Não Se Esqueçam Que As Matrículas São Obrigatoriamente Online — ComRegras

  • Credenciais de acesso ao Portal das Finanças
  • Cartão de Cidadão – Para a autenticação com recurso ao Cartão de Cidadão é necessário o Cartão de Cidadão e o respetivo PIN de autenticação, um leitor de cartões ligado a um computador com acesso à Internet e ter instalado no computador o plugin Autenticação.Gov (disponível em: https://autenticacao.gov.pt/fa/ajuda/autenticacaogovpt.aspx)
  • Chave Móvel Digital – Para a autenticação com recurso à Chave Móvel Digital é necessário que previamente tenha sido efetuado um pedido de Chave. Poderá consultar a informação referente ao pedido de Chave Móvel Digital e ao processo de autenticação em https://www.autenticacao.gov.pt/a-chave-movel-digital

Quem tem filhos na escola pública terá de renovar a matrícula online, mesmo que não haja mudança de ciclo nem de estabelecimento de ensino. A decisão foi tomada pelo Ministério da Educação e a obrigação impõe-se em todos os anos de escolaridade. 37 mais palavras

Não Se Esqueçam Que As Matrículas São Obrigatoriamente Online — ComRegras

O ministro escreve no Observador

O ano em que a escola se reinventou

(…)

Termina, esta semana, o ano letivo mais dramático das últimas décadas, devido à pandemia que se espalhou por todo o mundo. É, portanto, tempo de fazer um balanço, em termos educativos, que nos ajude a preparar os próximos passos. Mas um balanço que entenda que a Educação ocorre no quadro da vida de uma comunidade e num horizonte temporal amplo, sem se compadecer com juízos especulativos, simplistas ou imediatistas.

(…)

Outra questão que esta circunstância demonstrou é que o já previsto Plano para a Transição Digital, um dos pilares do Programa do XXII Governo, constitui uma prioridade, também na Educação. Para isso, é necessária uma intervenção integrada, a par de soluções organizacionais, orientações pedagógicas e formação de professores.

Diretores preferem começar ano letivo com os monodocentes

Desdobramento de turmas e concentração dos horários durante a manhã ou a tarde são hipóteses em cima da mesa para o próximo ano lectivo. Governo ter-se-á predisposto a contratar mais professores e funcionários para as escolas. Directores insistem na necessidade de acautelar manutenção do ensino à distância para segundo e terceiro ciclos e secundário.

…na eventualidade de nem todos os alunos poderem voltar às aulas presenciais, a prioridade deve ser dada aos alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo do básico…

Com o início do ano letivo previsto para meados de setembro, Jorge Ascenção teme que todo o ano letivo se atrase e que os programas não sejam lecionados com a qualidade e profundidade desejada. Já a confederação independente de associações de pais acha o atual calendário adequado.

Para o ministério da Educação alterar rotinas é dramático?

Não basta mandar fazer! É dever de um bom líder mostrar como se faz, dar o exemplo. Mais horas letivas, menos preliminares borucraticos para as concretizar.

A falta de coragem de legislar puro e duro, no sentido que aponto, fará da Educação um dos pontos fracos do futuro do país.

Temos de assumir que a escola terminou em março – Eduardo Sá

Excelente artigo no Público…

Para muitas crianças, o 3.º período foi um tempo perdido, denuncia o psicólogo, juntando-se às vozes que olham para a forma como este como tendo agravado as desigualdades.

O ano lectivo terminou em Março, para algumas crianças que não conseguiram acompanhar o ensino à distância, alerta o psicólogo.

Reunião S.TO.P/M.E. – Ideias genéricas em resposta a preocupações concretas

Colegas, como é público, o S.TO.P. reuniu hoje de manhã com o Ministério de Educação (M.E.). Em síntese, o M.E. (pelos Secretários de Estado João Costa e Susana Amador) começou a reunião por:

  • Louvar o brio da presença e dedicação dos profissionais de Educação. Em particular o reconhecimento do papel social do professor pelo ME/famílias e que o ensino presencial é insubstituível, devendo ser retomado;
  • Estão a ser preparadas orientações específicas com a DGS para o próximo ano letivo;
  • Estão previstos “cenários” caso seja necessário intervir no ensino presencial (por região). Particular preocupação com os alunos menores de 12 anos;
  • Recuperação/consolidação das aprendizagens nas primeiras 5 semanas, no entanto não se deve esgotar neste momento;
  • Não está em causa preparar um ano letivo “normal”, tendo em conta o grau de incerteza da evolução da pandemia;
  • Possíveis alterações no currículo, trabalhar bastante nas aprendizagens essenciais (trabalho com as associações profissionais), redução curriculares e aprofundar a modelação dos instrumentos de avaliação;
  • Reforço de mais recursos humanos para as tarefas, estratégias de apoio (nomeadamente equipas multidisciplinares e de apoio tutorial específico);

De seguida tivemos oportunidade de levantar algumas das preocupações urgentes e concretas que nos chegaram dos mais diversos Profissionais de Educação pelo país, e que, de resto, temos vindo a alertar a tutela: https://sindicatostop.pt/resumo-da-intervencao-na-reuniao-com-o-m-e-a-24-de-junho/

Em resposta à intervenção do S.TO.P., e antes de encerrar a reunião, os Secretários de Estado informaram que:

  • Está a ser preparado o reforço dos recursos humanos, referindo-se em concreto, apenas aos assistentes técnicos e operacionais;
  • Existe a preocupação pelo rejuvenescimento da classe docente, mas sem adiantar medidas (nem responder à nossa questão sobre a Legislação da pré-reforma);
  • Reconhecimento que a listagem do Amianto está incompleta (como alertámos) e que a sua retirada será iniciada em algumas Escolas nestas férias de verão, mais tarde outras escolas, nas férias de Natal e da Páscoa;
  • Continuaram a não responder com medidas concretas a muitas questões que consideramos fundamentais nomeadamente que medidas para minorar a exaustão/desmotivação dos professores, a injusta existência de quotas, ultrapassagens e uma precariedade gritante na classe docente. Também não responderam se consideram justo/motivante que Profissionais da Educação (não docentes) essenciais para o funcionamento das Escolas, com décadas de tempo de serviço recebam o mesmo do que quem entrou para as mesmas funções o mês passado?

Por último, solicitamos NOVAS reuniões (em concordância com outros colegas de outros sindicatos), após as avaliações, sobretudo para termos as devidas respostas a todas as questões levantadas (e outras), receber novas informações sobre a organização dos horários de trabalho previstos e, também, negociar mais em concreto o funcionamento do próximo ano escolar.

De boas intenções está o inferno cheio”:
Concluindo colegas, apesar de na teoria o M.E. reconhecer a dedicação/importância elevada dos Profissionais de Educação, na prática continua a não ter planos concretos para os considerar e valorizar, como merecemos. Por isso mais uma vez, reafirmamos que, em defesa de quem trabalha (e estuda) nas Escolas, não aceitaremos que o governo continue a priorizar com milhares de milhões de euros, por exemplo a Banca e a não investir devidamente nos serviços públicos essenciais como a Saúde e a Educação!

Encontro Leya Educação dinamizado por Jorge Sottomaior Braga

Não perca o NOVO e último Encontro Digital LeYa Educação.
O 16.º Encontro!
O que será a escola do… presente!?
Dinamizado por Jorge Sottomaior Braga
No dia 25 de junho, 5.ª feira, às 16h30

Inscreva-se aqui: https://forms.gle/6LJJHtkX7zKFmzSS8

PROGRAMA:

O mundo mudou.
A mutação para o digital na sociedade e na escola.

O portão da escola está aberto!
Quais os riscos a que está sujeita uma escola online?

Quem és tu e o que é que estás aqui a fazer?
Como aumentar a proteção da identidade digital de professores e alunos?

Plataformas, plataformas, plataformas.
Como melhorar a segurança e privacidade de aplicações e serviços.

Onde é a sala dos professores?
Dicas para estruturar e organizar uma escola digital online.

Não às grelhas, sim aos dados!
A gestão documental digital.

Opinião – Ana Benavente

É tão estranho que a diminuição do número de alunos por turma tenha que ser objecto de uma iniciativa parlamentar. Que não foi aprovada, aliás. Querem melhor prova da ausência de política educativa? Pois é.
E é muito triste, desesperante e grave.
Há meses, muito antes de se saber como seria esta pandemia, decidiram que todas as crianças e jovens que não tinham exames não voltariam à escola durante mais de 6 meses. Só os que tinham exames voltariam, logo se veria quando.
Desconhecem a importância da Escola na vida dos mais novos. Desprezam-na. Desvalorizam-na.
Desigualdades? Socialização? Aprendizagens? Cidadania? NADA. O Ministério da Educação é, neste momento, um serviço de gestão pobre e corrente.
Desvalorizar a Educação, acreditava eu que era coisa das direitas. Não é. estamos a vivê-lo.

578 escolas com amianto

Escola Portuguesa

amianto.PNG

Foi finalmente publicada em Diário da República a lista das 578 escolas com infraestruturas contendo amianto que aguardam, há anos, a sua remoção.

De acordo com o despacho conjunto do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, das 578 escolas distribuídas pelas cinco NUTS II de Portugal continental, 218 ficam no Norte e 163 na Área Metropolitana de Lisboa. Há ainda 107 escolas no Centro (NUTS II), 59 no Alentejo e 31 no Algarve.

As escolas incluídas neste programa são da rede pública da educação pré-escolar, do ensino básico e do ensino secundário.

O número surpreende pela sua dimensão e espera-se agora que, sem mais delongas e subterfúgios, o problema, que se arrasta há demasiado tempo, encontre finalmente solução. Afinal de contas, haverá até financiamento comunitário para as empreitadas, o que põe de lado a eterna desculpa da falta de dinheiro.

Há, ainda…

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O Ensino à distância não foi um sucesso – Estefânia Barroso

https://www.publico.pt/2020/06/22/p3/cronica/ensinodistancia-nao-sucesso-1921151

O ensino à distância foi um remendo necessário, mas está longe de ser uma solução brilhante. Considero que muitos alunos não só não evoluíram como, bem pior, regrediram. De modo algum o volume de tarefas se traduziu em aprendizagens concretas e sólidas.

 a terminar as aulas a que pomposamente, e para dar um ar de que a malta facilmente domina estas coisas da tecnologia, chamamos Ensino@Distância (acho o pormenor da arroba delicioso). Podemos afirmar que a maioria de nós saiu viva deste período de tempo interminável em que se arrastou o fim do segundo e o terceiro períodos. Sim, porque o ensino à distância (ou deverei dizer “a distância”?) teve o seu início nos últimos 15 dias do segundo período. Contudo, “ficou-me cá a parecer” que o senhor ministro da Educação não acreditou muito nas suas próprias palavras (relembro a afirmação peremptória do senhor ministro: “Ninguém está de férias”) e vai daí decidimos alargar o terceiro período e o ano lectivo, fazendo-o terminar precisamente 15 dias depois do que era previsto. Este aumento de 15 dias teve algum resultado positivo? Sou da opinião que não…

No caso do 1°ciclo o ano terminará apenas uma semana mais tarde.

Santana Castilho no Público

As perguntas urgentes do momento

“A Google e a Microsoft respondem pelos dividendos que distribuem aos accionistas. Os professores respondem pela humanidade que acrescentam aos seus alunos.”

O Programa de Estabilização Económica e Social destinou 400 milhões de euros para comprar computadores, garantir a conectividade das escolas à Internet, adquirir licenças de software, financiar um programa de formação digital dos docentes e incrementar a produção de novos recursos digitais.

Sendo necessária, a modernização digital não resolve o problema de fundo da Educação em 2020/2021, que requererá mais professores, mais assistentes operacionais e mais técnicos especializados. O que é crítico na profissão docente é a dimensão humana. A destreza manipulatória das tecnologias é necessária e extremamente útil, desde que submetida à tutela daquela dimensão, primeira e fundamental. Perdê-la, no vórtice do deslumbramento tecnológico, é perder a dignidade profissional…

Santana Castilho continua a acertar no alvo. Até mesmo a formação que deveria ser crítica e criativa dos modelos de ensino, vai arrastando os professores para a constante desmobilização de uma ação autónoma.