A medição do sucesso como ficção acontece, quando nos é imposto um modelo de avaliação, quando nos ordenam um fechar de olhos às insuficiências dos alunos, quando o programa é desadaptado à capacidade média dos alunos.
Ao começar a flexibilização pelos primeiros ano de cada ciclo, o governo fica com poucos instrumentos para avaliar o impacto que terá nos anos seguintes. No primeiro ano do primeiro ciclo pouco se decide do que será a real capacidade do aluno no futuro. No entanto, um aluno que termina o 1ºano lendo e interpretando o que lê com um vocabulário desenvolvido para a idade, parte com alguma vantagem para um 2ºano muito mais exigente, sobretudo na matemática.
Seria no final do próximo ano letivo com a execução das provas de aferição, aos alunos que tiveram a experiência da flexibilização que se poderia aferir as virtualidades do modelo. Espero que o ME continue tão cauteloso como tem sido até agora, e não avance para um modelo, que está longe de já ter dado provas de sucesso.