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Rana Vitória

Se alguém te colocar em um pedestal, desça. Todo pedestal é uma prisão. Liberte-se da maldição de tentar se encaixar nas expectativas dos outros. Tentar se encaixar na expectativa do outro é como calçar um sapato que não te serve. Dói, machuca e causa bolha. Não vale a pena o esforço. Não se preocupe em ser aquilo que esperam de você. Uma pessoa que tenta cumprir as expectativas alheias é uma pessoa cuja alma está sufocada por trás de um personagem. Você precisa se libertar do personagem e encontrar os motivos que te fazem querer vestir esse personagem. E sabe quando você se liberta das expectativas dos outros? Quando você não se importa mais em parecer interessante. Quando você perde o medo de ser você. Quando você perde o medo de dececionar o outro. É por isso que puco a pouco eu deixo cair a máscara da mulher boazinha, que está sempre pronta, que agrada todo mundo e não comete erros. Essa que em vários momentos se anulou para cumprir as expectativas alheias, por medo de perder o amor e admiração delas. Pouco a pouco vou me dando a chance de ser livre e frustrar as expectativas que colocam em cima de mim. Eu não preciso ser o que esperam de mim. Hoje eu me permito ser eu. Decidi abraçar meus limites e minha humanidade. É tão libertador quando a gente abre mão de ser aceite. Ser aceite é do ego, ser autêntico é da alma. (Rana Vitória).

Carta ao Primeiro-Ministro – Mário Rodrigues

Exmo. Senhor
Primeiro-Ministro
(Com conhecimento a Sua Excelência o Presidente da República)

Como corolário de diversas medidas do Ministério da Educação, todas parecendo ir no sentido da deterioração da escola pública (entendível esta como local de ensino, de qualidade), o Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho de 2021, revogou todos os programas e metas curriculares vigentes, e instituiu um ensino, para todos os alunos, reduzido a objectivos e a conteúdos mínimos (metaforicamente designados como “aprendizagens essenciais”).

Pensando que todos os professores e encarregados de educação de Portugal merecem ser esclarecidos, solicito a V.ª Ex.ª que responda a estas singelas questões:

1. Sendo iguais, em termos de salários, de equipamentos e de instalações, os custos para o Orçamento do Estado derivados da concretização de um ensino de qualidade ou desta “escolinha de mínimos” imposta pelo governo a que V.ª Ex.ª preside, e sendo evidentíssimo que não melhorarão nem os conhecimentos nem as competências dos alunos do sistema público de ensino, qual o objectivo real do senhor António Costa e do seu Ministério da Educação ao aprovar e pôr em vigor o referido acto normativo?

2. Que benefícios decorrem para Portugal e para os Portugueses da universalização de um ensino público desprovido de rigor e de exigência, limitado, para todos os alunos, a objectivos e a conteúdos mínimos?

3. Numa União Europeia e num mundo onde todas as pessoas e todas as empresas estão sujeitas a uma fortíssima concorrência, de que modo esta “escolinha pública de mínimos” preparará os filhos das famílias portuguesas para competirem nesta economia globalizada?

Estou certo de que os professores e os encarregados de educação de Portugal agradecerão uma rápida resposta a tão simples, claras e directas perguntas.

Para obviar a algum esquecimento por parte do gabinete de V.ª Ex.ª, a cada semana que passar sem resposta cabal e concreta ao que lhe é solicitado, recordarei o senhor António Costa de uma eventual falta.

Com os mais respeitosos cumprimentos.

Mário Rui Simões Rodrigues