, por exemplo, fiz questão de não respeitar o pedido de sigilo. E assim, às tantas, fico a saber que o colega X foi avaliado com EXCELENTE. De repente, apercebo-me que estou perante um sistema de avaliação docente que tem tanto de injusto como de imoral. Foi criado para que nos dividíssemos numa profissão em que cooperar é fundamental. Quando deviam premiar o mérito e a dedicação à escola, estão a distinguir os docentes seriando-os para entrarem num sistema de quotas limitativo e gerador de competição.
É inevitável. Eu comparo-me ao colega X que foi avaliado com EXCELENTE. Por sinal um colega com quem mantenho boas relações de amizade. Sim, reconheço-lhe competência. Conheço bem o seu trabalho, trabalhamos em equipa frequentemente. Mas, e eu? Sei que não sou inferior ao colega X em nenhum dos parâmetros avaliados. Nesta minha tendência para a modéstia, eu nunca me consideraria um professor excelente, mas estou plenamente convicto que sou tão competente e dou tanto ou mais à escola do que o colega X.
Será que o facto de o colega X ser extremamente reivindicativo, de personalidade frontal e frequentador de “ambientes diretivos” influenciou o resultado da avaliação? Será que o facto de ter amigos na SADD o terá favorecido? E, por outro lado, será que a minha postura mais pacífica e submissa, sempre disponível para aceitar todos os cargos e trabalhos que já ninguém quer, acabou por me prejudicar? Lamentavelmente, tudo passa agora pelo meu pensamento, correndo o risco de estar a ser injusto com alguém. Na verdade, a minha mágoa é mais dirigida contra este sistema de avaliação docente minuciosamente construído para limitar as progressões na carreira docente.
Agora percebo como o sistema é estranho, obscuro e injusto. Reconheço que estou magoado e que me sinto injustiçado como nunca me senti. E que estou sobretudo desmotivado. Tão desmotivado que questiono a minha capacidade de continuar.
Reflito. Desanimo. Desabafo com um amigo. E, finalmente, tomo decisões quanto ao futuro. Preciso urgentemente de mudar a minha postura em relação à escola. A partir de agora, vou colocar a minha vida pessoal e familiar em primeiro lugar. Vou abandonar os projetos e desafios que tenho abraçado com paixão em benefício dos alunos e da escola. Vou solicitar ao meu Diretor a escusa de todos os cargos de coordenação que tenho exercido a seu pedido e que me obrigam a tantas reuniões de trabalho, planos de ação, relatórios e afins. E vou deixar de organizar aquelas atividades extracurriculares tão interessantes para os alunos, mas tão trabalhosas para mim.
A partir de agora vou limitar-me a cumprir o serviço letivo e não letivo que me é atribuído. Vou continuar a dar o meu melhor nas atividades letivas, pautando-me sempre pela dedicação aos alunos. Mas vou aprender a dizer NÃO a tudo o resto.
É com esta sensação de libertação e de alívio que inicio as minhas férias. Neste mês de agosto já não vou ter de rever aqueles documentos de trabalho, melhorar grelhas Excel e preparar planos de ação. Nestas férias não vou trabalhar para a escola. Afinal, este sistema de avaliação da carreira docente até tem os seus méritos!!
Boas férias para todos!

(anónimo por motivos óbvios)”